Na medida em que as coisas andam, umas vão passando, enquanto outras, talvez mais interessantes, vão chegando. Ontem foi o carnaval, tempo de muita agitação que parecia não ter fim. A Quaresma chegando, ocupou o espaço com um tema de interesse para todos : a saúde. A Igreja sempre prega, neste tempo, uma mensagem abrangente e de proveito para todos. Só não entra neste clima quem não tem, ou foge para não ter, compromisso com a nossa comunidade dos homens.
Mas se você, que abre os olhos para a realidade desta sociedade política em que vivemos, quer e está disposto a enxergar, vai aplaudir esta iniciativa por saber que o tema discutido durante este período de quarenta dias é candente e do interesse de muitos , apesar de ser do desagrado de um reduzido número de pessoas que não estão nem aí pelo assunto, mas fingem estar. E ficamos meio boquiabertos por ver que prevalece a vontade deste grupinho de pessoas que se imaginam doutoras no assunto.
Que grupo é este tão falacioso que não dá conta de seu compromisso com a sociedade? Se você adivinhar, eu lhe serei honesto para dizer que você acertou. Pense nas medidas que foram tomadas, anos atrás, e tiveram seus recursos desviados e desencaminhados sem que se pudessem alcançar os objetivos, cujas verbas e percentuais não chegaram ao meio do caminho. Perderam-se nos primeiros passos de seu caminhar. É claro, temos sistemas bonitos e pomposos de saúde pública por aí e até mesmo planos de saúde ostentados por iniciativa privada, mas que acabam todos na panela da mesma mexida.
A Quaresma está aí fazendo seu levantamento, suas discussões, seus debates e agitando as consciências para que acordem e façam a vida acontecer nestas filas intermináveis, nestas ruas cheias de doentes, nestes planos de assistência a que nada assistem. Gritemos por mais saúde. Quem sabe, talvez nossas autoridades possam acordar e nossos políticos sentir vergonha por não fazer aquilo que é dever seu de fazer.