Ponho as mãos em algo dentro de mim, quando começo a pressentir a chegada da primavera. É tempo de alegria, de sorrisos, de encantamentos e de flores. Lembro-me do enlevo sentido ao visitar Holambra, num setembro destes passados, diante daqueles arranjos de flores em exposição que se faziam ainda mais imponentes face aos comentários tecidos pelos visitantes da terra.
Toda alma é sensível diante da beleza. Todo olhar é curioso e elevado diante das flores. Não há quem fique indiferente ou distraído, cético ou irreverente ao ter diante dos olhos aquilo que mais quer o espírito humano : o sublime apoiando-se na palma de suas próprias mãos. Sentimos a presença de uma beleza que nos extasia, que nos faz amar, sonhar, sorrir e cantar aos quatro ventos a alegria de viver. Ah!... quando setembro vier!...
Nas flores da primavera, aparece claro o carinho de Deus para conosco. Ganhamos mais movimento neste tempo. A natureza se engalana toda com trajes de festa, onde os pássaros redobram seu cantar, os namorados têm sonhos mais delicados, gestos mais largos e sua alegria é mais perfumada com o sorriso da vida. Os prados se fazem mais verdes, o silêncio dos animais vem misturado em tons maiores de aprovação na exuberância da vida que acontece e a natureza toda se faz em aroma de amor, que transforma e embeleza toda a terra.