Caminhar juntos

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Abrindo-se à felicidade

Hoje foi dia de batizado lá na igreja da minha paróquia. Muitas crianças, seus pais, seus padrinhos e um sem número de pessoas presentes. Enriqueciam e valorizavam a administração do sacramento. Mas o que é batizar. Batizar significa mergulhar nos mistérios de Deus. E para isso precisamos ter uma convicção e uma experiência profunda deste Deus que nos criou e nos ama. No batismo recebemos um selo de pertença a este Deus. Selo que não se tira como o selo de um brinquedo comprado na loja, mas um selo de uma outra ordem, a ordem espiritual. Somos convidados a participar da vida divina por todo o sempre. Por isso a responsabilidade nossa, de nossos pais e padrinhos, exige-nos um compromisso de fidelidade e solidariedade que impulsiona o batizando para as profundezas do mistério de Deus. Não compromisso com as propostas do mundo, mas com uma proposta que não acaba aqui. Pois a nossa felicidade na terra é uma qualidade de vida que fica no jogo do dar e receber. Nos projetos de Deus, a vida feliz é algo de gratuito. Então devemos corresponder com a nossa participação e compromisso com esses mistérios divinos. Tornamo-nos filhos de Deus.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O que acha disso?

Valeu a observação feita naquele momento em que eu falava - Quando me identifico com a imagem de alguém, eu me torno cego para as minhas realidades.Eh... Um outro foi categórico : Tudo que impede a experiência de Deus é de origem psicológica. Então me questionei a mim mesmo : Existe outra causa? E fiquei a refletir : Experiência de Deus é um dom, uma graça, por isso não posso provocá-la. Daí duas idéias ficaram a me incomodar o espírito

Primeira : A idéia de um juiz sem misericórdia, dentro de nós, é que nos impede de nos abrirmos a Deus.


Segunda : Quando me encontro com Deus, eu me abro para a minha realidade, a minha verdade.

O que você acha disso?

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Grandeza maior

Sempre procurei uma expressão adequada que pudesse mostrar com fidelidade um sentimento a calçar uma maneira bonita de enxergar as coisas. Hoje ela me veio como por encanto - cultivar a alegria de ver o bem.

Sim, ver as coisas boas e bonitas, acontecendo no meio de nós, mas que não são às vezes notadas como tal. Pequenos gestos, atitudes simples, modos delicados, comportamentos finos e educados. Explico-me : um muito obrigado por algum favor recebido, o dá licença na dificuldade de transitar entre as pessoas, um sinal da cruz discreto do árbitro no final de uma partida de futebol, um graças a Deus como manifestação espontânea, mas agradecida, daquilo que vai na alma, um beijo na chegada ou partida de alguém, um abraço ou um aconchego com a mão entre as suas como força de carinho... e muitas outras.

Isso faz cultura, escreve história e diz da grandeza de uma gente.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Tempo de ternura

É sabido, porque é falado, que toda mulher é insegura. Faz parte de sua natureza. E ela busca o homem. Nele ela encontra a segurança de que precisa. E expressa fisicamente essa necessidade. Corre para junto dele. Apóia-se nele. Quer estar sob sua guarda. Estar perto. Debaixo. Por isso inclina levemente sua cabeça sobre seu corpo. Quer tirar dele uma força.

Ser assim é da essência feminina. E com isso faz a segurança do homem também. É um inteirar-se das carências recíprocas. Um realizar-se de naturezas. Quando encosta a cabeça no ombro do homem, entrega-se ao devaneio. Debruça-se à beira da vida a contemplá-la. Não vê o tempo passar. Perde as dimensões. Não estabelece ponto de referência. Ela se inclui. Ela se entrega, se completa, se realiza. É o tempo da ternura.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Qual das estrelas?

Quando menino, me diziam que contar estrelas no céu faz mal. Se apontasse para elas, dava verruga na ponta do dedo. Pensava comigo, não há outro lugar melhor pra nascer verruga. Contando ou não estrelas, sempre cuidei de algumas. No dedo indicador, no queixo. E não sei se em algum outro lugar. Certo é que, sem contar estrelas, curti-as todas. E são muito bonitas. De ite.

A nem todo mundo é dado esse direito. Pra uns dão trabalho, mas pra outros parece que dão personalidade. Marcam a pessoa. De longe a gente vê a imponência. Pra uns inflamam e merecem cuidados. Pra outros dão colorido à beleza. Certo é que verrugas não faltam. Elas estão na praça. Às vezes na moda.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Falando de um amigo...

Um lembrete para meu amigo Carlos Aquino, que lançou no dia de ontem, sábado, seu último livro, Devaneios de um amante. Foi uma tarde de autógrafos concorrida. Lá estavam seus companheiros, seus amigos e leitores que lêem além do texto. Estes puderam ver e sentir o que uma mulher amada pode produzir na alma de seu esposo. Lourdinha e Carlos viveram felizes numa doação mútua de corações, fundindo almas e sentimentos e constituindo uma família capaz de invejar qualquer um de nossos dias. Foi um exemplo de vida. E continua sendo o coração do Carlos a sede do amor que ficou. O livro de cento e poucas páginas fala bem do que se passa no coração de ambos, lá onde está ela, aqui onde ficou ele, curtindo um amor que dura sempre. É de causar inveja.