Enquanto passa o Natal, o Ano Novo vem chegando devagar. Vem em passos curtos, lentos, cadenciados e carregados de esperança. É assim que levantamos os olhos tentamos um caminho a percorrer cheio de alegria com a presença de clima e ares de boa qualidade. Não queremos apenas passar de ano, mas mudar efetivamente o modo de viver. Este deve ser um propósito a experimentar de quem busca um crescimento cultural, social, moral e espiritual num tempo propício de oxigênio mais denso de vida.
Trazemos conosco coisas que nos emperram o caminhar como certos hábitos que vamos adquirindo pelo tempo afora. Eles nos deixam amarrados a atitudes e comportamentos, que nunca mudam, impedindo nossa saída do conhecido para um mundo desconhecido de um novo modo de viver. Isso trava o nosso caminhar, fazendo-nos permanecer na mesmice de uma vida sem progresso e sem o aproveitamento de energias boas, que existem caladas dentro de nós.
A vida se faz então comum. Nada se renova e assim vai se tornando enfadonha e prejudicial a nós mesmos, porque não há transformação nem mudança em nossa maneira de ser. Ano Novo é tempo de perder a casca e tomar uma roupagem nova. É inútil a gente querer viver tempo novo sem rever algumas das convicções mais íntimas, que afetam a nossa realização pessoal. Nisso precisamos de coragem para enxergar com clareza aquilo que idealizamos, mas que não serve como fundamento da verdadeira felicidade a que temos direito de experimentar.
Ano Novo é tempo de projetos novos, de novos sonhos e vida nova. Não deixe seu olhar diminuir as coisas que empobrecem os seus projetos. Não admita reduzir o seu dom maior : a vida, porque nós nos tornamos aquilo que amamos. E é certo que amamos como vida aquilo que permanece como anúncio de verdadeira felicidade. http://www.youtube.com/watch?v=apXCmPgcou8&feature=related