Caminhar juntos

terça-feira, 15 de março de 2011

Somos filhos e Deus é Pai

Neste tempo de Quaresma, um pergunta fica no ar : para mim, para você, para todos nós. Qual é a minha atitude diante de Deus? E sei que, de entrada, já lhe apresentamos as nossas credenciais, as nossas justificativas, os nossos pedidos. Começamos pedindo perdão pelas coisas que não fizemos bem feitas, pois acreditamos na força de Deus em nós, quando lhe abrimos os ouvidos para ouvir sua palavra e lhe damos o coração para que ela possa nele aninhar-se bem lá no fundo. Assim, vamos procurar colher bem o que ainda temos de ternura no coração para passá-la ao coração de Deus. Importa sermos nós mesmos. Não querer ser o que não somos. Assim, Deus pode trabalhar sossegado e confiante naquilo que lhe apresentamos : um coração contrito, humilhado e também com alguma ternura ainda que nos resta bem lá dentro. Deus então lembrará de nossa frágil humanidade, da simplicidade de nosso coração. Com isso Deus vê também a nossa vontade de nos aproximarmos cada vez mais dele, ratificando nosso propósito de andarmos sempre aí por perto, rondando sua casa. Caminhando com coração, neste tempo de reconciliação, esforçamo-nos por continuar sempre na palma de sua mão. Acho que seria a maneira de respondermos à pergunta que se colocou hoje para nós. Por que? Porque somos filhos e Deus é Pai.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Mudar para viver melhor

Quando focamos uma realidade de um passado longínquo é porque isso tem para nós uma importância singular. E o tempo em que esta realidade se situou ganha também um valor incomparável e cheio de sentimentos. Trazer este tempo para junto de nós vai influir nas coisas do antes, do durante e do depois do nosso comportamento. Sem dúvida isso vai pedir de nós um posicionamento para nos situarmos na festa que se celebra. E aí vem o que faço, o que posso fazer ou o que devo fazer para o desenrolar daquilo que é bom ou ruim para nós. Por isso este tempo vivido a partir da quarta-feira de cinzes é sagrado e cheio de ritos para nos fazer participar do tempo da realidade da vida e morte de Cristo. Então o jejum, a esmola, a oração são atitudes por que devemos pautar nossa vida como forma de viver e estabelecer caminhos que moldam o nosso proceder. Quaresma é sempre quaresma e aí nós temos um convite à prática de algum destes exercícios ou a uma observância na uniformidade de todos como modo de qualificar nossa vida de cristãos.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Reatualizando a memória

Agora é outro tempo. Quaresma é tempo que nasce de novo, porque é tempo sagrado.Vem como se viesse uma só vez, trazendo-nos o tempo de Jesus, sua vida, paixão, morte e ressurreição. Com a quaresma nós nos fazemos do tempo deste acontecimento único na história, o ato salvador de Cristo. Participamos dele com a força de um tempo que se faz presente para nós. É um tempo com suas forças vitais. E nele presenciamos, como a descobrir, os mistérios do situar-se do homem na história. É um tempo forte, original, prodigioso, porque aconteceu uma única vez. É reatualização e portanto precisa nos pegar a caminho. Daí, não estando no caminho, pede de nós um posicionamento, uma metanoia, uma mudança de vida, para que possamos viver intensamente e com determinação a realidade que este tempo exige de nós. Cristo nos veio salvar e este foi o meio escolhido por Deus. Não precisamos ficar indagando o porquê ser assim. São insondáveis os mistérios de Deus como profundo demais é o nosso pecado.

quarta-feira, 9 de março de 2011

De carnaval, um pouco...

Há muita coisa boa no carnaval e há muita coisa má no carnaval. Certamente você me pergunta : o que você entende por coisa boa ou má no carnaval? Não sou eu quem responde, mas você que se analisa e avalia o seu conceito de bom e de mau. E aí você pode responder de que lado você fica. Carnaval é bom? Sim, carnaval é bom. Carnaval é mau? Sim, carnaval é mau. É questão de princípios. É questão de amor. Carnaval é sempre bom. Nós é que colocamos o mal lá dentro dele. Se der uma olhadela no que aparece na TV ou nos jornais, logo sabe o que um indivíduo leva lá para dentro do carnaval. Sua alegria ou sua paixão? Sua ânsia de se divertir ou sua ousadia em querer fazer o outro virar ao avesso para satisfazer você? Não se trata no carnaval de vencer barreira, quebrar tabus ou criar roturas numa diversão que por si mesma é boa. Então vai muito de nós no viver o tempo de carnaval. E então? De que lado você está? Ou sua consciência faz você silenciar?

sexta-feira, 4 de março de 2011

De uma conversa à outra...

Ainda ontem recebi a notícia de que uma colega se tornara avó. Pensei com meus botões, chegou a vez dela. E lhe fiz uma mensagem congratulando-me com ela. Mas um recado em um livre tom de brincadeira. Disse-lhe que chegou a vez de ela amamentar a criança. Ia ter que deixar agora a agulha de croché de lado,pois o tempo não mais lhe pertencia. Neto, minha querida, é como filho açucarado, você vai gostar. Fiz-lhe uma observação de que a mulher deveria ser avó antes de ser mãe. Talvez tenha sido este na criação o único equívoco de Deus. E a resposta não tardou, dizendo que ainda havia leite na desnatadeira. Só havia dúvida se o nenem ia ou não aceitar leite desnatado.
Afinal,tudo hoje é diferente, mecânico, light... e um eheheheh fechou a resposta que nem assinada foi.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Cargas diferentes

É muito comum a figura do imitador entre nós. Abre-se um canal de TV e lá está ele. Mas, na vida, o caminho por onde passa um não passa o outro.
É questão de poder. Não é questão de talento. É questão de arte. Não sei, talvez seja de coração. E no caso jogamos fora nossos valores para nos apropriar dos talentos do outro. Deixamos os nossos para enxergar com os olhos do outro. Na verdade, não apresentamos a arte do outro, porque não é nosso o talento e não expressamos a nossa, porque nos propomos apresentar o talento do outro.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Caminhando

Março começou a andar. O que ficou para trás ficou. Olhemos agora para a frente. Que projetos temos? Exercitemos a vida um pouco em favor dos outros. O que, na verdade, voltará para nós mesmos!... Precisamos ser caminho por onde as pessoas possam passar. Sejamos apoio para elas. Não podemos empavonar-nos, pensando viver somente para nós. Vamos alargar o nosso caminho e ser espaço para a alegria do nosso irmão. Deixar de lado as contrariedades, os rancores, os hematomas sentimentais, que nos afastam dele e só servem para nos fazer sofrer. Abramos o caminho. Abramo-nos ao abraço do próximo. Já é tempo de paz. É tempo de sol aberto.

terça-feira, 1 de março de 2011

1º de março

Começo de mês sempre nos pede um exame de consciência. Uma reflexão como a nos apontar o caminho a percorrer. Isso se quisermos que as coisas andem bem para o nosso lado. Quando repassamos os nossos problemas e procuramos nos aprofundar neles, a gente fica pensando que Deus se esqueceu de nós. E não é bem assim. Nós é que nos esquecemos muitas vezes dele. É muito comum alguém pensar que ser cristão é multiplicar orações, correr atrás de alguns santos ou dependurar no pescoço algumas verônicas (medalhas) ou mesmo enrolar no braço algumas fitinhas de Nossa Senhora Aparecida. Acho que não é bem por aí. O que não podemos fazer é nos esquecermos da prática da justiça nem menosprezar a vivência do amor ou deixar de crer com a convicção de quem crê de verdade. Março está aí. E podemos abrir para nós largos caminhos por onde possamos andar alegres, felizes e entusiasmados (Deus dentro de nós). Acho que a vida passa por aí...