Caminhar juntos

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Por ocasião do Centenário da Mãe-Rainha

A Igreja, sempre mãe carinhosa e boa, não se cansa de recomendar a prática de um amor mais empenhado à Mãe de Deus. É um fato repetido, em oportunidade oferecida pelo tempo, especialmente quando registrado pela história, como o Ano Jubilar de surgimento da Obra Internacional de Schoenstatt. Cem anos de devoção a Nossa Senhora, num ato de consagração à Virgem, por meio de uma Aliança de amor do sacerdote José Kentenich feita com Maria, traduzindo assim o seu gesto de devoção a ela. Tão logo o Santo Padre tomou conhecimento e, sabendo desta devoção como realidade capaz de preencher e alegrar uma alma mariana, decidiu logo conceder indulgência plenária a todo aquele que, entre 18 de outubro deste ano e 26 de outubro de 2014, preencher as condições pedidas de confissão sacramental, comunhão eucarística, oração nas intenções do Santo Padre. É claro que não se trata de uma prática mecânica, mas o fiel precisa se revestir daquelas disposições interiores e querer receber o benefício destas orações indulgenciadas propostas. E você me pergunta : o que é indulgência? Entendemos por indulgência a remissão das penas devidas pelos pecados já absolvidos. Se temos algo a pagar, depois de perdoada a nossa culpa, ficamos bem diante de Deus, pois o pecado tem também consequências pelas quais devemos responder : são as penas temporais que ficam pendentes, devendo ser cumpridas. Se temos condições de cumpri-las, que o façamos. Mas se, por algum sério motivo, não temos condições de repará-las, a indulgência plenária nos deixa de alma branca diante de Deus, restabelecendo plenamente a nossa amizade com Ele. Isso é bonito e santo porque nos leva à pratica de uma fé mais decantada.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Muita coisa me questiona...

Cada vez me entristece mais o dia dedicado à erradicação da fome. Não tanto por faltar comida na mesa de alguém, mas por sentir a indiferença de tantos que dispõem desta comida e não sabem que o seu irmão está passando fome ao seu lado. Vejo isso nas nossas casas, nos nossos restaurantes, nos nossos mercados e nos nossos corações. Por que gastamos tanto com os efeitos da fome e não podemos corrigir os tantos efeitos acarretados pela fome?
O país produz e não sabe como comer o que produz. O país colhe e não sabe como recolher este alimento. Os meios de transporte conduzem e não sabem como chegar ao destino com os alimentos-mercadorias. Curioso saber que  um terço do produzido vai parar na caixa de lixo e mais lamentável ainda avaliar que um quarto do desperdício daria para alimentar os famintos da terra. Fazemos tantas contas, calculamos tantos percentuais por aí, executamos tantos investimentos e não ousamos pedir para nós a condição de viver daquele que passa fome.
E dói ainda muito mais profundamente o coração de quem vê e não tem meio de solucionar o problema o fato de ver tanta terra sem cultivo, tanta água correndo num país privilegiado  como o nosso, tanto material capaz de fertilizar e adubar a terra onde caem as sementes, terra como diz o nosso observador, já gozador, “onde se plantando dá”. O que há com este coração desumano de nossos maiores? Onde estão as boas práticas de poder  e saber lidar com a questão? Quem poderá nos servir de guia nos caminhos que levam a matar a fome de nossos irmãos? Valha-nos Deus!...

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

É o dia da Mãe

Amanhã é dia de Nossa Senhora Aparecida. Vamos fazer a festa com o carinho que lhe devemos tributar. Com aquele gesto de amor que ela merece. Precisamos olhar na perspectiva dos olhos de Maria para ver nela o Filho de Deus. Por que digo isso? Porque ela é o carro-forte de um tempo que precisa se eternizar em nós. De mãos dadas com ela, especialmente nos momentos de maior intimidade com a Mãe, tomamos maior consciência do outro, nosso irmão, sentindo surgir em nós árvores de vida que levam à produção de muitos frutos para alimentar o coração e a mente de outros com coisas de Deus. Por isso ela continua a nos convidar sempre a renovar os sentimentos de nosso coração. Assim ao levantar para ela o nosso olhar suplicante como filhos que carinhosamente buscam o seu aconchego, ela, além de nos acolher com maternal ternura, se dispõe, de alma aberta e cheia de amor, a nos atender naquilo que lhe pedimos e nos inspira a buscar continuamente os meios de crescer na santidade.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Transcorrendo o dia do idoso

Envelhecer : vida cristalizada ou imagem congelada do amor Na CF-2012 falamos da saúde. E saúde implica em sentir a vida. No seu começo, no seu meio e no seu fim. No começo ela é jovem, inocente, virginal. Ao chegar ao meio é experiente e esbelta, expectante e invejável. Quando entra na reta final, merece cuidados e avaliações de seus atributos. Trouxe o indivíduo saudável até aqui. É a hora do envelhecer. Já não é tempo de empinar papagaio. Nem saltar de pára-quedas. Os cuidados são redobrados. As atenções de fora são aguçadas. Os passos medidos e calculados. A hora é de reflexão. Não vi quando a primeira ruga chegou. Nem quando esqueci os óculos presos no alto da cabeça. Nem mesmo o bastão de apoio perto da TV. A entrevista de mestrado daquela psicóloga não tinha sentido vinte anos atrás. Hoje, no entanto, ela já não tem o interesse em repetir aquela pergunta. Envelhecer é mudar de patamar. Já se olha a turma lá em baixo sem lá poder descer. Mas não se desconhecem as regras do jogo. A justiça de uma vitória ainda pode ser justificada. A linha da imaginação se desfez. Tudo é verdadeiro e permitido, real e convincente. Envelhecer é conviver com os limites sem deles poder sair. A perna não abre o passo para atingir o meio-fio do passeio. Nem os óculos ganham a posição correta no rosto para focar os objetos. Tudo parece comum e inocente. Nenhuma maldade nem perigo servem de armadilha. A liberdade é absoluta, inteira. O mundo não tem pecado. A vida é que deve prevalecer. É um consumir-se sem perder a dignidade e o direito. Por isso o vinho velho é mais saboroso e de melhor paladar. Não se perdem grandes coisas ao se envelhecer. O essencial está dentro, incubado, esperando a explosão de um grande clarão. É a melhor parte. A plenitude da verdadeira vida em nós. Sem reforma nem mutilação nem estardalhaços. Um estar inteiro em todo lugar. É o prelúdio da glorificação adquirida no início de um tempo novo. Envelhecer bem é ante-sala de uma vida melhor. É antecipar a alegria plena de um bem viver. De um tempo mais eterno. De um lugar puro e mais saudável. Sem maldades nem atropelos nem indecisões. A dignidade cria a harmonia desta antecâmara. Faz acontecer a nobreza da tensão dos sentimentos. Não há limites. Tudo é permitido, porque tudo o divino informa. É a bondade a se derramar nas coisas. Tudo é inocente. Tudo é grandioso.