Com a abertura do Ano da Fé, agora neste dia 11, Bento XVI convocou também um Sínodo com o fim de estudar e debater sobre uma Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã. Há um número muito grande de padres sinodais vindos dos quatro cantos da terra e muitos participantes de igrejas e comunidades que não vivem em plena comunhão com a Igreja Católica. É interessante observar a atuação ativa de pastores, autoridades, teólogos e outros estudiosos, leigos e religiosos, voltados para as coisas de Deus, debruçando-se sobre os problemas que dificultam a expansão da fé.
A situação pode até ser motivada por uma visão distorcida dos verdadeiros propósitos do Concílio Vaticano II com vistas a um maior diálogo com a sociedade de hoje. Mas não faltam aqueles que querem ver o circo pegar fogo e, em nome de um modernismo, cuja presença de Deus é relegada aos princípios de uma filosofia fora de moda, insistem e lutam por fazer Deus voltar ao seu mundo transcendente e nos deixar quietos a resolver os nossos próprios problemas. Então a fé fica assim esvaziada de seu conteúdo e o mundo envolto num caos de miséria e violência. Assim se impõe uma Nova Evangelização ao contexto atual para que o homem reflita sobre a sua origem, o seu compromisso e a sua total dependência de um Deus que o criou.
Se as circunstâncias nos fazem ver uma situação de indiferença religiosa, também nos fazem forçosamente sentir o quanto de Deus precisamos para acertar nossas decisões diante das encruzilhadas da vida. Verdade que temos experiências, as mais variadas, em todos os campos da atividade humana, mas é importante, para um crescimento na fé, que o homem tome consciência disso. Surgindo a necessidade de luz, surge na mente a imagem daquele que é a verdadeira luz, a verdadeira medida como forma de nossos problemas. Por aqui passa o trabalho de uma Nova Evangelização se assim quiser o homem a solução de rejuvenescimento para o seu mundo anquilosado.