terça-feira, 26 de novembro de 2013
27 de Novembro - Dia da Medalha Milagrosa
Amanhã é dia 27 de novembro. Neste dia, em 1830, aconteceu um fato inusitado a uma irmã da caridade da Congregação das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo. Enquanto Paris experimentava um clima revolucionário com a abdicação de Carlos X, Rei de França, que se espalhou rapidamente pela Europa, a freira recebia, em ares de espiritualidade tão serena quanto suave, a visita de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa.
E, enquanto a Mãe de Deus falava à religiosa, ao seu redor foram se formando as palavras de uma jaculatória muito conhecida nossa e recitada na oração mariana do terço : Ó Maria concebida de sem pecado original... A Senhora do Céu pisava a cabeça de uma serpente em alusão às palavras da Sagrada Escritura : Colocarei inimizade entre a tua descendência e a dela... A descendência de Maria, o Salvador Jesus, e a descendência da serpente, os sequazes do maligno : o pecado. Os trovadores marianos passaram a render-lhe os encantos num gesto de profundo amor à Virgem Maria pelos tempos afora.
De suas mãos saiam luminosos raios. E, observado o fato pela freira, perguntou então à Virgem o que significavam aqueles raios e por quê havia falha de raios quando as luzes se desprendiam de suas mãos? A resposta da Virgem até hoje nos deixa em reflexão : são as graças que dispenso aos meus devotos e as falhas de luz são graças que os homens deixam de pedir aos céus. É bom e repousante meditar sobre a Medalha Milagrosa, que traz a sua imagem, como sinal das alegrias do céu e pensar nos favores que nos são destinados, quando estamos conectados à misericórdia divina.
domingo, 17 de novembro de 2013
Vai chegando ao fim o Ano da Fé
No próximo domingo, 24, festa de Cristo-Rei, a Igreja encerra o Ano da Fé, proclamado pelo ainda Bento XVI. Inspirado no Atos dos Apóstolos, emitiu uma Carta Apostólica propondo o aprofundamento desta virtude teologal no seu conteúdo e pedindo também que avaliássemos mais detidamente o nosso ato de fé em si mesmo. Foi um ano de muito estudo e reflexão. E agora está chegando ao fim dos trabalhos.
É uma caminhada que nos põe diante dos olhos um caminho que começa no nosso Batismo, levando-nos a uma comunhão com Deus e uma introdução na Igreja de Jesus Cristo e que termina na vida eterna. Alerta-nos o papa para a nossa preocupação com as consequências exteriores da fé sem considerar muito o nosso ato de crer. Convidou-nos ele a redescobrir o caminho e a fixar a meta para a qual nos leva este caminho, porque o mundo vem afastando de seu meio o nosso Deus ao substitui-lo por uma presunção de que pode resolver seus próprios problemas fundado na força de seus próprios conhecimentos.
Com o envolvimento desta crise do mundo, o cristão não pode aceitar a sua condição de um tempero sem força ou de uma luz esmaecida e sem brilho, incapaz de clarear, por estar perdendo a alegria de crer e o entusiasmo de comunicar a sua fé. Precisamos voltar a beber da fonte da água pura, a palavra de Jesus, e alimentar-nos pela frequência aos sacramentos. Só assim faremos a experiência da graça e da alegria. Isso nos fará fecundos e alargará o nosso coração, pois é acreditando com o coração e proclamando com a boca a nossa fé, que estaremos participando de maneira ativa e produtiva deste ano tão abençoado.
sábado, 2 de novembro de 2013
Finados : reflexão e respeito
Finados é sempre um dia de reflexão para nós que vivemos do lado de cá. Vemos o tempo revestido de certa tristeza, que não sabemos explicar. Mas claro e vivo, dentro de nós, está o pensamento voltado para os que já se foram, deixando-nos, mesmo passado o tempo, num clima de luto. E aí, para nós, que vivenciamos uma fé nos mistérios de Deus e acreditamos na sua graça, voltamos o olhar do coração para aqueles que, morrendo na amizade de Deus, aguardam, mediante uma purificação, o momento aprazado de chegarem para o definitivo abraço do Pai.
Para este abraço e companhia eterna de Deus, exige-se um estado de purificação total, como condição para viver neste estado de santidade, pois Deus é santo e santo é tudo que o rodeia. Por que isso? Por causa de situações que experimentamos do lado de cá, num relacionamento com Deus que a ninguém se recomenda e cujo acerto de contas se impõe como normal geral para se viver a alegria dos justos. É a maneira de acolher a prática virtuosa de nossa humanidade muitas vezes esquecida nos nossos compromissos de criaturas.
Não é uma situação de castigo, mas uma purificação de quem precisa estar limpo e, como a dizer, asseado para se assentar à mesa da visão beatífica, na companhia dos demais eleitos e convidados. É sentir a lógica natural de um quadro que se compõe. E a participação de nós, que ainda não atingimos este estágio, é suplicar a Deus em favor destes que esperam este momento de integração final na eternidade sem fim. Outras formas de apressar este encontro com Deus estão também ao nosso alcance : uma esmola, uma obra de penitência, uma indulgência.
Que eles descansem em paz!...
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