Caminhar juntos

sábado, 18 de agosto de 2012

Alegrias Vicentinas

As Olimpíadas já ficaram para trás. Um novo horizonte já se desenha em nossa frente, cheio de acontecimentos a preencher os nossos  anseios e nos dispor os olhos sempre curiosos. Podemos apontar,  uma  a uma, estas realidades, que são queridas e nos fazem felizes de nelas pensar. Mas uma, pelo  imediatismo e sem perda  de tempo, dá o tom da festa,  saltando à frente para nos encher a alma com sua surpresa carregada de beleza e emoções. E não precisamos correr nem nos preparar para sentir a subida do  calor que desperta  em nós.
Por isso, imagino o íntimo  da família vicentina do Brasil, que deixa transparecer a força contagiante da sua alegria  diante das relíquias peregrinas de Vicente de Paulo, o santo dos pobres. A peregrinação dos confrades e dos seus admiradores   se faz na mente e no corpo ao meditar e se aproximar dos abismos misteriosos de uma criatura com o seu Deus. Com frequência vemos destilarem  lágrimas os olhos de gente piedosa em meio aos apupos de entusiasmo pela presença  destas relíquias. Não é uma maneira piegas de julgar o que vemos, querendo obscurecer a  luz da esperança cristã, mas o perpasse de alma generosa que quer mergulhar nos mistérios de Deus.
É a possibilidade que tem a pessoa de crer, de maneira livre e consciente, na glória de Deus, manifestada através das criaturas. É a expressão de nossa afinidade com Deus e a similitude com as criaturas, onde se revela a extensão do seu amor infinito por nós. Isso nos leva a sair de nosso comodismo e partir para obras meritórias como as que os vicentinos desenvolvem por todo o mundo. É um convite a não ficar de longe imaginando isso ou aquilo, mas o poder de decisão para fazer o bem aos desvalidos que não têm amigos de coração magnânimo e generoso que não gente como os vicentinos. Nossa paróquia está sendo  por elas visitada. É uma grande bênção para todos nós.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Vem aí 15 de agosto.

E não me diga que não sabe, não sente nem percebe ou não lhe passa pela cabeça a força poderosa de sua mística. Chame a Senhora do dia de Assunção, de Saúde, de Glória ou lhe arranje um nome tão significativo quanto o divino, mas não deixe de comemorar e celebrar a grandeza do dia e a beleza da homenagem, que lhe deve ser prestada. Muitas vezes aplaudimos e vivemos um feriado, como se tudo de bom estivesse nele condensado, com propósito íntimo de descanso.
Mas é a vivência íntima de um momento fervoroso a me solicitar a atenção e me pôr a meditar as grandezas e as glórias de Nossa Senhora, que me chama a reconsiderar a posição de cada um na sua condição de filho de Deus. Nisso  devo a alguém os sentimentos de que  Trago no coração um símbolo de fé que torna para mim todas as coisas luminosas e sagradas neste dia. Tudo ganha profundo significado.  As coisas se fazem cheias de luz. Seus movimentos traduzem  a harmonia de uma orquestra celeste, onde os desafinados não perdem o encanto da voz nem os racionalistas e distraídos se fazem resistentes à sua fascinação.
É bom pensar no seu tempo aqui na terra, quando os sofrimentos, as humilhações e todo o processo de um continuado martírio a lhe sacrificarem a alma não conseguiram demovê-la da sua consciência de ser a Mãe de Deus e de sua missão co-redentora subordinada à de seu Filho Jesus. Por isso, hoje, chega o seu momento de receber a nossa homenagem  de alegria e de glória por ser  elevada aos céus, no seu corpo e na sua alma, nesta festa, que chamamos de Assunção de Nossa Senhora. Que seu corpo agora florescente de uma vida, que se eterniza, tornou-se para nós uma verdade de fé, que Pio XII, em 1º de novembro de 1950, definiu de maneira pomposa e solene.