Caminhar juntos

sábado, 13 de novembro de 2010

Repensando o que não foi pensado

Logo que saiu o resultado das eleições me veio a apreensão sobre os votos dados à Marina. No segundo turno iriam para Dilma ou para Serra? Fiquei pensando nos votos de protesto de eleitores que votaram não por votar. Não senti que foram atraídos por isso ou aquilo. E não deram os votos à Dilma como não quiseram dar votos para o Serra. Aconteceu um segundo turno. Mostraram que não queriam Dilma, mas também não aceitavam Serra. O porquê? Todo mundo sabe e diz. Propostas sérias, e de substância, que refletissem um comprometimento com os anseios do povo não vieram de lado algum.
A distribuição dos votos mostrou isso no que foi confirmado no segundo turno com a posição esdrúxula de independência de Marina, que tinha a voz de comando. Marina ficou para trás e daí o repeteco. O povo sentiu que daria um segundo turno e lançou mão deste expediente, esperando que a Marina fosse a presidente na sua maneira de decidir e definir bem as coisas. Aqui o nível de águas sujas subiu. Águas que não serviram para alvejar o processo democrático, mas deu para encardir bem a bandeira de nossa democracia.
E vamos aceitar que isso seja muito natural em política? De jeito nenhum. Todos sentiram e falaram em alto e bom som : Marina dirá quem será vencedor no Brasil. Mas preferiu ela apresentar ao povo brasileiro uma moeda sem cunho algum, sem efígie como a dizer : façam o que vocês quiserem. Deu no que deu. Deu Pilatos. Lavou as mãos. Como quem diz : não me interessa quem será o mandatário do país, Dilma ou Serra. Ela se omitiu e assim concordou que uma porção do eleitorado não qualificasse seu voto com a seriedade que lhe parecia emprestar a candidatura de Marina. E ela se sentiu bem assim para dizer que estava com a consciência livre e em paz. Covardia não acontece só com gente ruim não. Era seu direito? Poderia, tapando a boca e dizer que sim. Mas ela é uma personalidade pública. O povo queria ver sua posição ainda que lhe custasse alguns dividendos. Então falhou. E redondamente... O Brasil ficou decepcionado... Achava que viu que tinha aquilo que não viu, porque não tinha...

8 comentários:

  1. Não podemos ser injustos com a Marina porque ela deu a sua contribuição.

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  2. Não vi injustiça nisso. Afinal ela não se manifestou. Os brasileiros estavm esperando que ela se manifestasse para acompanhá-la. O Brasil estava nas mãos da Marina. O que ela dissesse e apontasse seria o presidente do Brasil. Acho que ela não teve coragem de escolher o presidente da República, porisso o navio foi a deriva. Ela precisava se manifestar sim. Não podia ficar na posição cômoda de independência. Afinal ela é senadora, autoridade pública e o Brasil precisava contar com o que ela pensava de maneira a ser conhecida sua posição.

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  3. Eh...Também vi na posição de independência da candidata um jeito de não se imiscuir, de ficar mal nem com um nem com o outro. Pode ser que tende para um lado e o outro ganhe. Depois... depois fica complicada a minha situação. Fico sendo oposição sem querer ser oposição num governo onde eu poderia ser situação. Mas não é isso que nós queremos de nossos políticos. Queremosa que eles se comprometam seja lá o que acontecer. Ah... mas meu partido foi quem decidiu libewrar os convencionais a escolher o candidato que quisesse. Ora, ora... então por que não deu essa liberdade anters de lançar uma candidata pelo partido. Perdeu e agora não tem decisão para saber qual candidato eu quero? Ah políticos de letras minúsculas!... Destes precisamos nos livrar. Nãqo são os que queremos para nós.

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  4. Quando alguém quer a eleição de seu candidato ele vira a mesa sobre o primeiro que vê na frente. E geralmente esta virada dá em cima de quem ele não gosta ou deasconfia que está fazendo um jogo de cartas marcadas. E acho que foi o caso dela.Pode até ser que a Marina estivesse com as vistas altas, pensando em algum cargo ou ministério com que o eleito a contemplasse logo quando organizasse seu grupo de trabalho. Ou poderia ser um saída honrosa da política, ficando bem com qualquer um que ganhasse as eleições. Mas isso é frustrar a expectativa dos eleitores que buscam qualidades no desempenho político do seu candidato.

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  5. Que me desculpe o Angoritaba, mas a contribuição da Marina pode ser a de não deixar a política bipolarizar no primeiro turno. Na verdade ela ficou em cima do muro, dando margem a pensar que visava um cargo ou ministério quando o eleito, que poderia ser qualquer um dos dois,Dilma ou Serra, montasse o seu grupo de trabalho. Então vejo nisso apenas interesse particular da candidata e não propriamente uma contribuição desapegada e de compromisso.Independência foi falta de proposta ou compromisso sério.

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  6. Em momento algum achei covardia da Marina em se manter neutra no segundo turno. Muito pelo contrário, uma pessoa de caráter, que mateve os seus princípios. Como apoiar publicamente um partido no qual ela saiu, ou no qual ela era oposição? E como colocar a culpa nas costas dela, se não estava nas mãos dela indicar o futuro presidente e sim, estava nas mãos de cada brasileiro indicar o futuro do Brasil?

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  7. Eh, mas como personalidade pública ela não poderia deixar de se manifestar a favor deste ou daquele. Afinal, ela é uma pessoa em que os brasileiro confiaram e lhe passaram um mandato, então ela tinha de dizer para orientar os seus eleitoes que estavam indecisos. Ora, a política, para o bem do país, não poode ser um jogo de interesses pessoais no sentido de se queimar ou não com aquele que deveria ganhar, seja este ou aquela. A pessoa que quer se fazer representante de alguém precisa orientá-lo e ela não fez isso.

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  8. Fiquei profundamente decepcionada com Marina da Silva!!! Ficou em cima do muro...Pena!Eu até que a admirava e esperava "talvez" um pouco mais transparência mas, ela apenas ficou com medo de cair em desagrado com o vencedor(a);

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