Caminhar juntos

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Há coisas que marcam...

Depois de tudo que acontece na vida, a gente começa a tirar a razão de coisas boas para sentir bem presente em nós a beleza da dignidade da pessoa humana. Oh! Sim!  Reunamos com o pensamento ao menos aquelas qualidades que marcam cada indivíduo.  Como negar aquilo que a gente encontra ao lidar com as pessoas, que nos transmitem coisas boas, quando elas indiferentemente de quererem passar por boas deixam para nós impressões com seus  gestos de carinho e ternura como a assinalar a marca do seu modo de ser.

Muitas vezes não sabemos exprimir aquilo que sentimos, mas sabemos avaliar, para todos, aquilo que vemos. Todos nós, sem exceção, somos chamados a entender o que se passa e temos dentro de nós. É inútil tentar desmerecer a grandeza dos sentimentos percebidos e da força que dinamiza todo o nosso ser. Tudo fala exteriormente daquilo que vai dentro de nós e, ainda que quiséssemos mascarar, seria impossível negar o que sente a alma, quando marcada pelas coisas do bem.

O segredo? Não há segredo nisso. A verdade tem seu rosto mostrado na simplicidade de seu próprio conteúdo. E não dá para ser tomado outro caminho que não revele o que a realidade expõe a todos. Quando desconhecemos  a verdade, somos, por força de nossa própria consciência, obrigados a  abandonar a realidade. E não somos levados longe para reconhecer que a realidade deixa ver a sua dupla face do certo e do errado, onde configuramos o bem e passamos a ter o direito de delinear o mal. É preciso falar com a palavra aquilo que nos dita a alma.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Um dia que corre bem

Hoje, 15 de novembro. Saí cedo de casa. E vi gente fina, cheia de vida e bom humor. Que bom ver uma pessoa sensata. Agrada a maneira de ser da pessoa. E não agrada a mim só, não. Agrada a qualquer um. Desde que tenha beleza na alma. Sensível. Capaz de ver o essencial das coisas. Aquilo que está lá no íntimo. Que faz parte do ser. Que sustenta a coisa. Faz ser aquilo que é.

É assim que Deus faz suas criaturas. Parece que há umas mais caprichadas. Mais dotadas. Cheias de luz. Que emitem faíscas. Mesmo que não queiram. Bem entendido. Mesmo que não queiram se mostrar. Com isso elas crescem mais. Se qualificam mais numa perfeição maior.  A gente não sabe dizer. Como isso acontece? Como pode ser?  Neste mundo tão disparatado!... Agressivo!...  Imediatista!...  Cheio de altos e baixos. De ostentação.  Deve ser bom ser assim.  Causa admiração.  Hoje, dia 15...  feriado.  Saí cedo de casa.  E eu vi na rua gente assim.  Santa inveja!...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

De Finados para Finados

Estou na dúvida se guardo ou não o retrato de meu pai. Hoje Finados, dia do seu aniversário. E ainda persiste, e não sei se por isso ou aquilo, a indecisão de ficar ou não com seu retrato ali na parede a me censurar ou aprovar tudo aquilo que ainda faço. Que lá está ele a me olhar, tenho absoluta certeza disso. Mas num outro plano, numa outra vida, na dimensão de um outro tempo, que também me espera para sentarmos juntos e falarmos das coisas que temos em comum.

            Via meu pai chegar cansado e andando devagar. Pensava com meus botões, olhando para o meu filho : você ainda um dia vai me ver chegar cansado e andando devagar. O tempo passou e o dia chegou. Olhava para o meu filho, pensando no meu pai. E chegava devagar, mas não chegava cansado. E, olhando para o meu filho, pensava com meus botões que me falavam assim :  eis aí a sua razão de viver.

            Ainda hoje olho pra o meu filho, vendo a primavera de sua chegada. A terra é fecundada, tudo que se planta dá. A sementeira já está carregada, esperando a hora em que o semeador lança no chão a sua esperança. E na confiança... vê o Criador. Então, já decido com certeza de ali ficar o retrato, pois vai sair o fruto com muita beleza de uma nova terra e um novo céu. Já vai se vendo um outro horizonte, onde o alimento é novo leite e mel.