Caminhar juntos

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Sem perder a esperança

Na medida em que as coisas andam, umas vão passando, enquanto outras, talvez mais interessantes, vão chegando. Ontem foi  o carnaval, tempo de muita agitação que parecia não ter  fim.  A Quaresma chegando,  ocupou  o espaço com um tema de interesse para todos : a saúde.  A Igreja sempre prega, neste tempo, uma mensagem  abrangente e de proveito para todos. Só não entra neste clima quem não tem, ou foge para não ter, compromisso com a nossa comunidade dos homens. 
Mas se você,  que abre os olhos para a realidade desta sociedade política em que vivemos, quer e está disposto a enxergar, vai aplaudir esta iniciativa por saber que o tema discutido durante este período de quarenta dias é candente e do interesse de muitos , apesar de ser do desagrado de um reduzido número de pessoas que não estão nem aí pelo assunto, mas fingem estar. E ficamos meio boquiabertos por ver que prevalece a vontade deste grupinho de pessoas que se imaginam doutoras no assunto.
Que grupo é este tão falacioso que não dá conta de  seu compromisso com a sociedade? Se você adivinhar, eu lhe serei honesto para dizer que você acertou. Pense nas medidas que foram tomadas, anos atrás, e tiveram seus recursos desviados e desencaminhados sem que se pudessem alcançar os objetivos, cujas verbas e percentuais não chegaram ao meio do caminho. Perderam-se nos primeiros passos de seu caminhar. É claro, temos sistemas bonitos  e pomposos de saúde pública por aí e até mesmo planos de saúde ostentados por iniciativa privada, mas que acabam todos na panela da mesma mexida.
A Quaresma está aí fazendo seu levantamento, suas discussões, seus debates e agitando as consciências para que acordem e façam a vida acontecer nestas filas intermináveis, nestas ruas cheias de doentes,  nestes planos de assistência a que nada assistem. Gritemos por mais saúde. Quem sabe, talvez nossas autoridades possam acordar e nossos políticos sentir vergonha  por não fazer aquilo que é dever seu de fazer.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Em outubro, o Ano da fè

Fiquei feliz com a notícia de que o Ano da Fé acontecerá na Igreja Católica  toda,  de 11 de outubro de 2012 a 24 de novembro de 2013.  Será   grande a alegria ao  comemorar os 50 anos do Concílio Vaticano II. É buscando, celebrando e festejando  que a gente encontra. É batendo insistentemente que se tem a porta aberta. Em todo caso, vale lembrar, é precioso persistência.
A nossa  confiança em Deus está muito diluída e,  por isso, descolorida. Não tem a força de realização. Não sabemos pedir. Nem mesmo esperar. Ficamos lamentando a demora de Deus, sua distância, seu silêncio.  Mas quem  se colocou nesta situação crítica foi o homem mesmo, que virou as costas ao  Criador.  Implantou  formas de regimes totalitários, ousando assim governar o povo  e viver uma liberdade desconsiderando os favores divinos.  E daí é  fácil  entender que, numa condição de pouca intimidade com Deus, ao nosso pedido não segue o gesto de colher o fruto.  Há nisso um sentimento frio de possível desapontamento por nossa falta de fé. O Ano da Fé certamente vem convidar o homem de hoje a buscar,  com humildade,  uma visão mais  clara das coisas nas mãos de Deus.
É verdade que, no século XX, o homem se viu com uma nuvem embaçando o seu espírito. A mente ficou sem força para aguçar. O espírito perdeu seu poder de penetração.  E veio cedo a decepção batendo à sua porta para entrar.  Em bom tempo,  vem o Ano da Fé evitar este retardamento na perda de  dividendos na mesa de nosso Deus. Não podemos abandonar os seus desígnios e querer buscar fora aquilo que está aqui bem junto de nós. O Ano da Fé vem convidar o homem de hoje a retomar o caminho. A  livrar-se da friagem. A fugir da vertigem. A deixar o afastamento de Deus. A sentir o desencontro em que está.   O homem de hoje é convidado a partir para a vitória. Porque não é possível  viver  sem ninguém.  É impossível manter-se distante  dele  -  Deus.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Vindo a bênção...

Bênção é render graças e isso se faz por meio de uma atitude concreta nossa.  Atendendo ao culto devido a ele, assim nos colocamos em todas as nossas ações, gestos, atitudes, acontecimentos e situações por que passamos. A bênção é uma lembrança constante das realizações divinas em nosso proveito. A cada pedido de bênção Deus se faz presente junto de nós, comunicando-nos a sua vida e o seu desvelo.  Subimos a ele na manifestação de um culto de gratidão, que lhe prestamos.  Há, portanto, um compromisso de nossa parte com o bem, que desejamos e praticamos.  Do contrário, a bênção cairia no vazio e se reduziria a uma simples palavra e de nenhum sentido nem conteúdo. Vê-se que é preciso um empenho de nossa vontade no sentido de  reconhecer as maravilhas de Deus.   É preciso lhe prestar o culto que somente a ele é devido.
A bênção se faz oração e nos põe unidos a Cristo. Ela nos faz reconhecer a bondade de Deus nas pessoas, nas coisas, nos acontecimentos e nos fatos históricos da humanidade. Com isso nós, num pequeno gesto, valorizamos os nossos pais como instrumentos-ponte entre nós e o Criador, na prática de constante e repetido elogio, dizendo glória a Deus por tudo o que ele nos concede.
Então, não vejo porque não celebrar uma bênção manifestada numa pequena expressão de pedir a bênção ao nosso pai da terra. É uma maneira bonita de celebrizá-lo,  fazendo visível Deus se tornando presente entre nós com sua força e seu amor. Se os pais hoje atentarem para o conteúdo de uma pedagogia, que faça seus filhos mais felizes e de maior respeito, saberão que constroem um futuro melhor e mais solidário para a humanidade. A família se sentirá feliz e cada um ocupará o seu lugar, na comunidade dos homens, que lhe é destinado por direito.
A bênção, meu pai!...  A bênção, minha mãe!...
Deus te abençoe, meu filho...  e te faça feliz!...

Que venha a bênção...

Ontem, o filho pedia bênção ao pai. Hoje, o pai já não mais abençoa o filho. Por que será? Ainda sou do tempo em que o filho tomava a bênção ao pai. Talvez por causa da consciência da imagem de um Deus que se formava dentro de mim.  Era uma pedagogia familiar que me queria ver feliz. Meus pais me ensinavam, porque compreendiam assim.  Em toda bênção Deus está presente com a sua graça e seus benefícios a nos manter e sustentar na vida.  E era uma maneira simples e pedagógica, na pobreza de seus conhecimentos,  de  atualizar em mim a grande obra da criação. Com este jeito me  faziam ver a importância do ser humano no ápice desta criação. E como conhecemos a grandeza e extensão de sua obra, achamos tudo bonito e qualificamos de maravilha aquilo que Deus fez em nosso favor.
Mas o que vem a ser bênção? A palavra tem origem num verbo latino benedicere que significa dizer bem, fazer elogio de uma pessoa que fez coisas boas para nós e nos cumulou de bens de maneira gratuita.  É claro que tudo isso se dá num contexto de fé, que nós colocamos no que Deus fez para nós. Daí uma aura de respeito às coisas criadas, através de sua Palavra criadora, desde o início dos tempos. Então é de fundamento bíblico a bênção, porque vamos buscar o seu conteúdo na Palavra de Deus.  E esta crença se manifesta por uma  atitude concreta nossa ao fazer o nosso pedido de bênção. Se então peço a bênção ao meu pai, é claro que esta bênção me vem carregada de Deus, que é o criador de todas as coisas.  Ele é o fundamento de todo bem colocado em minhas mãos para dele me servir e usufruir como uma dádiva que nada fiz por merecer.