Caminhar juntos

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Procurando entender...

Passamos por um mundo que parece não entender a força do amor. Faz inseguro nosso futuro, incertas nossas conquistas. Cheio de temores experimentamos nosso relacionamento com os filhoa. Os horizontes se fecham, quase sempre severos, sobre tudo que empreendemos. A desconfiança informa o que planejamos. Em nada do que fazemos estamos seguros.

Com certeza falta uma dose maior de espiritualidade naquilo que vivemos. Mas não tomemos como sinal indicador do temor o número daqueles que alimentam tais sentimentos. Olhemos antes a força de um desejo que anima nossa vida. Ele vem expresso como sinal forte de um buscar as coisas do alto. Nisso vemos reação a uma atitude de mentes globalizantes, doentias, mas prontas a relativizar, a qualquer preço, nossos sentimentos.

Na verdade esses sinais visíveis estão diante dos olhos. Há uma fome difusa de uma espiritualidade num alto grau de manifestação. No entanto, não chega ao alcance de mentes poluídas pelo relativismo, que toma conta do coração de muita gente. Falta ainda a estes consciência do tamanho desta espiritualidade.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Olhando o Natal acontecer...

O homem moderno não tem cara de gente simples e modesta, porque o seu vôo não é alto.

A cada momento recebemos da vida ensinamentos cheios de sabedoria. Sabedoria é um dom que nos faz saborear as coisas, mostrando-nos que quanto mais simples mais aguça a nossa sensibilidade de amar.

Faz a gente compreender que a vida é amor derramado sobre a criação. Uma vez brotado do coração nos aponta o caminho que leva a Deus. Por isso o Natal de Jesus é retratado na pobreza de um presépio. Um choupanazinha, alguns animais domésticos, uma manjedoura que faz bem o papel de um bercinho e pouca coisa mais. A simplicidade tem a força da magia. Maria é modesta, delicada, terna. José é cuidadoso, atento e cheio de desvelo.

E aí nos prendemos à grandeza do mistério. E ninguém fica indiferente. O amor à verdadeira vida começa por ali. É um amor calado. Mas que acaba falando bem alto, quase gritando. E sem se expor. Todos escutam. Todos celebram e dele fazem culto. Divino Jesus. Divino presente de Deus aos homens.. Divino amor. Todo belo. Por isso todo amado.

Por isso também é luz. Diferente das nossas luzes. Com capacidade de muitos desdobramentos. De falar com doçura. De criar laços. De afastar mágoas. De unir corações. Olhem a força do Natal. Força de amizade profunda. De oferecer carinho. De perdoar profundamente. De levar ao fraco um abraço forte. De se ter coração bonito. Que ama com entranhas de amor. Que se entrega. Que se doa por completo. Isso é sabedoria de conseqüências rasteiras para a vivência do povo. Com vôo alto sim para falar da grandeza de Deus.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Passa isso pra frente

Duas coisas me chamaram hoje a atenção. Após uma história contada pelo locutor de uma rádio, ele pediu para o ouvinte, que tivesse vivido uma experiência semelhante à relatada por ele, fizesse uma admoestação à primeira pessoa que encontrasse pela frente. A outra, foi o fato de alguém conhecido telefonar marcando para mim o horário de uma reunião sem dar a razão que a motivava.

Fui obediente e passei a cumprir o que me foi proposto. E fui pensando. Do jeito que a vida é...

Quando pretender viver bem, trate a vida com o respeito com que se deve tratar a natureza (Modus vivendi).

Fala-se muito nas voltas da vida. E ela tem todas as voltas que precisamos para viver. E quando o rio de voltas da vida passa por mim sentado à beira do caminho, suas águas me arrebatam, levando-me consigo. Então elas me fazem rolar para viver aqui ou alhures, num sorriso de alguém ou na alegria das flores, realçando sempre alguns de seus tópicos.

domingo, 21 de novembro de 2010

Visitando o Mural de Recados...

Há muitos anos atrás, a história do pensamento registrou a força do Existencialismo como uma dimensão filosófica a pontuar a nossa liberdade e a conseqüente responsabilidade de nosso posicionamento diante da vida. Vinha tocando o mundo imanente do ser humano sem perpetrar o ato com o gesto de um desafio.

Dos seus expoentes, Jean Paul Sartre é um nome forte. Heidegger, Kierkegaard e outros muitos faziam parte desta plêiade. E me lembro de olhar com certa temeridade para as mãos de uma colega, levando o livro de Albert Camus. Ficando raízes em Arthur Shopenhauer, deste aprendi uma definição pessimista de vida, que repito, ainda hoje, aos quatro ventos como recordação melancólica e jocosa dos tempos da Faculdade.

A relação do Existencialismo, envolvendo o mundo religioso, era uma linha freqüente e acentuada no modo de filosofar da época. E a gente sentia que a consciência, como dial da nossa existência, podia muito bem ampliar a voz do nosso ser. No entanto não se vislumbrava aparentemente caminho algum diante de nós. Entretanto dava para fazer um contato do nosso mundo concreto com o mundo da transcendência de Deus, mas as idéias andavam tão diluídas... Acreditávamos na consciência, em nós, como um elemento irredutível, que punha no eu, que se manifestava externamente, toda a sua individualidade.

No livro A Presença Ignorada de Deus, de Viktor E. Frankl, as lições do professor, no campo da Logoterapia, ganham importância maior nos dias de hoje, face ao pluralismo religioso em que vivemos. São largos seus passos na direção da transcendência. Leia, Silvana, porque a Psicologia tem muitos rostos e alguns são muito bonitos.

sábado, 13 de novembro de 2010

Repensando o que não foi pensado

Logo que saiu o resultado das eleições me veio a apreensão sobre os votos dados à Marina. No segundo turno iriam para Dilma ou para Serra? Fiquei pensando nos votos de protesto de eleitores que votaram não por votar. Não senti que foram atraídos por isso ou aquilo. E não deram os votos à Dilma como não quiseram dar votos para o Serra. Aconteceu um segundo turno. Mostraram que não queriam Dilma, mas também não aceitavam Serra. O porquê? Todo mundo sabe e diz. Propostas sérias, e de substância, que refletissem um comprometimento com os anseios do povo não vieram de lado algum.
A distribuição dos votos mostrou isso no que foi confirmado no segundo turno com a posição esdrúxula de independência de Marina, que tinha a voz de comando. Marina ficou para trás e daí o repeteco. O povo sentiu que daria um segundo turno e lançou mão deste expediente, esperando que a Marina fosse a presidente na sua maneira de decidir e definir bem as coisas. Aqui o nível de águas sujas subiu. Águas que não serviram para alvejar o processo democrático, mas deu para encardir bem a bandeira de nossa democracia.
E vamos aceitar que isso seja muito natural em política? De jeito nenhum. Todos sentiram e falaram em alto e bom som : Marina dirá quem será vencedor no Brasil. Mas preferiu ela apresentar ao povo brasileiro uma moeda sem cunho algum, sem efígie como a dizer : façam o que vocês quiserem. Deu no que deu. Deu Pilatos. Lavou as mãos. Como quem diz : não me interessa quem será o mandatário do país, Dilma ou Serra. Ela se omitiu e assim concordou que uma porção do eleitorado não qualificasse seu voto com a seriedade que lhe parecia emprestar a candidatura de Marina. E ela se sentiu bem assim para dizer que estava com a consciência livre e em paz. Covardia não acontece só com gente ruim não. Era seu direito? Poderia, tapando a boca e dizer que sim. Mas ela é uma personalidade pública. O povo queria ver sua posição ainda que lhe custasse alguns dividendos. Então falhou. E redondamente... O Brasil ficou decepcionado... Achava que viu que tinha aquilo que não viu, porque não tinha...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Crendo e vivendo...

Pela fé fazemos uma adesão pessoal a Deus. Ele nos vem ao encontro, criando-nos. Convida-nos a participar de sua vida. Doa-se inteiramente a nós a ponto de vir habitar em nosso meio. Criar raizes em nossa natureza, Encarnar-se.

Com isso, entendemos que há um projeto a nosso respeito. Ele é acompanhado passo a passo, Cada momento em seu momento. Ação por ação. Gesto por gesto. Pedra sobre pedra na construção de uma vida, que se organiza de volta em direção a Deus. Não há como esquecer este tempo de edificação. Com isso, desenvolve-se-se um trabalho da parte de Deus. A este corresponde, como complemento indispensável, um trabalho da parte do homem. A Igreja se põe a acompanhar o andamento deste trabalho. Tanto do homem como de Deus, através da articulação das partes deste processo a que chamamos de catequese. A organização das atividades se faz por meio de grandes colunas a que denominamos profissão de fé, sacramentos, mandamentos e oração.

Por isso, fazemos experiências de profundos sentimentos da presença de Deus. Se assim não for, o homem se faz vazio. Nada lhe resta a não ser a sua insignificância, a sua pobreza, a sua pequenez, o seu desapontamento. Pensa encontrar o sorriso da vida, quando falta a alma para dar sentimento ao sorriso da máscara.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Quadras e Trovas

A tarde veio mansamente,
semeou a noite pelo chão...
Minhas pálpebras cansadas
buscavam mansamente teu olhar...
Pisando meus versos, teus olhos
distraidamente viajaram
pela imensidão da noite sem fim...
Ouvi mil músicas silenciosas...,
Sonhei mil sonhos..
Divaguei mil noites...
Encontrei teus olhos perdidos,
buscando minh'alma
no escuro de uma eterna solidão... (Rose)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Esta é a minha. E sua maneira de ver a vida?

Quando vemos em alguém uma atitude, que nos desperta, ou ouvimos alguma coisa, que nos conforta, sentimos a leveza da alma.  Passamos, por momento, a acreditar num mundo  todo azul. Foi assim o que ouvi do apresentador de um programa de televisão,  quando, sem maiores pretensões, assim se expressou, referindo-se às dificuldades da vida  ao dizer que o sofrimento é uma ponte por onde você passa para chegar à outra margem e não  o rio para você naufragar nele. A vida do cristão passa por aí. Quando se coloca o problema nas mãos de Deus, a pessoa vê o mundo com outra dimensão.  Tudo é azul, tudo dá certo e tudo ganha outra conotação. No entanto, quando vemos um cristão sem a vivência da fé, sem a presença da oração na sua vida, sem a confiança naquele que é sua foça, sentimos que estamos diante de um cristão anêmico, fraco e que precisa de cuidados. É por isso que muitas coisas de nossa vida devem passar por um ritual ou se transformar numa atitude corriqueira de viver. Se abrirmos os olhos e deixarmos aberta a porta do coração, vamos enxergar outras dimensões não exploradas no mundo em que vivemos. Você concorda isso?

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Ética em Primeiro Lugar

Quando uma preocupação fica incomodando nossa cabeça, buscamos uma palavra para nos servir de guia ou um conselho que legitime nossas idéias. Assim em Ética da Publicidade, do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, encontramos o que buscávamos :
          A publicidade política tanto pode apoiar e ajudar o funcionamento do processo democrático como o pode dificultar. Isto verifica-se quando, por exemplo, o preço da propaganda limita a competição política a candidatos ou grupos abastados, e exige que os aspirantes a um cargo público comprometam a sua integridade e autonomia, dependendo dos fundos de grupos de interesse. Este entrave ao processo democrático também pode acontecer quando, em vez de ser um veículo para a exposição honesta das idéias e dos antecedentes do candidatos, a propaganda política procura deturpar as idéias e o passado dos adversários, desacreditando injustamente a sua reputação.  Isto verifica-se quando a propaganda desperta mais as emoções e os baixos instintos das pessoas, o egoísmo, a prevenção e a hostilidade em relação ao próximo, os preconceitos racial e étnico etc., em vez de focalizar um profundo sentido de justiça e o bem de todos.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Pensando e Dizendo

Coisas que não entendo. Há atitudes para as quais a gente, muitas vezes, não tem explicação. Assim, não batizar filho de pais que não são casados. É coisa que não dá pra entender. Até nem sei se a Igreja tem normas canônicas que me fazem assim negar o batismo para esta criança. Aproximar esta idéia àquela da criança que não pediu para nascer. Acho nisso coisas muito parecidas. E quem nega o direito do batismo a esta criança responderia a outras propostas muito graves, que estão em debate na sociedade e de consequências muito funestas? Não tem como se escusar.

Indo ao Mural de Recados

Obrigado, amigo, pelo seu pedido deixado na caixa de recados. No seu livro Dimensões da Fé (encontrado na Editora Vozes), Alsem Grün, logo na Introdução, nos diz que depara com dificuldades que lhe parecem muitos comuns : Eu  não consigo crer. Tenho dificuldades com a fé. Talvez não seja problema tão comum aqui entre nós e ficaria isso para além-mar. Lá na terra dele, a Alemanha.

É bom considerar a alegria de uma experiência que se pode ter num encontro com Deus. E a gente fica pensando naquela passagem do profeta Habacuc que diz : O justo viverá pela fé. Talvez, amigo, não seja uma preocupação sua, mas é bom a gente alinhar a vida com as coisas lá do alto.  O autor nos deixa neste livro uma observação muito apropriada   -   A fé não deixa de ser uma boa maneira de enfrentar os problemas da vida diária.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Resgate versus Ressurreição

Os mineiros do Atacama me deixaram na mente uma imagem forte, determinante e eloqüente. Deus se dá e se faz presente no tempo oportuno como fato básico de nossa fé. Sem depender do tempo nem da história para  a gente se familiarizar com ele, Deus se faz presente e atuante, a partir de agora, na alma de muitas pessoas, como força concreta de uma experiência, que nunca imaginaram viver nem provocar, um dia, aqueles mineiros,

Tudo estava sendo contado e mostrado pela televisão para o mundo inteiro, incluindo até mesmo o milagre como resultado das orações de tanta gente. Todos compreendiam que a maior prova da atuação de Deus estava ali naquele resgate.  Nenhuma prova mais se podia exigir a não ser o êxito daquela mega e arriscada operação. Havia uma confiança geral e comunicavam-se os gestos de esperança, que ligavam todos os detalhes de atos precisos dos homens que não podiam falhar.

Lá embaixo, no coração da terra, a fé unia os corações  e a esperança dissipava as dúvidas, aguardando os homens a hora precisa de Deus.  Vi nisso o acontecimento antigo da ressurreição, com um corpo morto num sepulcro, aguardando a hora do tempo. Aqui, não um, mas trinta e três corpos vivos, num sepulcro com profundidade de 620 metros, com um mundão de terra por cima, aguardando, confiantes, o tempo de Deus.

Por isso acreditamos no que nos foi ensinado. A hora dos homens não é a hora de Deus. O tempo de Deus não é  o tempo dos homens. Os projetos de Deus, se os homens deixarem, se tornam também projetos dos homens. Entendemos assim que a oração feita com fé salva, o amor experimentado em comunhão faz viver.

O resgate dos mineiros é o evento da ressurreição bem no meio de nós hoje. Muitas pessoas, a partir do resgate, vão entender porque a mina está vazia     -      os mineiros não estão lá mais        estão agora aqui em cima.  Ressuscitaram.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Em Tempo de Política

            Ainda outro dia um sobrinho, bastante jovem, me escreveu dizendo o seguinte : muita gente faz o jogo do  deixa-pra-lá nas eleições, dizendo que não gosta de política. Pensei comigo : este jovem quer chegar a algum lugar com esta observação. E não deu outra.  No final da carta, dizia que, depois, a pessoa fica a reclamar de um político corrupto. Ou que a cidade ficou entregue ao desmando. Ou que a Administração está à deriva.

            Com razão. Conclui com bastante facilidade o que o jovem queria dizer. Há pessoa adulta, com presteza de compreensão, bem apessoada e até de bom nível escolar que não vota ou anula o voto, pois seu voto não faz diferença alguma, observa ela.  Fulano já ganhou, dizendo que tudo é a mesma coisa. É farinha do mesmo saco. Não faz sentido votar hoje em dia.   Política é só coisa suja.

            Sem pedir, o jovem me deu a primeira lição de cidadania.  Dizia que se informava por todos os meios para conhecer um candidato e compará-lo com outro. Quer formar um conceito a respeito deles e ver quem é menos mentiroso ou que programa mais convém à sociedade. Ele me fez lembrar de uma coisa.  Há poucos dias, abordei um colega de faixa social privilegiada e ele me disse que anulava o voto. Fiquei estarrecido.

            Mas você...  Não, é tudo ruim. Não dá para escolher. A indignação me subiu à face e a voz já não teve mais tranqüilidade. Pensei e lhe passei a conversa. Entre dois palitos de fósforo da marca (...?)    -    não é possível que você não experimente um para acender a pira da honestidade de uma  Nação. Se você não tem nenhum critério para escolher, então arranje um critério.  Exemplo  :  a posição dos palitos (o da sua direita ou o da sua esquerda).

            A pira da nossa Olimpíada não pode estar apagada por sua causa. E não argumente : meu voto não faz diferença. Faz sim.  Imagine :  Somos 3.621 eleitores. Só falta você para votar. Cada candidato obteve, ainda ocultos, lá dentro da urna 1.810 votos. Quem está decidindo qual vai ser o Presidente do Brasil? Só falta você para votar.  E então?  Anulando seu voto, fica empatado e aí haverá novas eleições. Pois bem. Você se omitindo ou anulando seu voto, você poderia calcular a despesa de uma nova eleição por causa do empate? Imagine e me responda.

            Podemos mandar esta despesa para você pagar? Não venha depois dizer que o lixo está acumulado na sua porta, ou as estradas esburacadas, ou a saúde uma droga, ou a educação falida, ou a segurança é uma questão de violência institucionalizada. Não, meu amigo, não ponha a culpa nos políticos. O irresponsável, o corrupto, o desumano é você que sabe disso e não exerce o seu direito de escolher.  É você que anulou o seu voto.  Sim, você é livre, eu sei.  Mas é o mais corrupto de todos os brasileiros.  Só por omissão?  Não sei..   Mas por covardia?   Tenho certeza,  Sim.    Pense nisso.!...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A Santa do Andor

     Hoje é dia de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. Sei que todo o povo brasileiro se coloca aos pés da Virgem. Claro, com exceção de alguns poucos, que resistem, por preconceito. Recusam  atender ao chamado daquela Mãe que reune os filhos sob o carinhoso olhar de quem ama, acolhe e protege.

     É dia de festa e de oração. E os fogos ao meio-dia dão conta da temperatura do que se passa no coração do brasileiro. Na alma de uma gente que se sente escolhida para um gesto de amor. Na mente de quem se desdobra para tocar o andor que a leva pelos diversos lugares e rincões do nosso país. Nas mãos que pulsam um coração agradecido àquela que lhe vem com ternura ao seu encontro.

     É sempre o tempo que se faz doce na alma desta gente que sabe amar. O calor que aprimora a fé de um povo que caminha com os olhos fixos nas bênçãos que se desprendem de suas mãos. O povo não é bobo, porque sabe que Nossa Senhora não é uma senhora esquecida. Nem uma Mãe que abandona. Nem alguém que chega para cumular com os presentes do céu.

Cantemos com quem canta sempre :  Viva a Mãe de Deus e nossa.

Dia 12 - O próprio do dia

            Gosto de falar do terço como gosto muito de rezá-lo. Mas para bem rezar o terço, preciso meditar os mistérios que perpassam esta oração. E o contemplá-los ao rezar me faz gostar mais daquilo que faço.
            E de que mistérios está envolvido o terço?  São os tempos fortes da vida, que Jesus veio trazer para nós, ao desenvolver seu plano de salvação sobre os caminhos que a humanidade vem trilhando e que não devem ser trilhados sem o esforço de o compromisso de uma profunda e íntima reconciliação com Deus.
            Contemplar os mistérios do terço é procurar colocar-se dentro deste raio da ação ativa de Deus em nossa vida. Contemplar então é tomar alguns quadros ou passagens da vida de Jesus, trazendo-os à memória e imaginação para considerá-los com admiração e com amor. São fatos e acontecimentos reais, que nos fazem experimentar sentimentos de alegria, quando saboreamos a doçura de uma fé exultante, ao meditar fatos como a anunciação e nascimento de Jesus.  São os mistérios gozosos rezados às segundas-feiras e aos sábados.
            Também a elevação da alma às alturas de uma mística leve e suave com a certeza de uma vida  feliz, que nos espera no final dos tempos, nos é dada com a recitação dos mistérios gloriosos fundados na ressurreição de Cristo que venceu a morte, o que fazemos sempre às quartas-feiras  e domingos. Mas se nos condoermos com os sofrimentos de Jesus, que nos amou apaixonadamente a ponto de morrer por nós numa cruz, estamos nos valendo dos mistérios dolorosos rezados toda terça-feira e sexta. Ora se o assunto é me abrir para entrar uma forte luz que invade todo o meu ser, estou na quinta-feira recitando os mistérios luminosos ao ser transportado ao Monte Tabor, onde juntamente com Pedro, Tiago e João, me coloco para entrever a glória e a felicidade de quem já está diante de  Deus.
            É um convite à prática das bem-aventuranças para se viver uma vida cheia de força, sabedoria e paz. Contemplar os mistérios do terço é invocar as passagens da vida de Jesus para experimentar com ele as diversas estações de seu plano de amor. Ele nos dá a oportunidade de recordar sua vida para nos tornar felizes. A contemplação dos mistérios é o ingrediente forte daquela sequência pedagógica das ave-marias, que busca fixar em nosso coração o seu ato de um grande amor por nós.
            Com isso você se lança na corrente ativa do amor sagrado de Deus, antecipando para o seu hoje os momentos eternos de uma alegria sem fim a que somos resgatados. Sem contemplá-los a oração perde muito de sua beleza para ficar numa repetição enfadonha de ave-marias. E para conhecer um pouco mais é só ler o documento 183 de João Paulo II sobre o Rosário da Virgem Maria.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Álbum de Família

Os lugares me marcam com seus espaços, as pessoas me oferecem conflitos com suas idéias, as cerimônias me decepcionam com seus motivos políticos e culturais.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O JEITO DA SANTA DE RUA

Quem quer se doar não olha tempo. Quem vai se aproximar busca um lugar. Amar não é questão de jeito. Amar é problema de amor.   É mulher de estar sempre por perto.   Colada no calcanhar.  Mirando-se no espelho do outro. Aplaude o espelho e se satisfaz com a imagem que vê.  Ama e valoriza a vida do irmão.

O outro tem sentido. Tem seu lugar. Não lhe inveja o ser. A alteridade lhe é sempre parceira. A ninguém diminui. Nem despreza. Nem deixa pra lá. Não faz que não vê. Sabe trazer pra perto. Faz entrar na roda. Abre espaço para o outro. Dá-lhe sempre a vez. É assim que faz. . Gosta. Sente prazer em ver o outro bem.

É assim que vive. Que procede. Que se coloca na vida. A realidade é o mundo que vive. Deixa a gota d’água cair. Não lhe interrompe a queda. Não lhe traça o destino. Sabe que a gota cumpre seu papel.  Sua tarefa de fazer a vida acontecer à sua maneira. É feliz em ver o curso das coisas. Ela se realiza em  sentir a vida brotar.

sábado, 25 de setembro de 2010

E agora, qual profissão seguir?

            Segundo dados publicados na Folha de São Paulo, apenas 42% dos estudantes brasileiros do Ensino Superior conseguem completar a Faculdade. Há uma crescente defasagem entre o número de pessoas que entram nas Universidades e o dos que terminam seu curso.
            53% dos trabalhadores do Brasil estão hoje numa profissão distinta daquela desejada ou para a qual se prepararam. Fazendo a soma desses fatores, foi atribuído que somente ¼  das pessoas que escolhem uma profissão irão realmente trabalhar naquilo que escolheram, outros  ¼  vão escolher outros caminhos profissionais.
            É sabido que a escolha profissional não é algo rígido. Mudanças podem acontecer e são absolutamente normais. O assustador é o grande número que isto ocorre no Brasil. E já foi constado que um dos fatores para estes dados é a falta de uma adequada orientação profissional.
            Mas... o que vem a ser a Orientação Profissional?
            A Orientação Profissional é uma medida preventiva que visa auxiliar a pessoa no seu processo de maturação em relação à sua escolha.  Com uma abordagem clínica, é um instrumento para o jovem reconhecer suas habilidades, aptidões e desejos assim como as influências sofridas no momento da decisão.
            Consta de três momentos :
1)      O autoconhecimento  -  onde o propósito das  atividades dirigidas será voltado para o aprofundamento do conhecimento de si mesmo.
2)      Conhecimento da realidade ocupacional   -   as atividades dirigidas terão foco no conhecimento e exploração das profissões e a real inserção e situação dos profissionais no mercado de trabalho.
3)      A integração do autoconhecimento e  da realidade ocupacional para, numa síntese pessoal, se efetuar a tomada de decisão.
            Apesar da procura maior ser por adolescentes e jovens prestes ao vestibular, é um trabalho também direcionado para aqueles adultos que querem  uma nova profissão, ocupação ou uma outra opção de curso.
            Com este trabalho, a pessoa se sente mais capacitada, mais tranqüila e mais preparada para fazer a sua escolha profissional de maneira mais tranqüila, acertada e feliz.

Silvana Pedrosa Aichinger
Psicóloga clínica e especialista
em Orientação Profissional da Vita Corpus

sábado, 18 de setembro de 2010

Santa de Rua

Já ouvi dizer de donas de centenas de sapatos. Mulheres excêntricas. Cheias de complexos.  De sentimentos ocultos e inconfessáveis. E essas pessoas nunca se sentem realizadas. Falta-lhes alguma coisa. Excedem no sentir o poder. Deixam a revelar algum desvio. Oprimidas  por alguma emoção, quedam diante do inatacável. Os sapatos parecem lhe curar a alma. Nenhuma dessas é minha Santa de Rua.

Vejo isso pra salientar o profundo equilíbrio de alguém. Faz parte da retidão de personalidade uma meia dúzia de pares de sapatos. Só aí já dá pra repassar estilos, modas e detalhes. Talvez a ambição por mais lhe ficaria bem.  Mas sabe dizer basta às coisas da vaidade. Ter um caminho. Enxergar uma meta. E olhar a vastidão de uma vida.

Por isso ela é grande. Quase diria, senhora dos destinos. Dos sentimentos. Os gigantes da paixão não lhe tomam a alma. Nem escurraçam a vivência de uma virtude que a embeleza. O amontoado traz ao chão. A quantidade sufoca. O além tira o tempo de viver a vida. Porque cria ansiedade, dúvida.  Cansa, mata. Por isso meia dúzia de bom gosto lhe basta.  Amém, mulher!...  Você é a minha Santa de Rua

Quadras e Trovas

Amor   -   chama, e, depois, fumaça...
Medita no que vais fazer:
O fumo vem, a chama passa...
                                                (MB)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Flor do Trigo Seresta

Quando cantamos, registramos para os outros a alegria que se passa dentro de nós. E se nos reunimos, num grupo que canta seresta, vamos ao encontro de amigos que esperam partilhar conosco seus bons momentos  e nos podem fazer felizes.

            Ali, o nosso canto reinterpreta a tradição e tem a ressonância de uma cultura, que faz nossos os  tempos felizes de um passado. Então, os sentimentos do coração são vividos sob a tensão entre a eficiência de um passado e a recepção ativa de uma cultura pela qual somos responsáveis.

            Assim, o conteúdo da nossa tradição, que devemos entregar às novas gerações, faz lembrar as raízes de um compromisso nosso com a  fidelidade à nossa cultura de pessoas de bem. A pretensão aos sentimentos de alegria  e de um relax sentimental é o que buscamos com  o Flor do Triga Seresta,  que está sendo organizado em nosso meio, com ensaios toda 2ª feira, às  19 horas, no Salão Paroquial.

            A idade é a idade do seu canto, da sua voz. É preciso que a gente entenda que sabiás ainda são sabiás mesmo quando não cantam.  Você é convidado. Venha participar e traga o comprometimento de seriedade com a alegria e o bem-estar.