Caminhar juntos

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O JEITO DA SANTA DE RUA

Quem quer se doar não olha tempo. Quem vai se aproximar busca um lugar. Amar não é questão de jeito. Amar é problema de amor.   É mulher de estar sempre por perto.   Colada no calcanhar.  Mirando-se no espelho do outro. Aplaude o espelho e se satisfaz com a imagem que vê.  Ama e valoriza a vida do irmão.

O outro tem sentido. Tem seu lugar. Não lhe inveja o ser. A alteridade lhe é sempre parceira. A ninguém diminui. Nem despreza. Nem deixa pra lá. Não faz que não vê. Sabe trazer pra perto. Faz entrar na roda. Abre espaço para o outro. Dá-lhe sempre a vez. É assim que faz. . Gosta. Sente prazer em ver o outro bem.

É assim que vive. Que procede. Que se coloca na vida. A realidade é o mundo que vive. Deixa a gota d’água cair. Não lhe interrompe a queda. Não lhe traça o destino. Sabe que a gota cumpre seu papel.  Sua tarefa de fazer a vida acontecer à sua maneira. É feliz em ver o curso das coisas. Ela se realiza em  sentir a vida brotar.

Um comentário:

  1. Santos... nós os encontramos pelas ruas e não damos conta de que passamos por alguns deles. Há muita gente boa que nos chama a atenção e silenciamos à sua passagem sem ousar declará-los aos outros... Somos omissos ou indolentes?

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