Caminhar juntos

segunda-feira, 29 de julho de 2013

O Papa entre nós

            O Papa Francisco veio ao Brasil, chegou com simplicidade de quem é simples, sorriu com o sorriso de quem sabe sorrir, falou como ninguém sabe falar e se instalou mansamente em nosso coração. Deixou sua palavra de confiança na vida. Convidou-nos a uma coragem de quem não tem medo. Deu-nos a entender coisas de que até então não tínhamos conhecimento; Amou-nos com a ternura de   quem sabe amar. Trouxe-nos para dentro de um clima de santo de um modo que ninguém mais sabe fazer.
            Ficou o tempo acertado que deveria ficar. Não avançou barreiras nem desobedeceu ao que lhe foi proposto. Cumpriu o programa que lhe foi dado sem ultrapassar os limites do bom senso. Ganhou o carinho de um povo em expectativa e correspondeu ao que o coração lhe ditou em matéria de bondade. Foi muito mais do que esperávamos. Não chegou a ser o que se desejava fora dos limites da personalidade de um santo homem. Tudo foi bom e na medida do coração de um povo que sabe acolher e amar.
            Tomou de volta o caminho de  casa o avião que o devolveu ao Vaticano, lugar da morada de Pedro, o dono dos peixes, o animador das almas, o pescador de homens. O fruto da pesca o tempo dirá. E a contar pelo que se viu, e a falar pelo que deixou, e  a avaliar pelo que  sentiu aquele que com ele passou esses dias, experimentamos a presença de Deus em tudo que aconteceu, sentimos as bordas do céu, tocamos a invisível graça de Deus. Tudo ficou registrado, escrito, pintado na alma de uma juventude, que é menina dos olhos de um Deus, que gostou de estar aqui conosco.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Saber encontrar o caminho

Um dia ouvi alguém dizer que se, na eternidade, tivesse que ouvir sempre uma música de que  gosta aqui na terra, isso seria o inferno para ele. Há muito de pensável sabedoria no que foi dito.  Assim também há um leque de conclusões a que se pode chegar com esta afirmação. Infeliz talvez o juízo que se faz com o nosso modo de pensar daqui. Se fizermos isso o nosso comprometimento com as coisas que abdicamos seria insuportável.

Há na vida oportunidade que nos é dada uma só vez.  Se não a agarrarmos, ela se afasta, de vez, de nós e a chance fica perdida de maneira irreparável. Dizem também  (e isso  podemos comprovar por nós mesmos)  que o amor passa por nós algumas vezes  e não o buscamos no lugar certo onde o podemos encontrar.  E aí, por culpa nossa, procuramos inventar histórias para justificar a nossa infelicidade. E assim a vida não tem o sabor que deveria ter. E vamos vivendo o tempo a lamentar o ocorrido.


Por outro lado nos fazemos vizinhos de uma realidade permanente que deveria morar conosco. Dentro de nós. Na nossa casa. Envolver-nos-ia com sua intimidade. Tomaria posse de nossos corações. Marcaria nossa vida com alegria, porque está à nossa disposição se oferecendo em todas as situações. No entanto, nós a rechaçamos com certa veemência e desprezo. Basta que a acolhamos e estabeleçamos com ela uma relação viva e de profunda intimidade. Ela tem a propriedade de nos dar uma eternidade feliz numa música que  eterniza o nosso bem-estar : o paraíso.  É a santidade.  Ela  se oferece a nós em toda situação.