Cristo em nosso meio se faz presença viva.
É a Eucaristia, o Corpo do Senhor.
Presente sobre a mesa se dá como alimento,
Fazendo a nós todos seu gesto de amor.
É seu dom maior neste sinal de vida,
Quando o recebemos por força deste pão.
O pão que se faz carne do Cristo Senhor nosso
Se faz também comida pra quem o receber.
É força, é honra, é vida, quando consumida,
Tornando-se a fonte do Espírito de Deus,
Transformando tudo o que existe em nós
Em generosidade e nutre o coração.
Dom maior não há que o dom da Eucaristia,
Se nele buscarmos o pão de cada dia.
O pão se multiplica em forma de perdão
E faz a nossa história chegar ao nosso irmão.
O encontro de nossalma com o Cristo que acalma
Nos faz ganhar a graça de nossa redenção.
Amém, Corpus Christi!...
quarta-feira, 22 de junho de 2011
É a casa da vovó...
Você já viu alguma dona de casa que não tenha seu caderno de receitas? É rechonchudo, de coisas gostosas lá dentro. Sempre está em frangalhos. Folhas soltas, dando pontas rebitadas com algumas páginas engorduradas. As capas andam dentro como a marcar alguma receita de última hora. Estão soltas como já estão algumas folhas.
Aliás, não é bem um caderno. Parece mais um livro. Receitas impressas e dispostas metodicamente. Umas manuscritas e coladas como enriquecimento da coleção. Outras recortadas de revistas ou jornais costumam andar soltas lá dentro. A riqueza está na variedade de requinte. Há coisas simples. Ingredientes caseiros. O caderno está sempre sobre a mesa ou em algum canto pra ser manuseado.
Volta e meia ela tira alguma receita do bolso do avental. Quer dizer, saca uma de supetão, fora de todo script. E os elogios aparecem. E o bom gosto aplaude. Então, lápis e papel na mão. E a receita é guardada. As ocasiões ditam a página. Os gostos se manifestam, enquanto os estômagos roncam e o apetite ganha fúria. Os filhos gostam. E o netos se esbaldam : é a casa da vovó.
Aliás, não é bem um caderno. Parece mais um livro. Receitas impressas e dispostas metodicamente. Umas manuscritas e coladas como enriquecimento da coleção. Outras recortadas de revistas ou jornais costumam andar soltas lá dentro. A riqueza está na variedade de requinte. Há coisas simples. Ingredientes caseiros. O caderno está sempre sobre a mesa ou em algum canto pra ser manuseado.
Volta e meia ela tira alguma receita do bolso do avental. Quer dizer, saca uma de supetão, fora de todo script. E os elogios aparecem. E o bom gosto aplaude. Então, lápis e papel na mão. E a receita é guardada. As ocasiões ditam a página. Os gostos se manifestam, enquanto os estômagos roncam e o apetite ganha fúria. Os filhos gostam. E o netos se esbaldam : é a casa da vovó.
sábado, 18 de junho de 2011
Quando brilha a luz dos olhos
Olhos molhados pelas lágrimas, num gesto de manifestação espontânea de ação de graças, pelo nascimento do Pedro na cidade de um outro Pedro, Petrópolis, não mais importante que meu Pedro, neto,
amanheceu hoje o meu dia, claro, mostrando a alegria da vida, pássaros cantando festivos nos galhos das árvores, nos fios dos postes, nos telhados das casas, as flores abrindo sorrisos macios e delicados...
Um assobio forte aflorou-me aos lábios, exaltando a vida a abrir espaço entre os homens, para se acomodar neste mundo, que Deus criou para todos. Oh, quantos vovozinhos estão por aí a curtir alegria igual à que me bate no peito. A um a tabaqueira distrai sofregamente, a outro o castão da bengala equilibra o corpo, a este os óculos ordenam o olhar, àquele o modo de falar a outro faz contar, mais um a cofiar uma barba bem alinhada, a mim, este outro, o assobio, em tom maior, a marcar um hino de louvor à vida.
Da cabeça aos pés, Amanda e Marcelo se fazem sorriso. Os quatro cantos da casa se arrumam artisticamente, caprichando nos detalhes, para receber o caçula da família de Maria Clara, enquanto a graça de Deus proclama com voz forte sobre aquele berço : tu es Petrus - farei de ti um processador de coisas boas entre os homens.
amanheceu hoje o meu dia, claro, mostrando a alegria da vida, pássaros cantando festivos nos galhos das árvores, nos fios dos postes, nos telhados das casas, as flores abrindo sorrisos macios e delicados...
Um assobio forte aflorou-me aos lábios, exaltando a vida a abrir espaço entre os homens, para se acomodar neste mundo, que Deus criou para todos. Oh, quantos vovozinhos estão por aí a curtir alegria igual à que me bate no peito. A um a tabaqueira distrai sofregamente, a outro o castão da bengala equilibra o corpo, a este os óculos ordenam o olhar, àquele o modo de falar a outro faz contar, mais um a cofiar uma barba bem alinhada, a mim, este outro, o assobio, em tom maior, a marcar um hino de louvor à vida.
Da cabeça aos pés, Amanda e Marcelo se fazem sorriso. Os quatro cantos da casa se arrumam artisticamente, caprichando nos detalhes, para receber o caçula da família de Maria Clara, enquanto a graça de Deus proclama com voz forte sobre aquele berço : tu es Petrus - farei de ti um processador de coisas boas entre os homens.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
É preciso namorar
Vivemos um tempo de efusão, quando se diz que choro é arte não é tristeza. Há gente que sabe ser artista. Sabe amar de verdade. E quando as coisas apertam, a alma se explica. Quando as palavras já não dizem, o amor toma o lugar. E lugar de amor é o coração. Imaginem o amor de mãe. O de pai. De esposa, De amigo, de companheiro. O amor de namorados.
Mas não é mesmo tristeza. É coisa do coração. Da vida. Da história. Do tempo. Do dia. Das pessoas que se amam. Nasce no coração e corre para os olhos. Já viu o olhar dos namorados. A ternura e doçura deste olhar. Lágrimas caem. Molham o rosto. A roupa. A vida. É comovente saber que é amor. E ele brota. Por nada. Aviva os sentimentos. Dá colorido às emoções. Por isso acho que os namorados são artistas.
Às vezes, nasce do nada. Outras vezes de um fato. De um olhar, de um acontecer. De um gesto que constrói. Já vi muitos chorarem. A gente vê o sorriso molhado das lágrimas. Sinal de sentimentos. Da alegria de um sempre. E eles choram pelos cantos do mundo. Quem sabe, sozinhos. Com uma palavra, na boca, de amor. Expressando a alma. Virtude de religião. Amor de Deus. Deixe o amor falar. É coisa dos namorados.
Mas não é mesmo tristeza. É coisa do coração. Da vida. Da história. Do tempo. Do dia. Das pessoas que se amam. Nasce no coração e corre para os olhos. Já viu o olhar dos namorados. A ternura e doçura deste olhar. Lágrimas caem. Molham o rosto. A roupa. A vida. É comovente saber que é amor. E ele brota. Por nada. Aviva os sentimentos. Dá colorido às emoções. Por isso acho que os namorados são artistas.
Às vezes, nasce do nada. Outras vezes de um fato. De um olhar, de um acontecer. De um gesto que constrói. Já vi muitos chorarem. A gente vê o sorriso molhado das lágrimas. Sinal de sentimentos. Da alegria de um sempre. E eles choram pelos cantos do mundo. Quem sabe, sozinhos. Com uma palavra, na boca, de amor. Expressando a alma. Virtude de religião. Amor de Deus. Deixe o amor falar. É coisa dos namorados.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Semana da Unidade dos Cristãos
É bom a gente tomar atitudes, que sabemos, vão convergindo e se afunilando conosco para o interior da terra. Ficam as sementes de nossas ações como fonte de vida colhida pela compreensão daqueles que nos sobrevivem. Isso é bem a expressão de uma comunhão, sinalizada no gesto de unidade, entre os indivíduos que, juntos, querem construir, porque desejam e acreditam, um mundo melhor.
Vivemos densamente, como tempo privilegiado, o período que medeia a festa da Ascensão e a de Pentecostes : a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Como integrantes de um corpo, que se faz envolvido com a unidade e promoção dos cristãos, precisamos priorizar uma parcela do nosso tempo para criar uma oportunidade de trabalhar neste sentido.
A condição de passar à frente é partilhar nossa identidade religiosa, com o ardor que nos é pedido, para dar ao mundo a razão de um amor recíproco que une, fortalece e dá vida. O nosso modo de viver, alegre e fraterno, precisa ser comunicado a todos na força de suprimir as divisões, acabar com os rancores e fazer acontecer a paz entre os homens. Promovendo a união e celebrando a convicção de nossa crença, por certo a vida acontecerá, a paz ganhará um nicho e o mundo viverá mais feliz.
Vivemos densamente, como tempo privilegiado, o período que medeia a festa da Ascensão e a de Pentecostes : a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Como integrantes de um corpo, que se faz envolvido com a unidade e promoção dos cristãos, precisamos priorizar uma parcela do nosso tempo para criar uma oportunidade de trabalhar neste sentido.
A condição de passar à frente é partilhar nossa identidade religiosa, com o ardor que nos é pedido, para dar ao mundo a razão de um amor recíproco que une, fortalece e dá vida. O nosso modo de viver, alegre e fraterno, precisa ser comunicado a todos na força de suprimir as divisões, acabar com os rancores e fazer acontecer a paz entre os homens. Promovendo a união e celebrando a convicção de nossa crença, por certo a vida acontecerá, a paz ganhará um nicho e o mundo viverá mais feliz.
domingo, 5 de junho de 2011
Dia das Comunicações Sociais
A cada dia que passa, eu me empolgo mais com a Igreja de Jesus Cristo. Ela acompanha a história, vive o momento e procura lançar as raízes do bem na realidade vivida pelo mundo que a cerca. Hoje, dia 5 de junho, ela comemora o Dia das Comunicações Sociais com o tema “Verdade, anúncio e autenticidade de vida na era digital”.
O tema resume a reflexão do Papa, sintetizando, para a Igreja de todo o mundo, a sua mensagem fundada na cultura da Comunicação. A Verdade é Jesus Cristo que faz caminho para todos nós em direção à pátria celeste. Assim é que a verdade deve ser comunicada com a força e o poder dos Meios de Comunicação no mundo de uma era digital.
As redes de comunicação, que enfeixam os relacionamentos humanos, devem estar impregnadas pelo espírito de um Deus que nos ama com a proposta clara de nos fazer irmãos uns dos outros. Então, é um remédio para a sacralização do mundo com a presença do amor que leva a vida a todos e faz "nascer uma nova maneira de aprender e pensar", diz o Papa, neste 45º Dia das Comunicações Sociais.
O tema resume a reflexão do Papa, sintetizando, para a Igreja de todo o mundo, a sua mensagem fundada na cultura da Comunicação. A Verdade é Jesus Cristo que faz caminho para todos nós em direção à pátria celeste. Assim é que a verdade deve ser comunicada com a força e o poder dos Meios de Comunicação no mundo de uma era digital.
As redes de comunicação, que enfeixam os relacionamentos humanos, devem estar impregnadas pelo espírito de um Deus que nos ama com a proposta clara de nos fazer irmãos uns dos outros. Então, é um remédio para a sacralização do mundo com a presença do amor que leva a vida a todos e faz "nascer uma nova maneira de aprender e pensar", diz o Papa, neste 45º Dia das Comunicações Sociais.
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