Caminhar juntos

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Procurando entender...

Passamos por um mundo que parece não entender a força do amor. Faz inseguro nosso futuro, incertas nossas conquistas. Cheio de temores experimentamos nosso relacionamento com os filhoa. Os horizontes se fecham, quase sempre severos, sobre tudo que empreendemos. A desconfiança informa o que planejamos. Em nada do que fazemos estamos seguros.

Com certeza falta uma dose maior de espiritualidade naquilo que vivemos. Mas não tomemos como sinal indicador do temor o número daqueles que alimentam tais sentimentos. Olhemos antes a força de um desejo que anima nossa vida. Ele vem expresso como sinal forte de um buscar as coisas do alto. Nisso vemos reação a uma atitude de mentes globalizantes, doentias, mas prontas a relativizar, a qualquer preço, nossos sentimentos.

Na verdade esses sinais visíveis estão diante dos olhos. Há uma fome difusa de uma espiritualidade num alto grau de manifestação. No entanto, não chega ao alcance de mentes poluídas pelo relativismo, que toma conta do coração de muita gente. Falta ainda a estes consciência do tamanho desta espiritualidade.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Olhando o Natal acontecer...

O homem moderno não tem cara de gente simples e modesta, porque o seu vôo não é alto.

A cada momento recebemos da vida ensinamentos cheios de sabedoria. Sabedoria é um dom que nos faz saborear as coisas, mostrando-nos que quanto mais simples mais aguça a nossa sensibilidade de amar.

Faz a gente compreender que a vida é amor derramado sobre a criação. Uma vez brotado do coração nos aponta o caminho que leva a Deus. Por isso o Natal de Jesus é retratado na pobreza de um presépio. Um choupanazinha, alguns animais domésticos, uma manjedoura que faz bem o papel de um bercinho e pouca coisa mais. A simplicidade tem a força da magia. Maria é modesta, delicada, terna. José é cuidadoso, atento e cheio de desvelo.

E aí nos prendemos à grandeza do mistério. E ninguém fica indiferente. O amor à verdadeira vida começa por ali. É um amor calado. Mas que acaba falando bem alto, quase gritando. E sem se expor. Todos escutam. Todos celebram e dele fazem culto. Divino Jesus. Divino presente de Deus aos homens.. Divino amor. Todo belo. Por isso todo amado.

Por isso também é luz. Diferente das nossas luzes. Com capacidade de muitos desdobramentos. De falar com doçura. De criar laços. De afastar mágoas. De unir corações. Olhem a força do Natal. Força de amizade profunda. De oferecer carinho. De perdoar profundamente. De levar ao fraco um abraço forte. De se ter coração bonito. Que ama com entranhas de amor. Que se entrega. Que se doa por completo. Isso é sabedoria de conseqüências rasteiras para a vivência do povo. Com vôo alto sim para falar da grandeza de Deus.