Caminhar juntos

domingo, 30 de setembro de 2012

Hora das eleições

É  tempo de eleições. O modelo de administração  que está aí responde às aspirações concretas de minha vida? Se responde, é tempo de avaliar onde mais favoreceu minhas experiências e necessidades, fazendo-me realizar  humanamente naquilo que é essencial  no meu projeto de vida. A reinterpretação do quadro político não me leva a aceitar tudo e concordar com a situação das coisas que estão aí. E se a gente tivesse de reinterpretar o quadro social não significa isso que deveria eu aceitar tudo.
Não posso como não devo aceitar as coisas como estão. Mas, de imediato, devo procurar saber se preciso mudar, porque depois vou questionar a mim mesmo se as alternativas que me foram propostas foram boas ou não. Não posso vir a lamentar nem externar queixas por não ter feito nada quando tudo estava ao meu alcance. É preciso que eu me questione agora, porque só depende de mim  resolver agora as lamúrias futuras. Portanto, não posso desperdiçar a oportunidade nem dispender energias desnecessariamente.
O tempo é agora. Não posso como não devo deixar que a situação exerça poder sobre mim, causando-me apatia sem que haja uma reação que me leve a posicionar ativamente. Meus sentimentos e emoções não podem me trair. Nada de contemporizar nem uma posição intermediária que não poderia me fazer feliz. É tempo de escolha e escolha implica em deixar algo para trás. Isso nos faz sofrer. No entanto, é preciso sentir que o sofrimento é passageiro e nos levará por certo à vitória que é de todos. Não podemos nos acovardar. Eleições são eleições. De lado os ajeitamentos, os interesses pessoais, as manobras e os medos.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A Igreja que aprendi a amar

Interessante, porque velha e secular  investida.  Irritante, porque despudorada  e desprovida a  covardia  de alguns inimigos da Igreja. Fazem de tudo inescrupulosamente para denegrir a sua imagem.  Lançam mãos  de artifícios cuidadosamente elaborados, que se tornam armas em riste.  Trazem-nos intimamente escondidos, para parecer verdade,  em acusar valores que a Igreja defende na postura de sua beleza e eles não conhecem. Buscam minimizar (e até negar)  a vida que ela faz acontecer e difundir e eles não sabem ver.
Continuam hoje elencando investigações, esquentando as marmitas de ontem, dependurando comentários nas páginas de nossa imprensa, já por si ávida de defuntos frescos,  para jogar a beleza da Igreja na arena dos modernos tempos e vender sua notícia, como matéria de grande descoberta, no tabuleiro lodacento de seu inexplicável ódio contra ela.   Por que olhos tão embaçados  por remelas de mau humor?  Por que lhes faltam  o sentido da história e o banho de civilidade capaz de lhes dar o respeito à fraqueza cultural de tantos humanos como eles?
Continuam,  ainda em nossos dias,  esses engraçadinhos e  experimentadores de bombas de ensaio para ver se descolam algum minuto de fama e prestígio num mundo que procuram escurecer para tornar aceitas e fazer prevalecer ideias putrefatas  de que eles, por si mesmos, já não suportam o mau odor. Ora, é zona de perigo humano a frequentada por estes que se  julgam moderninhos com propostas tão anticientíficas, quando a vertiginosa ascensão da sabedoria humana depara com poderosas  câmeras espaciais, dando os primeiros cliques em busca de uma explicação da expansão do nosso espaço.
E esses caras ainda rastejando com propostas tão estapafúrdias!...  Façam-me um favor!...  (A propósito da decoberta de papiros que andam por aí. Estão querendo ver o santo fazer sua estátua mexer...

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Meninos!... alegria. Dia de São Cosme e São Damião

Não fui muito ligado a São Cosme  e São Damião, quando criança, mas me causam simpatia e os tenho em grande conta. Por quê? O sorriso dos meninos neste dia, para nós todos, de festa, quando são prazerosamente abundantes, por todo canto,  as balas e doces que se distribuem por ocasião desta comemoração. Acho isso bonito e alegre, pois me faz bem e me deixa feliz.
Imagino  e dou azo à imaginação, quando penso no São Cosme como sendo aquele jovem enfeitado, alegre e desinibido, fazendo feliz a criançada ao seu redor. Ao clima mesmo de palhaço, no sentido de alegrar e fazer felizes  os meninos nas brincadeiras de rua. Isso me leva ao tempo de minha infância e me traz as marcas da saudade na alma.   São Damião!... é tanta grandeza ligada ao seu nome e tantos trejeitos juntados à sua pessoa, apesar  do peso e  severidade do nome Damião, que o fazem popular e querido demais pela meninada.
Então os grandes e adultos não entram e participam da festa? Entram sim.  Podem  as forças não mais ajudarem nem o espinho de uma diabete penetrado no corpo impedir de saborear as guloseimas, mas não ficam de fora e ganham a função paternalista de distribuir, comemorando e celebrizando o dia, as balas e os doces às crianças que encontram pelo caminho. Os costumes marcam a festa e dão dinamismo e alegria ao dia. É uma história leve e bonita vista sob a diferente ótima religiosa.  E é claro, estão alegres também farmacêuticos e médicos, que estão protegidos pela poderosa intercessão destes dois santos irmãos-gêmeos, no céu,  juntos de Deus.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Fatos, apenas fatos

Quando a gente se põe diante de uma folha em branco, com um lápis na mão, logo vem a vontade de escrever alguma coisa que está a incomodar. Já não foi à-toa, ontem, o dia de São João Crisóstomo, o boca de ouro. Dizem os alfarrábios que era um grande devoto da Santíssima Eucaristia. Até aqui tudo bem, não fossem as circunstâncias de um quadro a que presenciei numa de nossas igrejas.  A imagem de Nossa Senhora, tirada de seu altar costumeiro, deu lugar à exposição do Santíssimo Sacramento, naquela tarde, numa custódia dourada e luzes e velas acesas, chamando a atenção da presença eucarística de Nosso Senhor.
                Chega uma cristã fiel, certamente dessas que visitam os santos nas igrejas, e procurou por Nossa Senhora e não a encontrou no lugar. Olhou despretensiosamente o seu lugar, ali momentaneamente ocupado, esboçou um jeito de decepção e saiu procurando sua imagem preferida pela igreja afora. Não a encontrando, num primeiro momento, fez jeito de sair, mas retornou  a procurá-la,  localizando-a num altar lateral. Depois de uma pequena oração, de uma vênia profunda e uma meia genuflexão, procurou e mandou beijinhos para São José, que estava ali por perto e saiu satisfeita a continuar a sua vida.
                Suas palavras, orações e sentimentos certamente chegaram lá ao pés do Santíssimo, porque toda súplica e oração não param em Nossa Senhora, mas chega até seu Filho. E eu fiquei ali repreendido pela minha maneira de pensar e querer julgar,  lembrando-me de uma passagem da Carta aos Romanos : Acolhei aquele que é fraco na fé, com bondade,  sem discutir as suas opiniões. E, quase de imediato,  lembrei-me de uma história que ouvi, quando menino, de um santo, também muito devoto da Eucaristia.  Um fiel recebeu a comunhão das mãos do padre e saiu direto para a porta da igreja a ganhar a rua. Imediatamente, o santo correu ao altar, tomou dos castiçais e mandou que os coroinhas fossem ao lado daquele fiel, pois ali ia o Santíssimo Sacramento. Fatos, apenas  fatos. Histórias novas de pensamentos velhos.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Setembro, mês da Bíblia

Setembro, mês da Bíblia. Isso não quer dizer que somente durante o  mês de setembro vamos ler a Palavra de Deus. Temos de nos alimentar dela todos os dias. Assim como temos necessidade de nos alimentar para sustentar o nosso corpo, nós também temos necessidade de alimentar a nossa alma. E uma das maneiras de alimentar a nossa alma é lendo  a Palavra de Deus de forma orandi, ou seja, rezar a Palavra de Deus.
Não sei se há uma maior percepção entre nós de que  os textos sagrados e de modo particular o Livro de Deuteronômio, assim como o Evangelho, nos remetem exatamente a esta realidade de que a Palavra de Deus  deve governar a vida de qualquer ser humano, de qualquer nação, de qualquer povo. Há uma passagem bíblica que diz   -   Ele não veio abolir a  Lei, mas dar-lhe pleno cumprimento, ou seja, Ele veio dar a sua novidade à Lei.  Os antigos viviam a Lei pela lei. Não deixavam que a Lei transformasse e modificasse sua vida. E muitas vezes o povo vive assim até hoje. Só vive da tradição.
Ora, acontecem muitas coisas em nossa vida às quais nos apegamos sem que deixem a gente ir para  frente. Ficamos estagnados por nos apegarmos a coisas insignificantes, a coisas que estão na periferia da religião e o que está nos centro a gente acaba deixando. E quem é que está no centro da religião?  Cristo  -  Aquele que veio não para abolir a Lei, mas dar a ela sua novidade. Por exemplo, está lá na Lei de Moisés : amarás o teu Deus de todo o teu coração, com toda a tua alma e teu entendimento. Jesus veio e disse a mesma coisa de modo diferente, dando a sua novidade : que devemos amar a Deus , a nós mesmos e ao nosso próximo como a nós mesmos.      
Deixemos, pois, a Palavra de Deus nos interpelar e façamos dela a força que Deus nos dá para o prosseguimento de nossa caminhada.