Caminhar juntos

terça-feira, 30 de abril de 2013

O de que é capaz a Juventude


A Jornada Mundial da Juventude se aproxima mais e mais. E vem bastante rapidamente. Apostar nos jovens é ganhar respostas certas, rápidas e bonitas. João Paulo II teve a feliz idéia de convocá-los para um encontro, em âmbito mundial,  numa demonstração clara de carinho e lembrança de sua importância na  construção da história. É um evento ao alcance de jovens de todas as  crenças com  pretensões  na aquisição de valores capazes de sustentar uma sociedade equilibrada, sadia e de maior esperança para os homens.

                Cada vez que ela acontece um tema é desenvolvido, debatido e estudado com afinco em meio a trabalhos incansáveis, que seus responsáveis  realizam em clima de alegria e muita festa. Este ano a festa vai ser brasileira, acontecendo na cidade do Rio de Janeiro, com o tema tirado do finalzinho do Evangelho de Mateus  : Ide e  fazei discípulos entre todas as nações. Ganhou um hino muito bonito de autoria do Pe José Cândido da Paróquia de São Sebastião do Barro Preto, em Belo Horizonte, com a mensagem de um convite para serem amigos  de Deus.

                A Cruz Peregrina ou Cruz dos Jovens, símbolo da fé católica, vem sendo levada pelos jovens aos quatro cantos da terra, desde 1983, com uma recomendação do papa de que  eles a carregassem pelo mundo  como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade, Desde então os jovens acolheram entusiasticamente a proposta de João Paulo II. Ela é acompanhada também por um ícone de Nossa Senhora que é uma cópia contemporânea de um antigo e sagrado ícone encontrado na primeira e maior basílica para Maria a Mãe de Deus, no ocidente, Santa Maria Maior. E é bom lembrar :  o que têm feito os jovens brasileiros para a Jornada que vai acontecer no Rio merece o nosso respeito e admiração.

domingo, 28 de abril de 2013

Foi diferente o dia


Hoje foi um dia diferente para mim. Um grupo grande de casais se reunia em uma igreja. Mas um número grande mesmo de casais. E não era um desses encontros comuns e espalhados por aí com uma dinâmica própria e já preparada de antemão. Não.  E a cura pelo amor foi o tema proposto, mas que não viesse com esquemas nem com tarefas preparadas e organizadas, dessas que servem e se aplicam  frequentemente nos  grupos de casais. Queriam apenas surpreender a minha maneira de pensar e refletir sobre o assunto. Ampla liberdade na exposição do assunto.

                Confrontei logo com eles sobre o poder que a alma tem de pensar, querer e amar. Verbos que indicam ações ligadas diretamente às faculdades superiores do homem : inteligência, vontade e sentimentos que brotam no coração humano. Foi um caminho a construir com eles, tentando criar uma aura de espiritualidade por meios comuns do nosso dia-a-dia. Pensamos num futuro que nós não conhecemos, mas nos deixa confusos sobre aquilo que queremos. Firmamos a idéia de um porvir que é algo consciente e nos faz tomar uma decisão manifestada naturalmente pela vontade firme em decidir as coisas. Matéria que depois é apresentada ao coração, onde ganha a forma de sentimento, que pode nos ferir a alma ou causar hematomas irremediáveis no coração.

                Isso pode trazer conflitos, atritos e desentendimentos para duas pessoas que se dispõem a caminhar juntas pela vida, construindo a montagem e organização de uma família. Trocamos idéias sobre a influência da  comunicação moderna em nossa vida, como a televisão, os jornais, as revistas, o rádio, as redes de comunidades formadas na internet, que pensam por nós, agem por nós, programam por nós, mas não amam por falta de coração.  Muitas vezes não ajudam, mas atrapalham a vivência e a formação equilibrada de um núcleo-família. Propusemos a aquisição de princípios sólidos, estáveis e verdadeiros que faltam  na sociedade de hoje como remédio para curar os males modernos. Onde encontrá-los? Foi quase por unanimidade a resposta : na oração e no perdão. Fiquei satisfeito porque não foi uma imposição, mas uma conclusão de quem queria uma conversa séria.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

O que há, amigo!...


Olho com certa desconfiança o FB. Praça de amigos, praça de comunicadores!...Ali todos aparecem, alguns se mostram, outros se impõem. Querem nos fazer falar a qualquer preço. E a gente vai fazendo uma avaliação silenciosa, usando critérios honestos e cheios de unção pra uns, crocantes pra alguns e vazios pra outros, que nada dizem para muita gente. Observem que alguns lhe pedem amizade e uma vez ganhada nunca lhe dirigem uma palavra de companheirismo ou uma curtição que lhe dê mais vida e mais aproximação. Fica pra gente aquela sensação de que os inimigos nos decepcionam, mas os amigos nos traem.

Não deveria ser assim, mas é a maneira mais humana de fazer um julgamento. Um gesto discreto ou um conselho manso podem revolucionar os sentimentos de alguém e levá-lo a uma avaliação mais profunda no mais completo silêncio de seu interior. É preciso pensar que cada pessoa  vai encontrar a forma mais apropriada de reagir a uma indiferença que não tinha por onde acontecer. Devemos entender  que é importante  a gente encontrar ali, na praça do coração, todas as pessoas que conquistamos como amigas. E quando as tomamos por amigas, nosso carinho e nossa atenção não podem ser limitados a um olhar que claramente  fala de indiferença.

Quem estiver com uma alma vazia de sentimentos não chame para sua sala de conversa alguém que você propositadamente não quer ver incluído como destinatário de suas confidências, de seus arroubos de alma, da  musicalidade de seu bem viver. Talvez sozinho você possa viver melhor sem provocar no espírito do outro o desgaste de um mal-estar e não se sentir culpado por aquilo que a ninguém faz bem. Chamar alguém para perto é a forma mais simples de mostrar uma amizade, Mas fazer-se indiferente, quando o outro se põe a ouvir, pensando-se amigo, é uma maneira cruel de não retribuir em nada aquilo que gentilmente conquistou.

domingo, 7 de abril de 2013

Domingo da Divina Misericórdia


A vida tem as peças e as pessoas em seus lugares. Há peças e pessoas com distintivos tão fortes que a gente se põe a pensar como isso acontece. E porque assim acontece. Assim também há pessoas que  aparecem no mundo com uma missão grandemente específica e determinada. Acreditamos estar diante de um papel que a pessoa deve desempenhar na certeza de seu destino e de uma tarefa de que ela não pode se esquivar. E o mundo ganha porque  são coisas boas da vida e a vida se qualifica porque a bondade ganha dimensões no coração do homem.

Hoje é o segundo domingo da Páscoa. E Santa Faustina é uma destas mulheres privilegiadas a quem Jesus  expressou o seu desejo : a Festa da Divina Misericórdia. Uma revelação simples, mas peremptória como gesto de amor e compaixão por aqueles que olham o túmulo vazio e sentem o corpo de seu Senhor levado para lugar onde não sabem onde é. E ficamos indagando sobre o que vem a ser Misericórdia. Bondade, como aquela inclinação natural do coração humano a fazer o bem?  Clemência, como sentido de perdão que deixa bem tanto quem perdoa como quem é perdoado?  Ou indulgência como uma capacidade que tem o homem de boa vontade em ser tolerante com os defeitos e as fraquezas do outro?

A misericórdia pedida na revelação de Jesus à Santa não tem limites nem medida nem preço. Ela não passa pelos conduites humanos, quando estes  guardam resquícios de punição. Um coração que vive o clima da clemência, da piedade, da compaixão sabe colocar para outro coração a dor, a tristeza, a fraqueza de que é capaz de sofrer.  Não quer isso para si mesmo nem para o outro. Quer tão somente se comunicar.  Quer viver a alegria de os dois se amarem em plenitude. Quer ver a vida se desabrochar em todo o seu esplendor e grandeza. Mas tudo se faz no dom da gratuidade de Deus que é infinitamente misericórdia e proteção. A Festa da Divina Misericórdia tem outros ingredientes e todos fundados no amor (de Jesus).

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Aleluia!... um grito de amor


O aleluia é todo um hino de louvor, completo, sonoro, solene, cheio de vida, retumbante ao nosso Deus. É uma palavra carregada de um sentimento tal que a alma não se contém. E fica a repetir, por muito tempo, como a viver em transe pela beleza daquilo que ela quer traduzir. Exclamação vibrante e de uma luminosidade tão grande a nos enlevar, quase em êxtase, diante do nosso Ressuscitado. Os anjos cantaram glória em Belém, nós  gritamos aleluia em Jerusalém com a surpresa de Deus aos nossos olhos na ressurreição de seu Filho.

Que expressão mais esfuziante você teria para falar de sua impactação à beira do túmulo vazio? É a hora de atualizar a palavra do Senhor Jesus, ainda em vida, quando disse que ressuscitaria no terceiro dia. Sair dos grilhões da morte e romper as barreiras!... Elas  amarravam, por já não participar do movimento de vida, os elementos até então imóveis e aniquilados. É a hora de fazer brotar a vida e recobrar o sopro que impulsiona ao movimento reconhecedor das situações do mundo. É ganhar condições e forma permanente de nova vida e novo ser.

Não dá para a alma ficar em silêncio, alimentando a concepção de alguma coisa que não mais pode ser. A novidade deste acontecimento inusitado faz surpreendente também o aparecimento incontrolável de uma emoção a agitar fortemente nossas cordas vocais num grito alucinante de alegria : Aleluia!...  aleluia!...  aleluia!... É um grito que inesperadamente ganha raízes profundas de uma renovada crença no Cristo que revive entre nós. Há variantes na manifestação básica deste aleluia, mas há concordância substancial no gesto inflamado de gritar o amor, de falar da vida.