Caminhar juntos

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Já não estava escura a manhã do novo dia....

Ainda não eram sete horas. A notícia veio com sua forma de desconcertar a alma de qualquer um. Não tinha arrumado a cara para começar o dia, mas logo o espírito acordou sem saber o rumo a tomar. Aquele jovem, tão cheio de vida, com tantos planos na cabeça, com a fantasia, em evoluções, de um término de faculdade a lhe consumir todo o tempo nos preparativos para a colação de grau, estava sendo retirado dos meios da ferragem arregaçada de um carro em colisão com outro na rodovia da morte que leva a Monlevade.
Os pais como não deveriam estar arrasados!...  Também nós, parentes, uns mais perto outros mais distantes, mas todos a ele ligados pelos laços de ternura ou de beleza do temperamento de uma pessoa comunicativa e de sorriso contagiante!...  A vida prega certas peças na gente!...  Pois bem, logo logo todos estavam envolvidos buscando mais notícias em telefonemas que se cruzam e deixavam ocupados os nossos aparelhos. O ar de tristeza estava denso e cheio de mistérios.
O jovem, passando pela Medicina Legal, foi para longe. Foi descansar na terra dele, junto de seu  avô, tão querido, e de seu infante irmão também lembrado, de há muito tempo. Parecia não haver espaço para tanta gente, tamanha a multidão de admiradores e de amigos. Nada para Deus é fora de hora e Ele chama.  Quando precisa de seus filhos ali junto dele, não há como deixar de atender o chamado. Nós não entendemos, mas o mistério um dia se revelará e saberemos então que Ele é sempre o Senhor.