Caminhar juntos

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Botão de Quaresmália.

É preciso e importante  que valorizemos os nossos companheiros. São pessoas como nós e merecem sempre, e em qualquer tempo, o nosso respeito. Vamos evidenciar isso sempre que o ambiente nos pedir equilíbrio e educação no tratamento com os outros. Todos ganham porque a causa é comum e os objetivos são os mesmos : a paz e o amor fraterno.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Que nossos mortos descansem em paz!...

Quando a saudade bate na porta de nosso coração, surge a lembrança presa nas amarras da imaginação, volta uma dor com os grilhões de sua maldade, enquanto a alma apara a chuva de bênçãos  que o céu faz cair sobre nós. Por que isso?  Porque o amor faz mudar nossos sentimentos, onde a coragem toma o lugar do medo, o encontro desfaz a solidão e a angústia é fecundada pela graça de Deus. Espantamos os fantasmas, reacendemos em nós a luz da esperança e eliminamos a distância que nos separa dos entes queridos. Dois de novembro, Dia de Finados,  nos devolve  os parentes, os amigos, os conhecidos, os vizinhos, os colegas e  todos aqueles que nos são caros. A imaginação retoca as imagens e o coração ganha volume para acolher o grande  amor que eles renovam em nós.
O cristão não vê hoje o 2 de Novembro  com ares de tristeza, mas como motivo de alegria  ao saber  que a sua fé na ressurreição de Jesus é garantia no caminho em direção à pátria celeste. É um consolo e uma certeza, pois o perdão que nos é oferecido traz a marca da misericórdia de Deus, que nos leva ao eterno descanso junto dele. O que mais podemos querer  e esperar se este penhor nos vem pelo Evangelho de São João :  Senhor, somente tu tens palavra de vida eterna. A certeza nos é dada por ele e dela não podemos abrir mão. O vazio corre por nossa conta se não quisermos saborear a plenitude de seu amor por nós.
A força de uma visita silenciosa e cheia de saudades e reflexões une, numa grande família, os frequentadores do campo sagrado, fazendo do cemitério um lugar de paz e reconciliação. A serenidade da fé deixa cair um olhar lento e indagador sobre aquelas lápides frias que cobrem os túmulos  de nossos  parentes e amigos  ali ainda depositados. As orações se fazem contritas e confiantes em comunhão com todos que ali estão. A alegria de estar ali pertinho dos nossos mortos amaina  as circunstâncias de  tristeza, supera a crise de nossa dor e investe nos louros de uma vitória final. Deus seja louvado por este gesto tão profundo e humano de respeito e amor aos nossos mortos. Ele que não rejeita as nossas orações nem retira de nós a grandeza de sua misericórdia.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Assinalados com o Selo de Deus

Quando chega novembro, chega também em mim o sentimento  da presença de uma áurea de santidade.  Tudo se vê tomado pela mística de um ideal que nos encanta, a nós cristãos, e nos faz fascinados pelo brilho de Deus. É uma alegria contagiante e envolvedora de todas as coisas.  Primeiro de novembro, festa de todos aqueles  santos, que nos precederam na fé e se fazem hoje meta de nossos anseios e objeto de nossas preocupações espirituais, vividas e experimentadas na realidade de nosso mundo cristão.
                A solenidade deste dia é abrangente, porque celebramos a festa dos santos conhecidos e dos que  passam despercebidos, na memória cristã, por não vê-los citados  nas rubricas da liturgia diária como membros da família de Deus. Neste dia convocamos todos eles a cantar um hino de louvor, conhecidos e desconhecidos,  pela vivência  e fidelidade às normas que nos fazem  na terra filhos e herdeiros do céu. Irmanados pela graça e tocados pelo amor ganharam a recompensa do face-a-face com Deus e muitos herdam aqui no mundo dos homens a glória dos altares.
                Sua participação nos acordes eternos de uma liturgia celeste desperta em nós, ainda peregrinos na terra dos mortais, o desejo de ser bons e cumpridores dos compromissos de fidelidade a Jesus. Se aqui nos servem como modelos de vida, no céu se fazem nossos intercessores para que a misericórdia divina chegue até nós, realizando  os desígnios da graça e do amor de Deus. Por isso nos alegramos e lhes prestamos um culto de veneração num gesto solene de nossa comunhão com eles, na trilha santa  de união da Igreja militante com a Igreja triunfante. Somos todos  a família dos assinalados com o selo do Espírito de Deus.