Caminhar juntos

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Quando setembro chegar...

Ponho as mãos em algo dentro de mim, quando começo a pressentir a chegada da primavera. É tempo de alegria, de sorrisos, de encantamentos e de flores. Lembro-me  do enlevo sentido ao visitar Holambra, num setembro destes passados, diante daqueles arranjos de flores em exposição que se faziam ainda mais imponentes face aos comentários tecidos pelos visitantes da terra.

Toda alma é sensível diante da beleza. Todo olhar é curioso e elevado diante das flores. Não há quem fique indiferente ou distraído, cético ou irreverente ao ter diante dos olhos aquilo que mais quer o espírito humano :  o sublime apoiando-se na palma de suas próprias mãos. Sentimos a presença de uma beleza que nos extasia, que nos faz amar, sonhar, sorrir e cantar aos quatro ventos a alegria de viver. Ah!...  quando setembro vier!...

Nas flores da primavera, aparece claro o carinho de Deus para conosco. Ganhamos mais movimento neste tempo. A natureza se engalana toda com trajes de festa, onde os pássaros redobram seu cantar, os namorados têm sonhos mais delicados, gestos mais largos e sua alegria é mais perfumada com o sorriso da vida. Os prados se fazem mais verdes,  o silêncio dos animais vem misturado em tons maiores de aprovação na exuberância da vida que acontece e a natureza toda se faz em aroma de amor, que transforma e embeleza toda a terra.


sábado, 20 de agosto de 2011

Dois milhões de jovens ao redor do papa

Torna-se consciente, fortalecido e cresce com o senso de responsabilidade, que o mundo pede porque precisa, o grupo de jovens rodeando o papa em Madri, nesta Jornada Mundial da Juventude. É como se eles estivessem a dizer para os outros jovens que não estão presentes, mas olham com um ar de curiosidade o acontecimento, vocês querem saber o que cremos, venham ouvir o que cantamos.

O papa está ali disponível aos jovens e a serviço  da Igreja de Jesus Cristo. Seu trabalho de evangelização rompe a distância, num esforço pessoal, para transmitir uma cultura impregnada dos sinais de vida de que os jovens estão ansiosos por ouvir de alguém com autoridade para dizer. Eles não podem ser deixados sem expressar o ardor da sua juventude identificada com o bem. Seus sentimentos altruísticos e os dons que possuem latentes na alma dão testemunho da sua coragem e ousadia em favor da justiça e do amor.

Se a Igreja traz sua palavra para eles, todavia espera antes o que eles têm a dizer e a pedir como complemento de sua vida já que não estão encontrando no mundo aquilo de que eles precisam. É preciso que os jovens façam coisas parecidas com eles, porque eles são bons e, sendo bons, não é justo que façam coisa ruim. Isso não cabe à juventude que não encontra no mundo os valores de que ela precisa. Tudo é oferecido a ela daquilo que ela não precisa, mas pode receber dela tudo aquilo de que ela é capaz : o de melhor que o mundo precisa.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A família em primeiro lugar



            Ao abrirmos o Documento de Aparecida, o documento que sintetizou os assuntos discutidos na V Conferência Episcopal Latino-Americana, que aconteceu, em Aparecida, em 2007, vamos encontrar a família como primeira escola da fé, o lugar e a escola de comunhão, fonte de valores humanos e cívicos. Chega a ser comovente a preocupação da nossa Igreja com a família, quando tudo parece conspirar contra ela. Sabemos que Deus a toma na palma de sua mão e a olha com o carinho de grande misericórdia e proteção.

            É ali que se aprendem os rudimentos da nossa fé, quando pais devem se envolver com tudo que têm para fazer de seus filhos homens tementes a Deus e cheios do fervor que os embale nos caminhos difíceis da vida. Neste quadro há  momentos de insegurança e incerteza que nos provocam um sentimento maior da presença de Deus em nossa vida. Muitas vezes não temos onde nos apegar para vencer essas dificuldades tão cercadas dos fantasmas que fecham os horizontes de nossos filhos. E ficamos atônitos por não ver valores que suplantem essas dificuldades.

            Ao cuidarmos da família, estaremos cercando de cuidados a fonte de valores genuinamente humanos e de esmero no cultivo da responsabilidade que os faça bons cidadãos para o mundo de hoje. Para isso é preciso que nos desprendamos das garras do individualismo, do egoísmo e de tudo aquilo que nos impeça  de nos inclinarmos em direção ao nosso semelhante e vê-lo como ser humano, sujeito de nosso respeito e de nossa deferência. Somos humanos, cada um,  com direito ao amor e dignos da vida que convém a todos.

domingo, 7 de agosto de 2011

Gosto do Dia dos Pais


Vem aí o dia dos Pais!...   Gosto de celebrar o dia dos pais e festejá-lo com tudo aquilo a que temos direito. Isso não implica parar e se deter na estação do simples fato de um bom comércio. E, se ficarmos nesta idéia, gostaria de exigir um conotativo mais forte para este dia, qual seja o comércio de um profundo  sentimento dos valores que devem reger e ungir esta data, tão importante para nós pais e para vocês, filhos. Isso por certo vai desembocar na valorização da família, que é o grande fator de reconstituição da sociedade de nossos dias.

É bom que se recorde o nascedouro desta data num sermão dedicado às mães, onde alguém quis homenagear seu pai, que ficara viúvo com a incumbência de criar, alimentar e educar seus filhos, numa difícil missão, quando os pais não eram nada habilidosos neste ofício de conduzir a família. E precisamos ganhar a coragem de reconhecer, dadas as circunstâncias, de que há males que vêm para suscitar o bem  E aí está o primeiro dia dos pais celebrado no dia 19 de junho de 1909. É claro que a idéia pegou e se espalhou rapidamente, sendo hoje celebrado em diversos países.

Entre nós, esta data, é interessante observar, começou na ser comemorada no segundo domingo de agosto, dia de São Joaquim. Vale dizer sim daquele patriarca da Família de Nazaré, ao lado da Senhora Santana, pais de Maria, a Mãe de Jesus. Por isso a gente vê e sente, que o dia dos pais trás em si a idéia da família, para não deixá-lo à mercê da idéia do comércio, que o desvaloriza e  esvazia. Ele é todo voltado para a família, apesar de quererem descaracterizá-lo, como valor, que vivido, reconstitui e saneia o leit-motiv da sociedade  vivida e provada pelos homens de nossos dias.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Agosto, festa da família

A Igreja está sempre voltada, com um carinho de mãe, para os temas fortes de interesse da comunidade humana. É assim que ela celebra a semana que vem logo depois do dia dos pais, dia este comemorado sempre no segundo domingo de agosto. E o coração da Igreja, batendo em uníssono com o coração do Papa, faz ecoar em todos os cantos de nossa terra a voz suplicante em favor das famílias, para que elas renovem suas forças no sentido de que continuem a ser berços onde nasce a vida humana abundante e generosamente, onde se acolhe, se ama, se respeite a vida desde a sua concepção até ao seu fim natural.

Nós, que somos discípulos de Jesus Cristo, aprendemos dele para depois nos tornarmos evangelizadores, como primeiros responsáveis na condição de pais, dos filhos que geramos. Nós, que dizemos e proclamamos esta responsabilidade de sermos os construtores da sociedade, ficamos felizes e nos gabamos de fornecer bons cidadãos para tornar a nossa terra uma pátria cheia de vida e de conquistas. Mas esta responsabilidade tem carga dobrada sobre nossos ombros, quando choramos uma sociedade que declina de seus valores morais, civis e humanos. Então, nossa dor se torna grande e nossa consciência se faz turbada com a nossa negligência no processo de educação familiar.

O caminho certamente a seguir seria retomar diligentemente a educação de nossos filhos, num zelo cotidiano, que os prevenisse das seduções do tempo e dos sinais de morte que ganham mais e mais seu espaço no meio dos jovens. Isso faria a juventude recobrar a força que existe em si mesma e a confiança na sua própria capacidade de amar e respeitar a beleza do relacionamento humano, quando compreendido e ativado para a promoção da verdadeira vida. Isso é, apesar de tudo,  um desafio, mas também o troféu de uma vitória, que só o homem é capaz de, verdadeiramente, entender.