Duas coisas me chamaram hoje a atenção. Após uma história contada pelo locutor de uma rádio, ele pediu para o ouvinte, que tivesse vivido uma experiência semelhante à relatada por ele, fizesse uma admoestação à primeira pessoa que encontrasse pela frente. A outra, foi o fato de alguém conhecido telefonar marcando para mim o horário de uma reunião sem dar a razão que a motivava.
Fui obediente e passei a cumprir o que me foi proposto. E fui pensando. Do jeito que a vida é...
Quando pretender viver bem, trate a vida com o respeito com que se deve tratar a natureza (Modus vivendi).
Fala-se muito nas voltas da vida. E ela tem todas as voltas que precisamos para viver. E quando o rio de voltas da vida passa por mim sentado à beira do caminho, suas águas me arrebatam, levando-me consigo. Então elas me fazem rolar para viver aqui ou alhures, num sorriso de alguém ou na alegria das flores, realçando sempre alguns de seus tópicos.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
domingo, 21 de novembro de 2010
Visitando o Mural de Recados...
Há muitos anos atrás, a história do pensamento registrou a força do Existencialismo como uma dimensão filosófica a pontuar a nossa liberdade e a conseqüente responsabilidade de nosso posicionamento diante da vida. Vinha tocando o mundo imanente do ser humano sem perpetrar o ato com o gesto de um desafio.
Dos seus expoentes, Jean Paul Sartre é um nome forte. Heidegger, Kierkegaard e outros muitos faziam parte desta plêiade. E me lembro de olhar com certa temeridade para as mãos de uma colega, levando o livro de Albert Camus. Ficando raízes em Arthur Shopenhauer, deste aprendi uma definição pessimista de vida, que repito, ainda hoje, aos quatro ventos como recordação melancólica e jocosa dos tempos da Faculdade.
A relação do Existencialismo, envolvendo o mundo religioso, era uma linha freqüente e acentuada no modo de filosofar da época. E a gente sentia que a consciência, como dial da nossa existência, podia muito bem ampliar a voz do nosso ser. No entanto não se vislumbrava aparentemente caminho algum diante de nós. Entretanto dava para fazer um contato do nosso mundo concreto com o mundo da transcendência de Deus, mas as idéias andavam tão diluídas... Acreditávamos na consciência, em nós, como um elemento irredutível, que punha no eu, que se manifestava externamente, toda a sua individualidade.
No livro A Presença Ignorada de Deus, de Viktor E. Frankl, as lições do professor, no campo da Logoterapia, ganham importância maior nos dias de hoje, face ao pluralismo religioso em que vivemos. São largos seus passos na direção da transcendência. Leia, Silvana, porque a Psicologia tem muitos rostos e alguns são muito bonitos.
Dos seus expoentes, Jean Paul Sartre é um nome forte. Heidegger, Kierkegaard e outros muitos faziam parte desta plêiade. E me lembro de olhar com certa temeridade para as mãos de uma colega, levando o livro de Albert Camus. Ficando raízes em Arthur Shopenhauer, deste aprendi uma definição pessimista de vida, que repito, ainda hoje, aos quatro ventos como recordação melancólica e jocosa dos tempos da Faculdade.
A relação do Existencialismo, envolvendo o mundo religioso, era uma linha freqüente e acentuada no modo de filosofar da época. E a gente sentia que a consciência, como dial da nossa existência, podia muito bem ampliar a voz do nosso ser. No entanto não se vislumbrava aparentemente caminho algum diante de nós. Entretanto dava para fazer um contato do nosso mundo concreto com o mundo da transcendência de Deus, mas as idéias andavam tão diluídas... Acreditávamos na consciência, em nós, como um elemento irredutível, que punha no eu, que se manifestava externamente, toda a sua individualidade.
No livro A Presença Ignorada de Deus, de Viktor E. Frankl, as lições do professor, no campo da Logoterapia, ganham importância maior nos dias de hoje, face ao pluralismo religioso em que vivemos. São largos seus passos na direção da transcendência. Leia, Silvana, porque a Psicologia tem muitos rostos e alguns são muito bonitos.
sábado, 13 de novembro de 2010
Repensando o que não foi pensado
Logo que saiu o resultado das eleições me veio a apreensão sobre os votos dados à Marina. No segundo turno iriam para Dilma ou para Serra? Fiquei pensando nos votos de protesto de eleitores que votaram não por votar. Não senti que foram atraídos por isso ou aquilo. E não deram os votos à Dilma como não quiseram dar votos para o Serra. Aconteceu um segundo turno. Mostraram que não queriam Dilma, mas também não aceitavam Serra. O porquê? Todo mundo sabe e diz. Propostas sérias, e de substância, que refletissem um comprometimento com os anseios do povo não vieram de lado algum.
A distribuição dos votos mostrou isso no que foi confirmado no segundo turno com a posição esdrúxula de independência de Marina, que tinha a voz de comando. Marina ficou para trás e daí o repeteco. O povo sentiu que daria um segundo turno e lançou mão deste expediente, esperando que a Marina fosse a presidente na sua maneira de decidir e definir bem as coisas. Aqui o nível de águas sujas subiu. Águas que não serviram para alvejar o processo democrático, mas deu para encardir bem a bandeira de nossa democracia.
E vamos aceitar que isso seja muito natural em política? De jeito nenhum. Todos sentiram e falaram em alto e bom som : Marina dirá quem será vencedor no Brasil. Mas preferiu ela apresentar ao povo brasileiro uma moeda sem cunho algum, sem efígie como a dizer : façam o que vocês quiserem. Deu no que deu. Deu Pilatos. Lavou as mãos. Como quem diz : não me interessa quem será o mandatário do país, Dilma ou Serra. Ela se omitiu e assim concordou que uma porção do eleitorado não qualificasse seu voto com a seriedade que lhe parecia emprestar a candidatura de Marina. E ela se sentiu bem assim para dizer que estava com a consciência livre e em paz. Covardia não acontece só com gente ruim não. Era seu direito? Poderia, tapando a boca e dizer que sim. Mas ela é uma personalidade pública. O povo queria ver sua posição ainda que lhe custasse alguns dividendos. Então falhou. E redondamente... O Brasil ficou decepcionado... Achava que viu que tinha aquilo que não viu, porque não tinha...
A distribuição dos votos mostrou isso no que foi confirmado no segundo turno com a posição esdrúxula de independência de Marina, que tinha a voz de comando. Marina ficou para trás e daí o repeteco. O povo sentiu que daria um segundo turno e lançou mão deste expediente, esperando que a Marina fosse a presidente na sua maneira de decidir e definir bem as coisas. Aqui o nível de águas sujas subiu. Águas que não serviram para alvejar o processo democrático, mas deu para encardir bem a bandeira de nossa democracia.
E vamos aceitar que isso seja muito natural em política? De jeito nenhum. Todos sentiram e falaram em alto e bom som : Marina dirá quem será vencedor no Brasil. Mas preferiu ela apresentar ao povo brasileiro uma moeda sem cunho algum, sem efígie como a dizer : façam o que vocês quiserem. Deu no que deu. Deu Pilatos. Lavou as mãos. Como quem diz : não me interessa quem será o mandatário do país, Dilma ou Serra. Ela se omitiu e assim concordou que uma porção do eleitorado não qualificasse seu voto com a seriedade que lhe parecia emprestar a candidatura de Marina. E ela se sentiu bem assim para dizer que estava com a consciência livre e em paz. Covardia não acontece só com gente ruim não. Era seu direito? Poderia, tapando a boca e dizer que sim. Mas ela é uma personalidade pública. O povo queria ver sua posição ainda que lhe custasse alguns dividendos. Então falhou. E redondamente... O Brasil ficou decepcionado... Achava que viu que tinha aquilo que não viu, porque não tinha...
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Crendo e vivendo...
Pela fé fazemos uma adesão pessoal a Deus. Ele nos vem ao encontro, criando-nos. Convida-nos a participar de sua vida. Doa-se inteiramente a nós a ponto de vir habitar em nosso meio. Criar raizes em nossa natureza, Encarnar-se.
Com isso, entendemos que há um projeto a nosso respeito. Ele é acompanhado passo a passo, Cada momento em seu momento. Ação por ação. Gesto por gesto. Pedra sobre pedra na construção de uma vida, que se organiza de volta em direção a Deus. Não há como esquecer este tempo de edificação. Com isso, desenvolve-se-se um trabalho da parte de Deus. A este corresponde, como complemento indispensável, um trabalho da parte do homem. A Igreja se põe a acompanhar o andamento deste trabalho. Tanto do homem como de Deus, através da articulação das partes deste processo a que chamamos de catequese. A organização das atividades se faz por meio de grandes colunas a que denominamos profissão de fé, sacramentos, mandamentos e oração.
Por isso, fazemos experiências de profundos sentimentos da presença de Deus. Se assim não for, o homem se faz vazio. Nada lhe resta a não ser a sua insignificância, a sua pobreza, a sua pequenez, o seu desapontamento. Pensa encontrar o sorriso da vida, quando falta a alma para dar sentimento ao sorriso da máscara.
Com isso, entendemos que há um projeto a nosso respeito. Ele é acompanhado passo a passo, Cada momento em seu momento. Ação por ação. Gesto por gesto. Pedra sobre pedra na construção de uma vida, que se organiza de volta em direção a Deus. Não há como esquecer este tempo de edificação. Com isso, desenvolve-se-se um trabalho da parte de Deus. A este corresponde, como complemento indispensável, um trabalho da parte do homem. A Igreja se põe a acompanhar o andamento deste trabalho. Tanto do homem como de Deus, através da articulação das partes deste processo a que chamamos de catequese. A organização das atividades se faz por meio de grandes colunas a que denominamos profissão de fé, sacramentos, mandamentos e oração.
Por isso, fazemos experiências de profundos sentimentos da presença de Deus. Se assim não for, o homem se faz vazio. Nada lhe resta a não ser a sua insignificância, a sua pobreza, a sua pequenez, o seu desapontamento. Pensa encontrar o sorriso da vida, quando falta a alma para dar sentimento ao sorriso da máscara.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Quadras e Trovas
A tarde veio mansamente,
semeou a noite pelo chão...
Minhas pálpebras cansadas
buscavam mansamente teu olhar...
Pisando meus versos, teus olhos
distraidamente viajaram
pela imensidão da noite sem fim...
Ouvi mil músicas silenciosas...,
Sonhei mil sonhos..
Divaguei mil noites...
Encontrei teus olhos perdidos,
buscando minh'alma
no escuro de uma eterna solidão... (Rose)
semeou a noite pelo chão...
Minhas pálpebras cansadas
buscavam mansamente teu olhar...
Pisando meus versos, teus olhos
distraidamente viajaram
pela imensidão da noite sem fim...
Ouvi mil músicas silenciosas...,
Sonhei mil sonhos..
Divaguei mil noites...
Encontrei teus olhos perdidos,
buscando minh'alma
no escuro de uma eterna solidão... (Rose)
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