Caminhar juntos

terça-feira, 15 de março de 2011

Somos filhos e Deus é Pai

Neste tempo de Quaresma, um pergunta fica no ar : para mim, para você, para todos nós. Qual é a minha atitude diante de Deus? E sei que, de entrada, já lhe apresentamos as nossas credenciais, as nossas justificativas, os nossos pedidos. Começamos pedindo perdão pelas coisas que não fizemos bem feitas, pois acreditamos na força de Deus em nós, quando lhe abrimos os ouvidos para ouvir sua palavra e lhe damos o coração para que ela possa nele aninhar-se bem lá no fundo. Assim, vamos procurar colher bem o que ainda temos de ternura no coração para passá-la ao coração de Deus. Importa sermos nós mesmos. Não querer ser o que não somos. Assim, Deus pode trabalhar sossegado e confiante naquilo que lhe apresentamos : um coração contrito, humilhado e também com alguma ternura ainda que nos resta bem lá dentro. Deus então lembrará de nossa frágil humanidade, da simplicidade de nosso coração. Com isso Deus vê também a nossa vontade de nos aproximarmos cada vez mais dele, ratificando nosso propósito de andarmos sempre aí por perto, rondando sua casa. Caminhando com coração, neste tempo de reconciliação, esforçamo-nos por continuar sempre na palma de sua mão. Acho que seria a maneira de respondermos à pergunta que se colocou hoje para nós. Por que? Porque somos filhos e Deus é Pai.

7 comentários:

  1. A Igreja é sábia quando coloca para nós este tempo de perdão. Aliás, pensando bem, o perdão é uma proposta de qualquer hora. Se vivermos a oportunidade de receber ou dar um perdão, a gente vai perceber de maneira nítida que perdoar é mais fácil do que receber. Você já se viu numa condição desta?

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  2. É sempre um consolo este Somos filhos e Deus é Pai.

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  3. É estranho em nosso coração o sentimento de não se arrepeder daquilo que a gente faz. Fazemos coisas certas de que precisamos nos arrepender porque feitas em ocasião que não era oportuna. Imaginem não se arrepender de coisa errada então. Deus conhece a vontade de cada um, mas conhece tasmbém aquele sentimento mais sutil que dá um arzinho de orgulho ou egoismo às nossas atitudes. Muitas vezes devemos repensar nossa maneira de ver as coisas ou fazer nossas colocações. Quaresma ´´e tempo de raciocinarmos mais ou menos assim. Não podemos ficar renitentes.

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  4. Não precisava honra maior essa de ser filho de Deus. Esta certeza já nos consola e faz felizes.

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  5. Vamos questionar, num tempo como este, esses caras que se dizem modernos e tentam dessacralizar a vida e tudo aquilo que ela contém, a fim de pareceram gente atualizada do nosso tempo. Aqueles que se fazem de moderninhos e não sabem onde a galinha botou o ovo. O que podem dizer das coisas bonitas que a vida tem e dos sentimentos de fraternidade que brotam do coração humano a cada instante. Dessacralizando eles tornam as coisas profanas e com isso negam o sagrado como intervenção de Deus na nossa história e na realidade dos seres ou da existência. Eles que se vêem perdidos e sem rumo neste mundo caótico como o que está aí. Qual o ponto de referência que têm se o profano que querem é o contínuo e a mesmice em tudo que possa acontecer. Eles que se devem posicionar e indagar da vida : onde, de onde venho e para onde vou, ou melhor, o que estou fazendo aqui? O que tenho a dizer daquilo que eu acho que estou vendo.

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  6. Outro dia alguém me pediu para fazer uma oração em sua intenção para alcançar a graça de um emprego, alegando que sou uma pessoa religiosa.
    A alegação não me convenceu não, porque entendo que todas as pessoas são religiosas pela sua própria razão de ser. O fato de existirmos já nos faz pessoas consagradas com tendência para comunicação com a divindade. A abertura para esta comunicação é esta condição de nós existirmos em oposição ao não-existir. A existência é o real opondo-se ao não-real. É o ser ao não-ser. Se somos é porque houve a intervenção divina tirando-nos do nada e fazendo-nos ser (existir). Aí estamos marcados definitivamente. E, pelo fato de termos as nossas limitações, nos sentimos incapazes de sermos por nós mesmos este ser, este existir. Então está em nós esta abertura representada pelo desejo de poder que é real em nós pela marca da divindade. É a abertura, ou canal, de comunicação com este poder que nos trouxe do nada ao existir. Fui pelo meu caminho filosofando e pensando na pessoa que acreditou em mim, mas se anulou no pedido que ela mesma deveria fazer a este Deus que intervém em nosso vida, proporcionando-nos aquilo de que precisamos. E tive vontade de voltar e procurar por ela para lhe propor que pedisse,ela mesma, a graça de que estava precisando. São esses flasches da realidade que nos colocam grilos na cabeça.

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  7. Muitas vezes me encabula lembrar da minha insignificância diante de Deus. Quando alguém, que respeita e quer acertar, pensa na grandeza das coisas ou na sutileza e profundidade das realidades espirituais fica pensativo e confundido e perplexo como se fica diante de um mistério. Eu sou assim.

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