Caminhar juntos

sábado, 21 de julho de 2012

Ardor Missionário

É forte a emoção que sentimos,  quando nos apercebemos preparando o Ano da Fé. Em outubro próximo  vai começar  este tempo de bênção para todos nós.  Enquanto não chega, os preparativos para o acontecimento se multiplicam por todo canto. Grupos de estudos se organizam, equipes de trabalho se formam.  São tomadas posições de animação, atitudes de compromisso, experiências vivenciais, gestos  celebrativos, reuniões programáticas, estudos sistematizados e todo um conjunto de medidas e  articulações em vista de um proveitoso aprofundamento no nosso relacionamento com Deus.
O homem de coração forte e generoso se põe a caminho da vinha, atendendo ao chamado de Deus para ir ao campo de trabalho. O convite é feito a todos, mas alguns ainda são resistentes  e fazem ouvidos de mercador à voz de quem chama. Outros, decididos e entusiasmados, logo se posicionam em atitude de em posição de serviço, arregaçando as mangas e aguçando os ouvidos para  a palavra de ordem quem vem. A catequese desperta os indivíduos e faz o Reino de Deus acontecer entre nós. O movimento de quem acolhe ao chamado, a fermentação das idéias,  o frenesi  das equipes, num processo de construção, tomam conta dos ambientes e se espalham contagiando aqueles que ficam à beira do caminho ainda indecisos e incrédulos quanto aos resultados.
Todos, na sala com Jesus, sentem a presença do Senhor. Descobrem que um grande ardor os queima por dentro, sentindo a eclosão de um entusiasmo contagiante e entrando no burburinho de atividades cheias de Deus. É hora de antecipar o gozo de um encontro mais íntimo com ele. É o tempo, que se aproxima, de um mergulho mais profundo nos mistérios de nossa salvação. Então os mimos vêm à  superfície da alma em gestos de um grande amor a Deus.  É o gesto de aceitar, é a hora de contabilizar os saldos de  um encontro de maior intimidade, numa conversa consciente e sincera com Deus.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Quem me dera!...

          Os dias passam, os anos se completam e a gente vai não tendo muito o que dizer e falar. No entanto, alguma coisa ainda salta ao campo da imaginação e a vida passa novamente da cor de burro fugido para um esmaecido langor de alma depenada. Certamente os fantasmas-lombrigóides disputam uma abertura, na barra do tempo, para respirar um pouco. Assim é que, quando se ouve falar de nariz, muita coisa vem à tona.  A primeira pra mim são as páginas de um livro.  Sobretudo os de Histórias, onde a gente fica vendo e comparando aqueles narizes mais escalafobéticos e espipiofóticos
        Nariz europeu é lembrado logo. Reconhecido em qualquer exposição de quadros misinfim. Não sei se espanhol, italiano ou algum outro pode receber a faixa do título. Certo é que o grego é sempre comentado e tem o seu estandarte dependurado bem na entrada do circo. Diziam que é imponente. Não, não, não disse impotente para um espirro. Mas imponente mesmo, devo repetir, que tem seu lugar reservado em qualquer galeria que se preze. Por isso é bom filosofar sobre o lado de lá. Do lado de cá nem pensar. O indivíduo já chega sem o direito de comprar ingresso.
       Cada um tem o seu.  Uns bonitos, outros sensíveis  a qualquer imagem de caverna. O meu está entre os regulares. De comportamento bastante razoável. Também, (pudera!..) nunca tiro a mão do bolso. E aí a sua caverna fica velada. Pode ser cheia de muitos fantasmas, mas inviolável e inviolada. Quem dera que todo mundo fosse assim zeloso com seus pertences. Precisamos ser assim mesmo. Porque se não gostamos deles, não podemos tirá-los. Até, pensando bem, pra uns é uma ajuda boa no visual. E o sujeito assim fica com uma beleza equilibrada. É mesmo bonito aquele rosto expondo um conjunto harmonioso de peças de museu, abrigando os sentidos todos. O pior de tudo é se não funcionar.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Vida que passou, mas que ficou...

Junho, o mês de tantos santos festeiros, passou. Agora vivemos julho, o das férias, do descanso, do sítio, dos passeios a cavalo, das praias (neste friozinho?!...), de viagens. Tudo a nos fazer lembrar o tempo de criança, quando os pais, fazendo coincidir seu tempo de descanso, nos levava, para cá e para lá,  a dedicar, com exclusividade, aos filhos  aqueles tempos gostosos e tão esperados.
            Não sei do que mais dizer sobre a minha vida feliz  de criança. Mas guardo e saboreio aquele mês, hoje reduzido a poucos dias, de uma vida que passou cheia de recordações e imagens, todas elas carregadas de emoções que me faziam viver com  intensidade, gastando as energias nas mais variadas aventuras de um mundo de ilusão. Verdade que não poderiam ser eternas aquelas vibrações, mas hoje ainda, se não têm a extensão que pode ser alcançada pelo corpo, ganham a largueza de uma alma que sabe reconhecer o seu passado de felicidade.
            Estou de partida. E quem fica não me dê adeus, porque, num pouco e muito pouco tempo, voltarei para estar novamente envolvido com nossas atividades costumeiras que preparam a vida para aventuras talvez maiores do que aquelas que não me deram vôo para alcançar a altitude desejada no meu tempo de criança. Doce vida a minha de terra branca, enquanto hoje a idade avança com uma inveja branca dos meninos que não podem porque não sabem querer aquilo que faz alguém feliz.