Caminhar juntos

quinta-feira, 30 de maio de 2013

A juventude é muito mais

Nós, jovens do tempo, somos muito visados . Há quem procura o nosso bem como há aqueles que buscam nos impingir coisas de que não somos donos.   Nem mesmo portadores de taras como querem.  Não aceitamos os desvios como elementos componentes de nossa personalidade. Mas o que se há de fazer?  Apenas vivemos como se nada estivesse a nos olhar. Como se ninguém procurasse arranjar coisas para nós. Não ficamos à parte, distraídos, alheios ao que acontece. Pelo contrário, estamos sempre muito ligados, atentos.  Não queremos deixar que nossos inimigos venham a nos roubar a paz de que gozamos.  Apesar de nos entenderem agitados e cheios de medo.

Na verdade,  nós gostamos do que fazemos. E o fazemos com alegria e prazer. Um jeito bonito de ver nossa juventude  é parar na avenida para sentir a vida vivida com sofreguidão. Ali desfilamos em carro aberto de último modelo . Cabelos soltos ao vento, olhos  fixos no arranjar da aventura.   Adrenalina na última marca do medidor. Tudo isso  nos faz alegres por demais ao vermos  a expectação de curiosos  ali  parados. É a sensação gostosa  para o jovem passar um pouco daquilo que vai na alma destes meninos afoitos e cheios de emoção. Ou, se quiser, olhar a disposição deles agarrados a um cabo de guerra, mostrando os músculos buscados numa academia para exibir às garotas seu corpo másculo de atletas.


E, por estes caminhos e modos de ser na vida, vão dramatizando a generosidade e  encenando a bondade  que trazem na alma. É  a certeza de um grande amor. Marcam o tempo e deixam na história sua imagem gravada, como sinal de uma geração, que passa enriquecendo a vida daqueles que não sabem viver. Vejam o sorriso contagiante de sua sinceridade. Olhem a ousadia que deixam estampada espontaneamente em seu rosto.  Não há maldade alguma ou traços de tristeza a carregar o seu semblante comunicando  sentimentos de derrota ou pessimismo. A vida brota com naturalidade deles, como brota a planta de um chão rico, sempre que estão presentes em nossos ambientes. É sua maneira de semear a vida.  É  a alegria explosiva  no seu tempo de viver.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

No Tempo de Pentecostes


Estamos às portas do Pentecostes.  Para muitos é uma palavra esquisita. Para outros ela é cheia de unção, de verdade e de luz.  É uma palavra de fogo que faz arder de amor os corações dos cristãos. É uma palavra que transforma, mudando o medo em uma coragem ousada com uma carga de vida e energia incomparável no meio dos homens. O Espírito de Deus, o Paráclito, tão prometido em vida de Jesus na terra, é agora derramado  em forma de dons nos corações dos cristãos. A Igreja, que somos nós, aguardou o que poderia acontecer em obediência à ordem de Jesus,  para que os seus amigos não se afastassem de Jerusalém.

Quando o Espírito, em forma de línguas de fogo, pousa sobre a cabeça de seus discípulos, o maravilhoso espetáculo de um inusitado acontecimento se dá.   E eles se põem a falar em línguas de tal modo que os diversos povos, de idiomas diferentes, ali reunidos, ouvem e entendem com perfeição, como se fosse, na sua própria língua de origem,   um ensinamento que lhes é transmitido. Muitos maravilhados buscavam entender o que significava tudo aquilo.  Todavia não faltavam as interpretações conflituosas de outros,  diante do ocorrido  por má vontade ou por não possuírem a mesma idêntica medida de luz.

A Igreja, ali reunida, transcende toda realidade terrena e se faz agora reunida  no coração de Deus. Homens todos  se sentem agora renovados pela força do alto e entram num processo de caminhada  para levar a missão de Jesus aos quatro cantos da terra, para que todos possam invocar o nome do Senhor e ganhar assim a salvação. Com o coração repleto da graça de Deus e um fogo devorador a lhe purificar a alma de suas indelicadezas e desvios de conduta, partem todos em missão, movidos por um sentimento profundo de alegria, ardor e luz.  Se assim o fizermos também nós, estaremos manifestando a glória do Senhor ressuscitado.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Redes Sociais e frequentadores


Domingo próximo  a Igreja celebra a Ascensão do Senhor. Quarenta dias depois da Páscoa, daquele domingo da Ressurreição  de Jesus. Mas é também celebrado neste domingo próximo o  47º Dia Mundial das Comunicações Sociais. O Papa sempre dirige ao Povo de Deus e a todos de boa vontade uma mensagem especial para este Dia. Ela traz um tema e o deste ano é  :  Redes Sociais :  portais de verdade e de fé; novos espaços de evangelização.  A Igreja empenhada no trabalho de uma nova evangelização encontra nestas redes aquela ágora onde  os cidadãos atenienses se punham a partilhar suas idéias, seus pontos de vista e suas estratégias para os problemas da Polis.

                A preocupação era a de os homens do tempo partilharem seus conhecimentos, sua ciência, seus projetos, sua doutrinas, suas filosofias.  Havia a preocupação de uma transcendência de assuntos meramente egoístas e de pouca monta, exercendo uns sobre os outros uma influência de persuasão no sentido de se comunicarem bem ao transmitirem  sentimentos e conhecimentos para a prática de uma vida prazerosa e de nível cultural. Ali iam buscar uma informação que perpassava os indivíduos como uma força de coesão e ao mesmo tempo de satisfação sem machucar nem ofender os sentimentos dos outros.

                Para que possam atender a objetivos mais altos é preciso que seus frequentadores procurem assumir o compromisso de estabelecer relações que enobreçam as aspirações do ser humano, valendo-se de expressões e discurso aceitáveis ao comum de todos. A medida é o diálogo para que se evidenciem as diferenças em proveito de uma cultura e da dignidade das pessoas.  Por isso a Comunicação Social tem ingredientes  mais humanos que levam a satisfazer às necessidades mais fundamentais da sociedade sem vulgarizar e pôr a perder um patrimônio a que tem direito toda pessoa de bem.