Caminhar juntos

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Vem chegando o Ano Novo...

Enquanto passa o Natal, o Ano Novo vem chegando devagar.  Vem em passos curtos, lentos, cadenciados e carregados de esperança. É assim que levantamos os olhos tentamos um caminho a percorrer cheio de alegria com a presença de clima  e ares de boa qualidade. Não queremos apenas passar de ano, mas mudar efetivamente o modo de viver. Este deve ser um propósito a experimentar de quem busca um crescimento  cultural, social, moral e espiritual num tempo propício de oxigênio mais denso de vida.

Trazemos conosco coisas que nos emperram o caminhar como certos hábitos que vamos adquirindo pelo tempo afora. Eles nos deixam amarrados a atitudes e comportamentos, que nunca mudam, impedindo nossa saída do conhecido para um mundo desconhecido de um novo modo de viver.  Isso trava o nosso caminhar, fazendo-nos permanecer na mesmice de uma vida sem progresso e sem o aproveitamento de energias boas, que existem caladas dentro de nós.

A vida se faz então comum. Nada se renova e assim vai se tornando enfadonha e prejudicial a nós mesmos, porque não há transformação nem mudança em nossa maneira de ser. Ano Novo é tempo de perder a casca e tomar uma roupagem nova. É inútil a gente querer viver tempo novo sem rever algumas das convicções mais íntimas, que afetam a nossa realização pessoal. Nisso precisamos de coragem para enxergar com clareza aquilo que idealizamos, mas que não serve como fundamento da verdadeira felicidade a que temos direito de experimentar.

Ano Novo é tempo de projetos novos, de novos sonhos e vida nova. Não deixe seu olhar diminuir as coisas que empobrecem  os seus projetos. Não admita reduzir o seu dom maior  :  a vida, porque nós nos tornamos aquilo que amamos. E é certo que amamos como vida aquilo que permanece como anúncio de verdadeira felicidade. http://www.youtube.com/watch?v=apXCmPgcou8&feature=related



segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Amanheceu...

Amanheceu, lá em Belém,
A manjedoura com Menino-Deus,
Tão esperado e festejado
Pelos cantores, todos do céu.

Raio de luz, vindo do céu,
Tão prometido na Escritura,
Que nasceria da Virgem pura,
Eis o Menino-Emanuel.                    


Ele nos é Deus entre nós.
Traz-nos a vida, a salvação,
Sendo amor, também perdão.
Foi acolhida a nossa voz.

Em cada um brota um canto,
Com melodia celestial,
Lá na raiz profunda do ser.
A este Menino é meu gesto de crer.   http://www.youtube.com/watch?v=VrF6pdTRwr0       

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Entre burros e imbecis, ainda há salvação

Nada me deixa tão irritado quanto uma pessoa que, podendo fazer coisa boa, faz coisa ruim. Parece que esta é a atitude natural daquele que tem propensão para o mal. Não uma atitude que flutua, mas a posição de quem é assim sempre para ficar  em evidência naquilo que ela é capaz de fazer. Que pena ser assim, sobretudo quando olhamos ao redor tanta coisa boa, que faz bem e facilita uma vida melhor para todos. Então não há como reclamar de que a vida é ruim.

Nós somos condicionados a fazer o bem. Temos dentro de nós aquele princípio vital que nos deixa sempre a ganhar carga para promover logo depois conteúdos harmoniosos e equilibrados capazes de fazer o bem e ainda criar condições para que se possa armar ambiente, onde deve acontecer a razão e o motivo de um mundo melhor e de mais alto sentido. Daí sermos responsabilizados por aquilo que desequilibra os sentimentos morais e mesmo sociais, que põem toda uma comunidade a perder.

E aí fico a pensar que algumas pessoas têm o direito de serem burras, mas não concordo e, por isso,  protesto por aquelas que nascem com o privilégio de serem imbecis. Vivemos entre umas e outras como se fôssemos espectadores de um mundo sem solução. Ora, isso é deprimente e nos faz irritados como se fôssemos condenados a viver atrás de grades pagando por um crime que não cometemos. É natural, pois,  que se proteste e se exaspere por situação tão vil, esperando que as pessoas não incluídas nestas duas classes façam a reação de gente pacífica e de bem. www.youtube.com

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Há coisas que marcam...

Depois de tudo que acontece na vida, a gente começa a tirar a razão de coisas boas para sentir bem presente em nós a beleza da dignidade da pessoa humana. Oh! Sim!  Reunamos com o pensamento ao menos aquelas qualidades que marcam cada indivíduo.  Como negar aquilo que a gente encontra ao lidar com as pessoas, que nos transmitem coisas boas, quando elas indiferentemente de quererem passar por boas deixam para nós impressões com seus  gestos de carinho e ternura como a assinalar a marca do seu modo de ser.

Muitas vezes não sabemos exprimir aquilo que sentimos, mas sabemos avaliar, para todos, aquilo que vemos. Todos nós, sem exceção, somos chamados a entender o que se passa e temos dentro de nós. É inútil tentar desmerecer a grandeza dos sentimentos percebidos e da força que dinamiza todo o nosso ser. Tudo fala exteriormente daquilo que vai dentro de nós e, ainda que quiséssemos mascarar, seria impossível negar o que sente a alma, quando marcada pelas coisas do bem.

O segredo? Não há segredo nisso. A verdade tem seu rosto mostrado na simplicidade de seu próprio conteúdo. E não dá para ser tomado outro caminho que não revele o que a realidade expõe a todos. Quando desconhecemos  a verdade, somos, por força de nossa própria consciência, obrigados a  abandonar a realidade. E não somos levados longe para reconhecer que a realidade deixa ver a sua dupla face do certo e do errado, onde configuramos o bem e passamos a ter o direito de delinear o mal. É preciso falar com a palavra aquilo que nos dita a alma.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Um dia que corre bem

Hoje, 15 de novembro. Saí cedo de casa. E vi gente fina, cheia de vida e bom humor. Que bom ver uma pessoa sensata. Agrada a maneira de ser da pessoa. E não agrada a mim só, não. Agrada a qualquer um. Desde que tenha beleza na alma. Sensível. Capaz de ver o essencial das coisas. Aquilo que está lá no íntimo. Que faz parte do ser. Que sustenta a coisa. Faz ser aquilo que é.

É assim que Deus faz suas criaturas. Parece que há umas mais caprichadas. Mais dotadas. Cheias de luz. Que emitem faíscas. Mesmo que não queiram. Bem entendido. Mesmo que não queiram se mostrar. Com isso elas crescem mais. Se qualificam mais numa perfeição maior.  A gente não sabe dizer. Como isso acontece? Como pode ser?  Neste mundo tão disparatado!... Agressivo!...  Imediatista!...  Cheio de altos e baixos. De ostentação.  Deve ser bom ser assim.  Causa admiração.  Hoje, dia 15...  feriado.  Saí cedo de casa.  E eu vi na rua gente assim.  Santa inveja!...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

De Finados para Finados

Estou na dúvida se guardo ou não o retrato de meu pai. Hoje Finados, dia do seu aniversário. E ainda persiste, e não sei se por isso ou aquilo, a indecisão de ficar ou não com seu retrato ali na parede a me censurar ou aprovar tudo aquilo que ainda faço. Que lá está ele a me olhar, tenho absoluta certeza disso. Mas num outro plano, numa outra vida, na dimensão de um outro tempo, que também me espera para sentarmos juntos e falarmos das coisas que temos em comum.

            Via meu pai chegar cansado e andando devagar. Pensava com meus botões, olhando para o meu filho : você ainda um dia vai me ver chegar cansado e andando devagar. O tempo passou e o dia chegou. Olhava para o meu filho, pensando no meu pai. E chegava devagar, mas não chegava cansado. E, olhando para o meu filho, pensava com meus botões que me falavam assim :  eis aí a sua razão de viver.

            Ainda hoje olho pra o meu filho, vendo a primavera de sua chegada. A terra é fecundada, tudo que se planta dá. A sementeira já está carregada, esperando a hora em que o semeador lança no chão a sua esperança. E na confiança... vê o Criador. Então, já decido com certeza de ali ficar o retrato, pois vai sair o fruto com muita beleza de uma nova terra e um novo céu. Já vai se vendo um outro horizonte, onde o alimento é novo leite e mel.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Educação é que falta...

Não há como educar sem uma ação efetiva por parte daqueles que são responsáveis pela educação. Se é no trânsito, ali é que se devem aprimorar as regras do bem viver e do respeito ao transeunte. O que se ensina deve ser respeitado e praticado. Mas o que se vê não é o que acontece comumente entre nós seja no trânsito, no comércio, no tratamento com as pessoas ou qualquer outra atividade que nos coloca em contato com nosso semelhante. Está sempre a exigir de nós o respeito que se deve.

As prevenções  em matéria de educação são bem recebidas pelos jovens, pois são abertos aos desejos de uma sociedade mais equilibrada e organizada na justiça e nas boas maneiras. São espontâneos na luta pela coisa social e desejosos de que a sociedade se organize nos princípios do bem viver. Deixam para os veteranos a quebra destes princípios e não aceitam a vida ser levada sem a seriedade que pede.

No entanto, de encontro a esta solicitude dos jovens, vem a irresponsabilidade daqueles que não fazem por merecer o respeito que a sociedade lhes devota. Deixam os carros sobre os passeios, em filas duplas, estacionados próximos das esquinas, ocupando os espaços em frente das garagens, provocando o transtorno e o caos na vida da cidade. Nem pensemos naqueles que dirigem embriagados como se fossem os reis da cocada. Não importa o cargo, a autoridade ou a nobreza da indumentária. Tudo é convencimento próprio, tudo é falta de civilidade. Sujeitos de uma educação elementar.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Mais sensatez ao dar uma notícia

O mundo não é tão ruim como andam apregoando por aí. Apesar de existirem coisas que a gente vê e desaprova. Há coisas boas que acontecem e não são divulgadas. Certamente não interessam aos donos da notícia. Mas há fatos que não atraem a atenção, ainda que sejam inéditos. Seus donos às vezes não têm o que mostrar aos seus leitores.

Alguns donos de notícias muitas vezes se vangloriam por aquilo que mostram. Mas dizem sem assumir a responsabilidade  daquilo que causa ou destrói no coração dos leitores. Não são notícias-manchete ou matéria de destaque. O público aguarda notícia que o faz crescer ou o instrui. No entanto, o noticiador está apenas preenchendo o seu próprio vazio por não ter notícia boa sua para dar.

Aqui fico triste e bestificado com aquele que arranja uma notícia ruim para dar. Não tendo, arranja a notícia. E não sabendo arranjar a notícia, volta-se propositadamente para a notícia que deleta os sentimentos finos e honrados de seus leitores. Talvez não se identifique com a verdadeira bondade da notícia. E aí dá notícia ruim, desmerecendo  um público que espera dele uma boa notícia. É preciso mais respeito e menos insensatez.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Maus Políticos x Políticos Maus

Os dias passam rápidos, as notícias nos vêm em cascatas e, do mesmo jeito que chegam, do mesmo jeito vão embora. As manchetes  ganham colorido e agressão, esperando sempre uma solução para os problemas apontados. Mas coitado de quem espera isso. Pode continuar chateado, porque, como o problema parece insolúvel, a solução não virá mesmo a não ser que um tsunami varra os protagonistas da face da terra.

Os jornais e outros meios de comunicação nos dão conta da irresponsabilidade de alguns dos nossos políticos e autoridades, especialmente parlamentares, que levam a vida na flauta sem votar e promover as matérias de interesse da comunidade. Sobram comissões dizem uns. Falta Quorum dizem outros e os projetos são relegados ao momento em que uma suposta justificativa reserva três minutos para a aprovação de 118 projetos, conforme nos informa o EM de 10-10-11.

Querem me dizer que reunião como esta é símbolo da falta de parlamentares nas sessões , quando, na verdade, é o lugar da desova da irresponsabilidade daqueles a quem demos o nosso voto de confiança, pensando ser mesmo bonzinho aquele cara de santo, que nos procurou como gente de bem, passando por nós e nos cumprimentando, todos os dias, sem que víssemos em suas mãos uma algema a simbolizar a casa em que devia morar e a escola onde aprender as regras da vivência em comunidade.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Honrosa missão

Outubro. É o 10º mês do ano. Faz levemente lembrança do Decálogo, os dez mandamentos da Lei de Deus. Hoje, tão diluídos nos caminhos de nossa fé.  É vivendo essas propostas divinas que nos tornamos melhores. Somos protagonistas nesta missão sobre a terra. Aliás, foram promulgados para nossa vivência e crescimento diante de Deus.

Desperta a consciência de sermos discípulos e missionários de Jesus Cristo. Faz aflorar em nós a responsabilidade de pessoas batizadas com a missão de anunciar, perante o mundo, o Deus em que acreditamos. É tarefa nossa irrenunciável, como dom profético, A música de Zé Vicente põe em nossos ouvidos os acordes deste apêlo :  o Deus que me criou, me quis, me consagrou para anunciar o seu amor.

Então, outubro é o mês apropriado para celebrar a alegria de ser cristão. A honra cresce em nós na medida do que a gente faz. A gente, nesta missão, nunca trabalha, a gente santamente está sempre se divertindo. Exatamente pelo fato de a gente estar cumprindo a vontade de Deus e executando a tarefa recebida no batismo. Melhor ainda. Como criaturas, estamos realizando o projeto de vida, que Deus tem para cada um de nós, no seu ato de criar.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Sobre a Palavra de Deus

Setembro está no final. Mês da Bíblia. Mês da Palavra de Deus. Aliás, todo dia é dia da Palavra de Deus. Mas o fato é uma maneira bonita e delicada de trazer para o centro de nossa atenção esta Palavra de vida.  Quem teve esta atitude consciente de reverência e acolhimento participou e lhe prestou este tributo.

Mas a quem assim não se deu conta é bom lembrar uma oportunidade ímpar de ainda lhe prestar sua homenagem de carinho e louvor. Está fazendo um ano, neste dia 30, a Exortação Apostólica Verbum Domini, de Bento XVI, sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja.

O documento é um aproveitamento elaborado e enriquecido  de todo o material sobre o assunto, estudado no Sínodo dos Bispos, realizado no Vaticano em 2008. Vem como uma proposta-convite a reabrir ao homem  atual o acesso a Deus.  É edição das Paulinas e serve ainda como um preito de alto significado neste apagar das luzes do mês de setembro. Lê-lo é um bom fim que vale como se estivéssemos começando.

sábado, 24 de setembro de 2011

Árvore, certeza de uma amiga

Por que árvore?  Porque árvore é vida, Quem nos dirá que podemos passar sem a árvore. Pergunte aos pássaros se eles podem dispensar a presença dela. Certamente um biquinho torto e um arzinho de tristeza farão entristecer o timbre de seu canto.  Se isso acontecer, por certo a alma da natureza também perderá o entusiasmo e a vida perderá a qualidade, fazendo baixar sobre a terra a tristeza e a dor.

Pergunte ao homem se ele pode viver sem a árvore. Não acredito numa resposta negativa, sem colocar em descrédito a palavra mesma de seus sentimentos e negar a honestidade de seu próprio ser. É ela que nos dá o oxigênio, combustível admirável que nos faz viver. No entanto não é assim que o homem  dos tempos do negócio fácil vê a natureza e considera o critério de fazer a felicidade acontecer entre nós.

Por que as flores já não têm o seu viço original?  Nem a primavera acorda em nosso tempo com a luminosidade e exuberância como nos meus tempos de criança? Sabemos que o homem do mundo é descompassado e descompromissado com a força do viver. Resta todavia uma nuvenzinha de bom propósito, quando ele  institui o dia da árvore como a dizer :  pelo cálice de angústias venha,  árvore,  nos salvar.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Ao homem de bem

Na vida cristã, você é muito importante para mim.
Você é a 50ª conta do terço. Conta santa que faz diferença no mundo. Conta saborosa que dá tempero às coisas. Conta aromática que exala o perfume do amor. Por quê?  Porque seu exemplo desperta, convence, arrasta, alimenta e fortalece meu espírito cristão.  Você é importante para mim, creia nisso.

Talvez não saiba que você é muito importante. Observe. Você faz a diferença para mim.  Você completa a gente.  Você faz a gente crescer.  Você me faz inteiro.  Você me deixa feliz.  Você, por vários motivos, sem saber, traz alegria ao meu coração. Deixe-me chegar até você. Juntos, caminharemos alegres, iluminados, felizes. Seremos acolhidos por Deus.

Quem você é?  Já disse.  Você é a qüinquagésima conta do terço bento. Conta santa, preciosa, aromática e salvadora. A conta que coroa todos os esforços.  A conta que põe ponto final na vida do bem-querer. Por isso lhe entrego o troféu que faz a diferença no mundo.  A 50ª conta envolta com a cor da Mãe de Deus. É um projeto de Amor  O troféu é seu.. Nisso você é o meu homenageado. O meu amigo. O meu irmão de fé.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Celebremos, pois, a festa...

Hoje, 7 de setembro, homenageamos a Mãe-Pátria : o Brasil. Esperamos em Deus ainda ver realizada a proposta de Olavo Bilac : Uma terra nova ao teu olhar fulgura!  Com os olhos verdes da Esperança e do Amor, queremos um horizonte aberto e um mar sem limites, onde possa viver e navegar com segurança toda nossa geração.

Amanhã, 8 de setembro, celebramos o nascimento de Maria, a Mãe do Filho de Deus e nossa mãe. Falar da Mãe daquele que é todo santo e não ser ela mesma toda santa é coisa que não cabe na nossa maneira de ver e pensar. Por isso, a ela Deus fez grande e santa, imaculada e consciente do que queria.

Nela Deus fez acontecer a natureza e a graça. Saiu das mãos de Deus pura como Eva. Mas esta ficou no caminho e aquela seguiu em frente para ser a Mãe do Salvador.  É conhecido o dito de que o perdão cura a chaga, mas não tira a cicatriz.  Maria não teve nem chaga para ser curada como não teve cicatriz para ser mimada como algo de estimação. Maria saiu das mãos de Deus como horizonte aberto e mar sem limites. Ela realiza a grande proposta de Deus.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Quando setembro chegar...

Ponho as mãos em algo dentro de mim, quando começo a pressentir a chegada da primavera. É tempo de alegria, de sorrisos, de encantamentos e de flores. Lembro-me  do enlevo sentido ao visitar Holambra, num setembro destes passados, diante daqueles arranjos de flores em exposição que se faziam ainda mais imponentes face aos comentários tecidos pelos visitantes da terra.

Toda alma é sensível diante da beleza. Todo olhar é curioso e elevado diante das flores. Não há quem fique indiferente ou distraído, cético ou irreverente ao ter diante dos olhos aquilo que mais quer o espírito humano :  o sublime apoiando-se na palma de suas próprias mãos. Sentimos a presença de uma beleza que nos extasia, que nos faz amar, sonhar, sorrir e cantar aos quatro ventos a alegria de viver. Ah!...  quando setembro vier!...

Nas flores da primavera, aparece claro o carinho de Deus para conosco. Ganhamos mais movimento neste tempo. A natureza se engalana toda com trajes de festa, onde os pássaros redobram seu cantar, os namorados têm sonhos mais delicados, gestos mais largos e sua alegria é mais perfumada com o sorriso da vida. Os prados se fazem mais verdes,  o silêncio dos animais vem misturado em tons maiores de aprovação na exuberância da vida que acontece e a natureza toda se faz em aroma de amor, que transforma e embeleza toda a terra.


sábado, 20 de agosto de 2011

Dois milhões de jovens ao redor do papa

Torna-se consciente, fortalecido e cresce com o senso de responsabilidade, que o mundo pede porque precisa, o grupo de jovens rodeando o papa em Madri, nesta Jornada Mundial da Juventude. É como se eles estivessem a dizer para os outros jovens que não estão presentes, mas olham com um ar de curiosidade o acontecimento, vocês querem saber o que cremos, venham ouvir o que cantamos.

O papa está ali disponível aos jovens e a serviço  da Igreja de Jesus Cristo. Seu trabalho de evangelização rompe a distância, num esforço pessoal, para transmitir uma cultura impregnada dos sinais de vida de que os jovens estão ansiosos por ouvir de alguém com autoridade para dizer. Eles não podem ser deixados sem expressar o ardor da sua juventude identificada com o bem. Seus sentimentos altruísticos e os dons que possuem latentes na alma dão testemunho da sua coragem e ousadia em favor da justiça e do amor.

Se a Igreja traz sua palavra para eles, todavia espera antes o que eles têm a dizer e a pedir como complemento de sua vida já que não estão encontrando no mundo aquilo de que eles precisam. É preciso que os jovens façam coisas parecidas com eles, porque eles são bons e, sendo bons, não é justo que façam coisa ruim. Isso não cabe à juventude que não encontra no mundo os valores de que ela precisa. Tudo é oferecido a ela daquilo que ela não precisa, mas pode receber dela tudo aquilo de que ela é capaz : o de melhor que o mundo precisa.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A família em primeiro lugar



            Ao abrirmos o Documento de Aparecida, o documento que sintetizou os assuntos discutidos na V Conferência Episcopal Latino-Americana, que aconteceu, em Aparecida, em 2007, vamos encontrar a família como primeira escola da fé, o lugar e a escola de comunhão, fonte de valores humanos e cívicos. Chega a ser comovente a preocupação da nossa Igreja com a família, quando tudo parece conspirar contra ela. Sabemos que Deus a toma na palma de sua mão e a olha com o carinho de grande misericórdia e proteção.

            É ali que se aprendem os rudimentos da nossa fé, quando pais devem se envolver com tudo que têm para fazer de seus filhos homens tementes a Deus e cheios do fervor que os embale nos caminhos difíceis da vida. Neste quadro há  momentos de insegurança e incerteza que nos provocam um sentimento maior da presença de Deus em nossa vida. Muitas vezes não temos onde nos apegar para vencer essas dificuldades tão cercadas dos fantasmas que fecham os horizontes de nossos filhos. E ficamos atônitos por não ver valores que suplantem essas dificuldades.

            Ao cuidarmos da família, estaremos cercando de cuidados a fonte de valores genuinamente humanos e de esmero no cultivo da responsabilidade que os faça bons cidadãos para o mundo de hoje. Para isso é preciso que nos desprendamos das garras do individualismo, do egoísmo e de tudo aquilo que nos impeça  de nos inclinarmos em direção ao nosso semelhante e vê-lo como ser humano, sujeito de nosso respeito e de nossa deferência. Somos humanos, cada um,  com direito ao amor e dignos da vida que convém a todos.

domingo, 7 de agosto de 2011

Gosto do Dia dos Pais


Vem aí o dia dos Pais!...   Gosto de celebrar o dia dos pais e festejá-lo com tudo aquilo a que temos direito. Isso não implica parar e se deter na estação do simples fato de um bom comércio. E, se ficarmos nesta idéia, gostaria de exigir um conotativo mais forte para este dia, qual seja o comércio de um profundo  sentimento dos valores que devem reger e ungir esta data, tão importante para nós pais e para vocês, filhos. Isso por certo vai desembocar na valorização da família, que é o grande fator de reconstituição da sociedade de nossos dias.

É bom que se recorde o nascedouro desta data num sermão dedicado às mães, onde alguém quis homenagear seu pai, que ficara viúvo com a incumbência de criar, alimentar e educar seus filhos, numa difícil missão, quando os pais não eram nada habilidosos neste ofício de conduzir a família. E precisamos ganhar a coragem de reconhecer, dadas as circunstâncias, de que há males que vêm para suscitar o bem  E aí está o primeiro dia dos pais celebrado no dia 19 de junho de 1909. É claro que a idéia pegou e se espalhou rapidamente, sendo hoje celebrado em diversos países.

Entre nós, esta data, é interessante observar, começou na ser comemorada no segundo domingo de agosto, dia de São Joaquim. Vale dizer sim daquele patriarca da Família de Nazaré, ao lado da Senhora Santana, pais de Maria, a Mãe de Jesus. Por isso a gente vê e sente, que o dia dos pais trás em si a idéia da família, para não deixá-lo à mercê da idéia do comércio, que o desvaloriza e  esvazia. Ele é todo voltado para a família, apesar de quererem descaracterizá-lo, como valor, que vivido, reconstitui e saneia o leit-motiv da sociedade  vivida e provada pelos homens de nossos dias.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Agosto, festa da família

A Igreja está sempre voltada, com um carinho de mãe, para os temas fortes de interesse da comunidade humana. É assim que ela celebra a semana que vem logo depois do dia dos pais, dia este comemorado sempre no segundo domingo de agosto. E o coração da Igreja, batendo em uníssono com o coração do Papa, faz ecoar em todos os cantos de nossa terra a voz suplicante em favor das famílias, para que elas renovem suas forças no sentido de que continuem a ser berços onde nasce a vida humana abundante e generosamente, onde se acolhe, se ama, se respeite a vida desde a sua concepção até ao seu fim natural.

Nós, que somos discípulos de Jesus Cristo, aprendemos dele para depois nos tornarmos evangelizadores, como primeiros responsáveis na condição de pais, dos filhos que geramos. Nós, que dizemos e proclamamos esta responsabilidade de sermos os construtores da sociedade, ficamos felizes e nos gabamos de fornecer bons cidadãos para tornar a nossa terra uma pátria cheia de vida e de conquistas. Mas esta responsabilidade tem carga dobrada sobre nossos ombros, quando choramos uma sociedade que declina de seus valores morais, civis e humanos. Então, nossa dor se torna grande e nossa consciência se faz turbada com a nossa negligência no processo de educação familiar.

O caminho certamente a seguir seria retomar diligentemente a educação de nossos filhos, num zelo cotidiano, que os prevenisse das seduções do tempo e dos sinais de morte que ganham mais e mais seu espaço no meio dos jovens. Isso faria a juventude recobrar a força que existe em si mesma e a confiança na sua própria capacidade de amar e respeitar a beleza do relacionamento humano, quando compreendido e ativado para a promoção da verdadeira vida. Isso é, apesar de tudo,  um desafio, mas também o troféu de uma vitória, que só o homem é capaz de, verdadeiramente, entender.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Vovó sempre vovó ...

Não há como destronar a vovó. Ela tem sempre o seu lugar de honra. Por mais que sejam peraltas, seus netinhos têm, diríamos, doce e a vovó, como um abelhinha,  se sente atraída por eles. Neles não há intenção nem sentimento de exploração do coração da vovó, mas uma confiança, quase diríamos, ilimitada, que faz a aproximação destes dois coraçõezinhos (da vovó e do netinho). É pessoa adulta que desce até os netinhos para compreendê-los e amá-los no seu lugar de infância. Aliás, para ela, ali é o lugar de todos os netos e os grandes entendem também que continuam sendo crianças no coração da vovó.

É claro, ela está sempre pronta para atender ao gosto de cada um e fazer a alegria daquelas criaturinhas, que nunca chegam a pessoas adultas. É bobagem dizer que os pais se zangam com o tratamento que a vovó dá aos seus filhos. Eles querem sempre confiá-los mais a ela, pois sabem e acreditam que seus filhos ganham as primícias do amor e do respeito desta mulher. Com ela a vida ganha força e organização nos gestos de um carinho que se multiplica pelos mais irrelevantes motivos.

É por isso que muitas vezes a gente ouve expressões que traduzem verdadeiramente a profundidade e delicadeza dos sentimentos da vovó  : neto é um filho açucarado. Não precisávamos de expressão melhor para acalentar o coração dos pais. Nem palavra mais viva para estreitar os laços do amor dos pais para com o seu filho. Por favor, vovó e vovô, não deixem seus filhos jogarem a casa no chão, porque senão seus netos não têm onde morar, pois eles pertencem a seus filhos antes de pertencerem a vocês. Nem por isso vocês deixarão de reinar, pois, hoje, para vocês chegarem aos seus filhos vocês têm  de passar obrigatoriamente  pelos seus netos, porque esta é a glória  do amor e o paradoxo da vida.

sábado, 16 de julho de 2011

Lei Seca X Lei Regada

Pautar problema sobre medidas sociais não leva a solução alguma se não for para beneficiar a sociedade. Mas como beneficiar, quando não se leva a sério o que se propõe a fazer. A Lei Seca é um paradoxo entre nós, quando tudo mostra que ela não passa de uma lei molhada. E regada com muito álcool!...  Então, para que uma operação Lei Seca, se não for para enxugar o álcool que a faz ensopada?

Por quê?  Porque não sabemos precisar para que lado pesa mais a irresponsabilidade na balança do julgamento  :  quem executa a operação de aplicar a lei ou quem se encharca para desafiar quem fiscaliza a aplicação da lei. Um, com o poder na mão, relaxa e ameniza. O outro bebe, recusa e enfrenta a fiscalização e faz a coisa continuar do jeito que está.

Se for comparar modelos de administração e um querer ser mais simpático do que o outro, sem atingir os resultados (benefícios sociais),  é melhor que se deixe a lei no papel e as mortes de trânsito sejam colocadas na conta do Zebedeu. Se a Lei é cheia de buracos para deixar escapar a irresponsabilidade dos motoristas, então não desencadeiem uma operação destas abortada já na mesa de decisões. Ao invés do simpático slogan mineiro Sou pela vida, dirijo sem bebida é melhor adotar o Sou pela sorte, não me importo com a morte.  Isto é mais transparente, pois, quem sabe, talvez o coração tenha razões humanas ainda mais sinceras.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

É preciso abrir o coração

Ao abrir as mãos para oferecer e partilhar segue-se o abrir o coração para receber e estabelecer-se em comunhão. Este é chamado a viver mais e melhor.  Mas não podemos ser impertinentes ao querer levar alguém a abrir as mãos, pensando ver nele o coração aberto à comunhão.

Muita gente quer passar por pessoa, que pensa fazer o bem, ao tomar a posição de policial da vida alheia. E se o assunto tem em vista um comportamento religioso, então o quadro de relacionamento ganha fortes conotações de rejeição, que faz mal tanto a um como a outro. O desastre é inevitável.

Precisamos deixar da mania de fazer Deus entrar pela goela abaixo do nosso semelhante, procurando respeitar a vida, o modo de cada um ser e seu jeito  de ver as coisas. Mas não deixe de mostrar para ele que vale a pensa sentir a presença de Deus no nosso caminho a cada instante. Isto é prudência, mas também  pedagogia de alto padrão.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O Corpo de Deus (Corpus Christi)

Cristo em nosso meio se faz presença viva.
É a Eucaristia, o Corpo do Senhor.

Presente sobre a mesa se dá como alimento,
Fazendo a nós todos seu gesto de amor.

É seu dom maior neste sinal de vida,
Quando o recebemos por força deste pão.

O pão que se faz carne do Cristo Senhor nosso
Se faz também comida pra quem o receber.

É força, é honra, é vida, quando consumida,
Tornando-se a fonte do Espírito de Deus,

Transformando tudo o que existe em nós
Em generosidade e nutre o coração.

Dom maior não há que o dom da Eucaristia,
Se nele buscarmos o pão de cada dia.

O pão se multiplica em forma de perdão
E faz a nossa história chegar ao nosso irmão.

O encontro de nossalma com o Cristo que acalma
Nos faz ganhar a graça de nossa redenção.

Amém, Corpus Christi!...

É a casa da vovó...

Você já viu alguma dona de casa que não tenha seu caderno de receitas? É rechonchudo, de coisas gostosas lá dentro. Sempre está em frangalhos. Folhas soltas, dando pontas rebitadas com algumas páginas engorduradas. As capas andam dentro como a marcar alguma receita de última hora. Estão soltas como já estão algumas folhas.

Aliás, não é bem um caderno. Parece mais um livro. Receitas impressas e dispostas metodicamente. Umas manuscritas e coladas como enriquecimento da coleção. Outras recortadas de revistas ou jornais costumam andar soltas lá dentro. A riqueza está na variedade de requinte. Há coisas simples. Ingredientes caseiros. O caderno está sempre sobre a mesa ou em algum canto pra ser manuseado.

Volta e meia ela tira alguma receita do bolso do avental. Quer dizer, saca uma de supetão, fora de todo script. E os elogios aparecem. E o bom gosto aplaude. Então, lápis e papel na mão. E a receita é guardada. As ocasiões ditam a página. Os gostos se manifestam, enquanto os estômagos roncam e o apetite ganha fúria. Os filhos gostam. E o netos se esbaldam : é a casa da vovó.

sábado, 18 de junho de 2011

Quando brilha a luz dos olhos

Olhos molhados pelas lágrimas, num gesto de manifestação espontânea de ação de graças, pelo nascimento do Pedro na cidade de um outro Pedro, Petrópolis, não mais importante que meu Pedro, neto,

amanheceu hoje o meu dia, claro, mostrando a alegria da vida, pássaros cantando festivos nos galhos das árvores, nos fios dos postes, nos telhados das casas, as flores abrindo sorrisos macios e delicados...

Um assobio forte aflorou-me aos lábios, exaltando a vida a abrir espaço entre os homens, para se acomodar neste mundo, que Deus criou para todos. Oh, quantos vovozinhos estão por aí a curtir alegria igual à que me bate no peito. A um a tabaqueira distrai sofregamente, a outro o castão da bengala equilibra o corpo, a este os óculos ordenam o olhar, àquele o modo de falar a outro faz contar, mais um a cofiar uma barba bem alinhada, a mim, este outro, o assobio, em tom maior, a marcar um hino de louvor à vida.

Da cabeça aos pés, Amanda e Marcelo se fazem sorriso. Os quatro cantos da casa se arrumam artisticamente, caprichando nos detalhes, para receber o caçula da família de Maria Clara, enquanto a graça de Deus proclama com voz forte sobre aquele berço : tu es Petrus - farei de ti um processador de coisas boas entre os homens.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

É preciso namorar

Vivemos um tempo de efusão, quando se diz que choro é arte não é tristeza. Há gente que sabe ser artista. Sabe amar de verdade. E quando as coisas apertam, a alma se explica. Quando as palavras já não dizem, o amor toma o lugar. E lugar de amor é o coração. Imaginem o amor de mãe. O de pai. De esposa, De amigo, de companheiro. O amor de namorados.

Mas não é mesmo tristeza. É coisa do coração. Da vida. Da história. Do tempo. Do dia. Das pessoas que se amam. Nasce no coração e corre para os olhos. Já viu o olhar dos namorados. A ternura e doçura deste olhar. Lágrimas caem. Molham o rosto. A roupa. A vida. É comovente saber que é amor. E ele brota. Por nada. Aviva os sentimentos. Dá colorido às emoções. Por isso acho que os namorados são artistas.

Às vezes, nasce do nada. Outras vezes de um fato. De um olhar, de um acontecer. De um gesto que constrói. Já vi muitos chorarem. A gente vê o sorriso molhado das lágrimas. Sinal de sentimentos. Da alegria de um sempre. E eles choram pelos cantos do mundo. Quem sabe, sozinhos. Com uma palavra, na boca, de amor. Expressando a alma. Virtude de religião. Amor de Deus. Deixe o amor falar. É coisa dos namorados.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Semana da Unidade dos Cristãos

É bom a gente tomar atitudes, que sabemos, vão convergindo e se afunilando conosco para o interior da terra. Ficam as sementes de nossas ações como fonte de vida colhida pela compreensão daqueles que nos sobrevivem. Isso é bem a expressão de uma comunhão, sinalizada no gesto de unidade, entre os indivíduos que, juntos, querem construir, porque desejam e acreditam, um mundo melhor.

Vivemos densamente, como tempo privilegiado, o período que medeia a festa da Ascensão e a de Pentecostes : a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Como integrantes de um corpo, que se faz envolvido com a unidade e promoção dos cristãos, precisamos priorizar uma parcela do nosso tempo para criar uma oportunidade de trabalhar neste sentido.

A condição de passar à frente é partilhar nossa identidade religiosa, com o ardor que nos é pedido, para dar ao mundo a razão de um amor recíproco que une, fortalece e dá vida. O nosso modo de viver, alegre e fraterno, precisa ser comunicado a todos na força de suprimir as divisões, acabar com os rancores e fazer acontecer a paz entre os homens. Promovendo a união e celebrando a convicção de nossa crença, por certo a vida acontecerá, a paz ganhará um nicho e o mundo viverá mais feliz.

domingo, 5 de junho de 2011

Dia das Comunicações Sociais

A cada dia que passa, eu me empolgo mais com a Igreja de Jesus Cristo. Ela acompanha a história, vive o momento e procura lançar as raízes do bem na realidade vivida pelo mundo que a cerca. Hoje, dia 5 de junho, ela comemora o Dia das Comunicações Sociais com o tema “Verdade, anúncio e autenticidade de vida na era digital”.

O tema resume a reflexão do Papa, sintetizando, para a Igreja de todo o mundo, a sua mensagem fundada na cultura da Comunicação. A Verdade é Jesus Cristo que faz caminho para todos nós em direção à pátria celeste. Assim é que a verdade deve ser comunicada com a força e o poder dos Meios de Comunicação no mundo de uma era digital.

As redes de comunicação, que enfeixam os relacionamentos humanos, devem estar impregnadas pelo espírito de um Deus que nos ama com a proposta clara de nos fazer irmãos uns dos outros. Então, é um remédio para a sacralização do mundo com a presença do amor que leva a vida a todos e faz "nascer uma nova maneira de aprender e pensar", diz o Papa, neste 45º Dia das Comunicações Sociais.

É mais fácil

Mais fácil que a guerra
É construir a paz.
Mais fácil que a dor
É celebrar o amor.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sentido do alimento

Ontem, diante da TV, ouvi alguém fazendo algumas considerações sobre o alimento e como se deve alimentar. E fiquei como a ruminar a minha maneira de ver as coisas : há um tipo de alimento que dá vida ao corpo, há outro que dá vida ao espírito. O homem tem necessidade dos dois. Sempre que falta um, o homem perde sua identidade. O alimento do corpo cria essa vida que aí vemos e sentimos. Sem ela a definição de um vivente não se resolve.

Por pão denominamos tudo aquilo que leva não só à sustentação da vida, mas a alimenta e promove. Por extensão, passa a simbolizar a palavra, que mantém e exercita as atividades do espírito, representadas no homem pela sua inteligência e vontade. Pelo espírito, o corpo se manifesta com a força do pão material, enquanto, pelo corpo, o espírito se transporta para os costumes de uma comunidade de mesa. Assim sublinhamos as qualidades ou marcamos grosseiramente a cumplicidade de nossas fraquezas humanas, quando a palavra que nos deveria ativar o espírito cria um patamar de degradação e amofina o homem.

O pão da palavra é dado por inteiro. Não faz partilha nem há economia. Ele satisfaz na medida de cada um e cria condições para que todo ele possa ser aproveitado. O bom ou mau uso vai depender de quem o toma. O que não acontece com o alimento material que segue as regras da natureza e fica nas limitações de sua necessidade. Com os outros, os dois devem ser divididos e multiplicam a vida na generosidade de sua partilha. Ambos ganham a força de um grande amor, quando oferecidos com desprendimento e desinteresse.

sábado, 14 de maio de 2011

Você não esteve no mural

Tive um colega com o nome de Diomedes, jovem renitente, insistente e de temperamento impulsivo. Um dia, quando, juntos, assistíamos a uma peça teatral, sem que eu esperasse, me veio com essa pergunta : você sabe o que é Atlantes? Para não desviar minha atenção sobre o eloqüente diálogo que se desenvolvia no palco entre os atores, respondi não por responder. E Cariátide, insistiu ele, como a querer minha atenção sobre o seu desinteresse sobre a peça. Também não, respondi secamente sem ao menos voltar-me para ele, preso que estava à cena desenvolvida no palco. E você sabe...

Interrompi-o, já com os nervos à flor da pele, deixando-o no ar com uma pergunta minha, expressando um sentimento de desaforo : você sabe o que significa Diomedes? Ele olhou para mim bastante confuso e mergulhou num profundo silêncio como a querer procurar no fundo da cabeça uma explicação e balbuciou vencido : não sei e você? Sabe? Neste ínterim eu já havia perdido toda a trama que se passava no palco e o interroguei :

Sua mãe por acaso se chama Deípila? Não, respondeu. E seu avô tem o nome de Adrasto? Não, voltou a responder. Você é casado com Egialéia, não? Nãaaooo.. Ora, amigo, você sabe que sou solteiro. Sei não. Mas você esteve na guerra de Tróia? Que isso, companheiro!... Então, quem tomou os cavalos de Reso? Foi você sim, fui categórico. Então ele levantou a voz, insurgindo-se contra mim : você está fazendo hora com minha cara!.. De jeito nenhum. Ora, Diomedes, se você tivesse prestando atenção, entenderia por que estão dizendo lá no palco que você sumiu misteriosamente... Neste momento, Diomedes resmungou e saiu pisando duro, abandonando o teatro...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Somos ainda fracos de espírito

Sou pequeno demais para ter uma palavra contra o Supremo Tribunal Federal, mas nem por isso deixo de tê-la. Sim, porque me senti desamparado, menos estruturado, com a decisão desta Instância do Poder, a união entre pessoas do mesmo sexo. Pensava eu tratar-se de magistrados sintonizados com a ordem dos princípios do direito natural. Ora, como pode magistrados de uma Corte de tamanha magnitude relegar o fundamento dos seus próprios princípios e ordenamentos de julgar?

Se é na família, unicamente ali, o lugar próprio e inicial para a formação do indivíduo, a cartilha de concatenação de suas possibilidades e o amálgama adequado e genuino à formação de sua personalidade, os ingredientes filigranados e capilares de seus caracteres individuais, como não reconhecer as potencialidades complementares das aptidões adquiridas apontadas no sexo, na idade, no valor fisiológico, moral ou mesmo fisiológico?

É de se lamentar a ostentação deste estandarte modernista. Ou atribuimos o fato à fraqueza de uma Instituição ou reconhecemos nela a vaidade de ser promotora da miragem de um progresso para a satisfação desmedida de um povo em decadência. A nação não é uma realidade abstrata, mas uma característica essencial, expressa e reconhecida concretamente na evidência de uma comunidade humana, subordinada à natureza do ser humano que busca trilhar os caminhos de uma sociedade melhor e mais perfeita. Não podemos brincar com o faz-de-conta que acertei.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Vida dos que temem a Deus

Senti-me, no mínimo, indelicado senão injusto, quando o mundo se arvorou e eu me calei na morte de João Paulo II. Tantos ensinamentos ali bebi, como água pura daquela fonte cristalina que foi, em vida, este peregrino da esperança. Por certo o meu espírito não possui aquela acuidade das almas fortes que marca os verdadeiros filhos de Deus.

Aprendi a admirá-lo naquele encontro com as famílias, lá no Maracanã, em 1977. Vi de perto e quase toquei aquele santo, que passava perto de nós. Ali estava, diante dos meus olhos, um homem desperto, inteligente, entusiasta e santo, impescindível ao equilíbrio humano e mental da gente brasileira.

Enquanto o povo esperava uma reprovação enérgica e impiedosa às filosofias que embruteciam a alma do povo brasileiro, ela não veio. Enquanto o povo aguardava a acusação condenatória à fermentação criminosa de uma minoria organizada e agressiva da gente brasileira, a acusação não se deu. Enquanto o povo buscava justificativa para descaracterizar o movimento em favor do aborto, da eutanásia, do tráfico de órgãos, o pito não veio. Enquanto o povo dimensionava a condescendência insana aos serviços médicos oferecidos para uma morte tranquila e agradável dos doentes terminais, a comiseração não veio.

O João de Deus apontou caminhos que levam à construção de um mundo melhor no seio da família, sem ao menos tanger a ansiedade do povo, deixando sua consciência arrefecida com um impiedoso balde de água fria. O assunto era família com novas dimensões abertas para sua reconstrução.

Eu me calei. Minha casa silenciou. O mundo tem caminhos ínvios e nós, como não acreditando, paramos estupefatos, esperando não sabemos o quê. E João Paulo tomou a iniciativa para seguir a proposta do caminho mostrado por Deus. E nós o seguimos. E aqui, quando a justiça se esvai aos nossos olhos e nos sentimos sem entender certas coisas da vida, é porque ela entrou noutra porta que Deus abriu para nós. Agora João Paulo é o nosso mais novo beato já que acreditou nos critérios, naquele momento, revelados por Deus.
É assim a vida dos que temem a Deus.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Sacolas de plástico e outros bichos

Sou até bem concordado com as coisas. Quero crer que as sacolas de plásticos, não tanto por serem sacolas mas por serem plásticos, estão sendo proibidas em Belo Horizonte. E fala alto a idéia da CF-2011 sobre a qualidade de vida no planeta-terra. Não podemos poluir nem desmatar nossas florestas nem contaminar as águas de nossos rios. Um montão de coisas veio à tona, dando consciência ao homem moderno e responsabilizando-o ao exigir dele medidas de contenção para não desgraçar nosso planeta em função de futuras gerações.

Até aqui nota dez. Assim como me faz feliz a medida me traz também uma grande interrogação : é pra valer? Isso porque a medida de não poluição beneficia a todos, torna saudável o planeta e faz a terra ter entranhas fecundas de produção. Não somos nós apenas, clientes de sacolões e supermercados, a atender a um propósito de saneamento. É uma norma regional, e diria local, a fazer um bem de ordem universal. Então, já não são apenas sacolas, mas tampas de margarinas, potes de doces, garrafas de sucos e refrigerantes, bandejas de isopor com legumes recobertas de plásticos, tampas, recipientes, invólucros, sacos e saquinhos para os produtos alimentícios, detergentes e não precisamos alongar a lista, todo mundo conhece de sobra.

Muitas mercadorias chegam de fora e não são produtos nossos, argumentaria a filosofia do Zé Espertinho. Então, arranje a lei que impeça a entrada do material em questão em nossa Cidade, em nosso Estado, antes que entre em vigor a do Zé Povinho. O transtorno não é tão grande, quando a carga se apóia no ombro de todos. De gente grande, de multinacionais, de homens gananciosos, de pessoas despudoradas, de filhos de uma classe sem medidas, de gente que não quer fazer a vida acontecer senão a sua. Você, legislador, você tem costas pra isso? Não se meta com a seriedade de seu povo. Não pule a cerca pra buscar voto no cercado do vizinho.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Minha Bandeira de Adeus...

Hoje, bem mesmo hoje...
Ainda bem mesmo agora.

Morituri mortuis.
Estava lá gravado,
Bem lá falado,
O texto de um poeta
Ali já bem plantado.
Falava de esperança,
De vida e confiança...
Não fui acompanhar
(Para não ali chorar)
O corpo de uma irmã...
De idéia, de filosofia,
Quiçá religião...
Quis lá depositar
Seu resto deste mundo...
Velar sono profundo,
Nas profundezas, suave,
Pra recitar ad Te, Domine, clamavi...

Na Praça da Saudade,
Fincada lá deixei
Minha bandeira de adeus...
( Homenagem póstuma à colega Neida Naves)

terça-feira, 19 de abril de 2011

Alegria da Páscoa

Ainda sinto o perfume agreste das ervas cheirosas que cobriram o túmulo de Jesus. Mas agora o mistério de Deus se abriu no clarão da Páscoa com a Ressurreição de Jesus. Venceu a morte e apagou para sempre a mancha do pecado que enfeiava a alma de todos nós.

Hoje os pássaros cruzam alegres o azul do céu. As flores bebem, sorrindo, o orvalho da noite na certeza de que é mais bonito o dia que está amanhecendo. E a luz do olhar tem ainda maior brilho sobre o mistério do abismo e a paz das montanhas. Nas florestas as ramagens já levantam sua folhagem entoando um hino de louvor.

A Páscoa chegou!... Ganhou os corações e se fez presente em toda a Criação. Agora uma água límpida e cristalina rola dos rochedos. Já pode ser sorvida com a sofreguidão de uma alma arrebatada em êxtase. A vida ganhou o caminho que devia seguir. A história tomou nova direção, porque passou a ser escrita com a graça de Deus que é dom, perdão e amor.

Lá em casa o café da manhã é hoje diferente. Mais caprichado. Mais requintado. Além do costumeiro, vem também um chocolate grossinho e quentinho. E muitas quitandas. É Páscoa!... Uma palestrazinha de recomendações maternas. Uma catequese. Tudo com cores de amor, sentido de vida, alegria de paz. Com forma de criar posteridade. Fazer tradição. Querer família continuada. Unida. Feliz. A Páscoa é assim pra nós!...

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Indo ao Mural

Tenho minhas reservas sobre os caminhos da violência. Por quê? Porque precisamos nos deixar fascinar pelas belezas da vida. Há sempre medidas preventivas a serem adotadas. Quando já não é possível ganhar o delinquente para lhe aplicar os meios adequados de correção, o melhor é silenciar para não dar mais estímulo a tantos atos de violência que ainda podem acontecer.

O cuidado que se deve ter, no trato com a questão, como naquela do Rio, por certo será mais sutil e eficiente, se a gente quiser obter algum resultado que suplante a mídia tão ávida de matéria desta natureza. Basta ver e considerar a história. É só olhar o plebiscito sobre o porte de armas ocorrido alguns anos atrás. Não vi nem conheci o verdadeiro argumento que fez a sociedade , na última hora, mudar sua maneira de pensar. Trouxe algum benefício? Acho que não.

No entanto, os crimes com arma de fogo até aumentaram. E agora já se fala em outro plebiscito. Será que o diagnóstico da época foi errado ou interesses escusos e subalternos sujavam a alma de alguns espertalhões!?... Que falhou, falhou. Por que se deixa medrar a impunidade para depois correr atrás de um leite derramado? Vamos deixar para quem pode a remoção da verdadeira causa desta violência. Então estaremos ajudando não com o silêncio sobre os delinquentes, mas com a exigência de medidas públicas de quem pode e deve falar. Isso é abrir outra janela de colaboração e ajuda.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Nossa Mãe-Terra

Já vai alto o tempo da CF-2011 : A Vida no Planeta.
Talvez uma tentativa de salvar a história do nosso Planeta fizesse os homens conhecer o nível dos verdadeiros riscos que vivemos com a posição quase irredutível de nossas autoridades e, sejamos honestos, de cada um de nós. A linha do horizonte já nos antecipa a revelação do sofrimento de um número sem conta de pessoas vivendo em condições de uma vida restrita, desumana e cruel.

Não dá para contemporizar e aceitar a impunidade dos responsáveis por uma sociedade que vêm, com tal atitude, deixando Deus fora da história de nosso planeta. Falta-nos fé no coração e juízo na cabeça de quem constrói uma história. Apesar de o homem moderno vangloriar-se, ele tem medo de sua história. Mesmo assim não abre mão de seu orgulho nem lança fora a ganância que o afasta de Deus.

Nenhuma liberdade, pois, pode satisfazer a sua vaidade e ao mesmo tempo justificar o pecado do homem sem levá-lo ao desespero nesta corrida do progresso que lhe faz o tropeço para a queda no buraco da aniquilação. Pensemos nisso e meditemos sobre a omissão de cada um na promoção da vida de nosso planeta

terça-feira, 5 de abril de 2011

Trovas e Quadras

Hoje eu vou comprar um queijo,
Vou me sentar por cima
E vou ficar olhando... olhando...
Pra quem mandei meu beijo...

terça-feira, 15 de março de 2011

Somos filhos e Deus é Pai

Neste tempo de Quaresma, um pergunta fica no ar : para mim, para você, para todos nós. Qual é a minha atitude diante de Deus? E sei que, de entrada, já lhe apresentamos as nossas credenciais, as nossas justificativas, os nossos pedidos. Começamos pedindo perdão pelas coisas que não fizemos bem feitas, pois acreditamos na força de Deus em nós, quando lhe abrimos os ouvidos para ouvir sua palavra e lhe damos o coração para que ela possa nele aninhar-se bem lá no fundo. Assim, vamos procurar colher bem o que ainda temos de ternura no coração para passá-la ao coração de Deus. Importa sermos nós mesmos. Não querer ser o que não somos. Assim, Deus pode trabalhar sossegado e confiante naquilo que lhe apresentamos : um coração contrito, humilhado e também com alguma ternura ainda que nos resta bem lá dentro. Deus então lembrará de nossa frágil humanidade, da simplicidade de nosso coração. Com isso Deus vê também a nossa vontade de nos aproximarmos cada vez mais dele, ratificando nosso propósito de andarmos sempre aí por perto, rondando sua casa. Caminhando com coração, neste tempo de reconciliação, esforçamo-nos por continuar sempre na palma de sua mão. Acho que seria a maneira de respondermos à pergunta que se colocou hoje para nós. Por que? Porque somos filhos e Deus é Pai.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Mudar para viver melhor

Quando focamos uma realidade de um passado longínquo é porque isso tem para nós uma importância singular. E o tempo em que esta realidade se situou ganha também um valor incomparável e cheio de sentimentos. Trazer este tempo para junto de nós vai influir nas coisas do antes, do durante e do depois do nosso comportamento. Sem dúvida isso vai pedir de nós um posicionamento para nos situarmos na festa que se celebra. E aí vem o que faço, o que posso fazer ou o que devo fazer para o desenrolar daquilo que é bom ou ruim para nós. Por isso este tempo vivido a partir da quarta-feira de cinzes é sagrado e cheio de ritos para nos fazer participar do tempo da realidade da vida e morte de Cristo. Então o jejum, a esmola, a oração são atitudes por que devemos pautar nossa vida como forma de viver e estabelecer caminhos que moldam o nosso proceder. Quaresma é sempre quaresma e aí nós temos um convite à prática de algum destes exercícios ou a uma observância na uniformidade de todos como modo de qualificar nossa vida de cristãos.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Reatualizando a memória

Agora é outro tempo. Quaresma é tempo que nasce de novo, porque é tempo sagrado.Vem como se viesse uma só vez, trazendo-nos o tempo de Jesus, sua vida, paixão, morte e ressurreição. Com a quaresma nós nos fazemos do tempo deste acontecimento único na história, o ato salvador de Cristo. Participamos dele com a força de um tempo que se faz presente para nós. É um tempo com suas forças vitais. E nele presenciamos, como a descobrir, os mistérios do situar-se do homem na história. É um tempo forte, original, prodigioso, porque aconteceu uma única vez. É reatualização e portanto precisa nos pegar a caminho. Daí, não estando no caminho, pede de nós um posicionamento, uma metanoia, uma mudança de vida, para que possamos viver intensamente e com determinação a realidade que este tempo exige de nós. Cristo nos veio salvar e este foi o meio escolhido por Deus. Não precisamos ficar indagando o porquê ser assim. São insondáveis os mistérios de Deus como profundo demais é o nosso pecado.

quarta-feira, 9 de março de 2011

De carnaval, um pouco...

Há muita coisa boa no carnaval e há muita coisa má no carnaval. Certamente você me pergunta : o que você entende por coisa boa ou má no carnaval? Não sou eu quem responde, mas você que se analisa e avalia o seu conceito de bom e de mau. E aí você pode responder de que lado você fica. Carnaval é bom? Sim, carnaval é bom. Carnaval é mau? Sim, carnaval é mau. É questão de princípios. É questão de amor. Carnaval é sempre bom. Nós é que colocamos o mal lá dentro dele. Se der uma olhadela no que aparece na TV ou nos jornais, logo sabe o que um indivíduo leva lá para dentro do carnaval. Sua alegria ou sua paixão? Sua ânsia de se divertir ou sua ousadia em querer fazer o outro virar ao avesso para satisfazer você? Não se trata no carnaval de vencer barreira, quebrar tabus ou criar roturas numa diversão que por si mesma é boa. Então vai muito de nós no viver o tempo de carnaval. E então? De que lado você está? Ou sua consciência faz você silenciar?

sexta-feira, 4 de março de 2011

De uma conversa à outra...

Ainda ontem recebi a notícia de que uma colega se tornara avó. Pensei com meus botões, chegou a vez dela. E lhe fiz uma mensagem congratulando-me com ela. Mas um recado em um livre tom de brincadeira. Disse-lhe que chegou a vez de ela amamentar a criança. Ia ter que deixar agora a agulha de croché de lado,pois o tempo não mais lhe pertencia. Neto, minha querida, é como filho açucarado, você vai gostar. Fiz-lhe uma observação de que a mulher deveria ser avó antes de ser mãe. Talvez tenha sido este na criação o único equívoco de Deus. E a resposta não tardou, dizendo que ainda havia leite na desnatadeira. Só havia dúvida se o nenem ia ou não aceitar leite desnatado.
Afinal,tudo hoje é diferente, mecânico, light... e um eheheheh fechou a resposta que nem assinada foi.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Cargas diferentes

É muito comum a figura do imitador entre nós. Abre-se um canal de TV e lá está ele. Mas, na vida, o caminho por onde passa um não passa o outro.
É questão de poder. Não é questão de talento. É questão de arte. Não sei, talvez seja de coração. E no caso jogamos fora nossos valores para nos apropriar dos talentos do outro. Deixamos os nossos para enxergar com os olhos do outro. Na verdade, não apresentamos a arte do outro, porque não é nosso o talento e não expressamos a nossa, porque nos propomos apresentar o talento do outro.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Caminhando

Março começou a andar. O que ficou para trás ficou. Olhemos agora para a frente. Que projetos temos? Exercitemos a vida um pouco em favor dos outros. O que, na verdade, voltará para nós mesmos!... Precisamos ser caminho por onde as pessoas possam passar. Sejamos apoio para elas. Não podemos empavonar-nos, pensando viver somente para nós. Vamos alargar o nosso caminho e ser espaço para a alegria do nosso irmão. Deixar de lado as contrariedades, os rancores, os hematomas sentimentais, que nos afastam dele e só servem para nos fazer sofrer. Abramos o caminho. Abramo-nos ao abraço do próximo. Já é tempo de paz. É tempo de sol aberto.

terça-feira, 1 de março de 2011

1º de março

Começo de mês sempre nos pede um exame de consciência. Uma reflexão como a nos apontar o caminho a percorrer. Isso se quisermos que as coisas andem bem para o nosso lado. Quando repassamos os nossos problemas e procuramos nos aprofundar neles, a gente fica pensando que Deus se esqueceu de nós. E não é bem assim. Nós é que nos esquecemos muitas vezes dele. É muito comum alguém pensar que ser cristão é multiplicar orações, correr atrás de alguns santos ou dependurar no pescoço algumas verônicas (medalhas) ou mesmo enrolar no braço algumas fitinhas de Nossa Senhora Aparecida. Acho que não é bem por aí. O que não podemos fazer é nos esquecermos da prática da justiça nem menosprezar a vivência do amor ou deixar de crer com a convicção de quem crê de verdade. Março está aí. E podemos abrir para nós largos caminhos por onde possamos andar alegres, felizes e entusiasmados (Deus dentro de nós). Acho que a vida passa por aí...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Abrindo-se à felicidade

Hoje foi dia de batizado lá na igreja da minha paróquia. Muitas crianças, seus pais, seus padrinhos e um sem número de pessoas presentes. Enriqueciam e valorizavam a administração do sacramento. Mas o que é batizar. Batizar significa mergulhar nos mistérios de Deus. E para isso precisamos ter uma convicção e uma experiência profunda deste Deus que nos criou e nos ama. No batismo recebemos um selo de pertença a este Deus. Selo que não se tira como o selo de um brinquedo comprado na loja, mas um selo de uma outra ordem, a ordem espiritual. Somos convidados a participar da vida divina por todo o sempre. Por isso a responsabilidade nossa, de nossos pais e padrinhos, exige-nos um compromisso de fidelidade e solidariedade que impulsiona o batizando para as profundezas do mistério de Deus. Não compromisso com as propostas do mundo, mas com uma proposta que não acaba aqui. Pois a nossa felicidade na terra é uma qualidade de vida que fica no jogo do dar e receber. Nos projetos de Deus, a vida feliz é algo de gratuito. Então devemos corresponder com a nossa participação e compromisso com esses mistérios divinos. Tornamo-nos filhos de Deus.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O que acha disso?

Valeu a observação feita naquele momento em que eu falava - Quando me identifico com a imagem de alguém, eu me torno cego para as minhas realidades.Eh... Um outro foi categórico : Tudo que impede a experiência de Deus é de origem psicológica. Então me questionei a mim mesmo : Existe outra causa? E fiquei a refletir : Experiência de Deus é um dom, uma graça, por isso não posso provocá-la. Daí duas idéias ficaram a me incomodar o espírito

Primeira : A idéia de um juiz sem misericórdia, dentro de nós, é que nos impede de nos abrirmos a Deus.


Segunda : Quando me encontro com Deus, eu me abro para a minha realidade, a minha verdade.

O que você acha disso?

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Grandeza maior

Sempre procurei uma expressão adequada que pudesse mostrar com fidelidade um sentimento a calçar uma maneira bonita de enxergar as coisas. Hoje ela me veio como por encanto - cultivar a alegria de ver o bem.

Sim, ver as coisas boas e bonitas, acontecendo no meio de nós, mas que não são às vezes notadas como tal. Pequenos gestos, atitudes simples, modos delicados, comportamentos finos e educados. Explico-me : um muito obrigado por algum favor recebido, o dá licença na dificuldade de transitar entre as pessoas, um sinal da cruz discreto do árbitro no final de uma partida de futebol, um graças a Deus como manifestação espontânea, mas agradecida, daquilo que vai na alma, um beijo na chegada ou partida de alguém, um abraço ou um aconchego com a mão entre as suas como força de carinho... e muitas outras.

Isso faz cultura, escreve história e diz da grandeza de uma gente.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Tempo de ternura

É sabido, porque é falado, que toda mulher é insegura. Faz parte de sua natureza. E ela busca o homem. Nele ela encontra a segurança de que precisa. E expressa fisicamente essa necessidade. Corre para junto dele. Apóia-se nele. Quer estar sob sua guarda. Estar perto. Debaixo. Por isso inclina levemente sua cabeça sobre seu corpo. Quer tirar dele uma força.

Ser assim é da essência feminina. E com isso faz a segurança do homem também. É um inteirar-se das carências recíprocas. Um realizar-se de naturezas. Quando encosta a cabeça no ombro do homem, entrega-se ao devaneio. Debruça-se à beira da vida a contemplá-la. Não vê o tempo passar. Perde as dimensões. Não estabelece ponto de referência. Ela se inclui. Ela se entrega, se completa, se realiza. É o tempo da ternura.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Qual das estrelas?

Quando menino, me diziam que contar estrelas no céu faz mal. Se apontasse para elas, dava verruga na ponta do dedo. Pensava comigo, não há outro lugar melhor pra nascer verruga. Contando ou não estrelas, sempre cuidei de algumas. No dedo indicador, no queixo. E não sei se em algum outro lugar. Certo é que, sem contar estrelas, curti-as todas. E são muito bonitas. De ite.

A nem todo mundo é dado esse direito. Pra uns dão trabalho, mas pra outros parece que dão personalidade. Marcam a pessoa. De longe a gente vê a imponência. Pra uns inflamam e merecem cuidados. Pra outros dão colorido à beleza. Certo é que verrugas não faltam. Elas estão na praça. Às vezes na moda.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Falando de um amigo...

Um lembrete para meu amigo Carlos Aquino, que lançou no dia de ontem, sábado, seu último livro, Devaneios de um amante. Foi uma tarde de autógrafos concorrida. Lá estavam seus companheiros, seus amigos e leitores que lêem além do texto. Estes puderam ver e sentir o que uma mulher amada pode produzir na alma de seu esposo. Lourdinha e Carlos viveram felizes numa doação mútua de corações, fundindo almas e sentimentos e constituindo uma família capaz de invejar qualquer um de nossos dias. Foi um exemplo de vida. E continua sendo o coração do Carlos a sede do amor que ficou. O livro de cento e poucas páginas fala bem do que se passa no coração de ambos, lá onde está ela, aqui onde ficou ele, curtindo um amor que dura sempre. É de causar inveja.