Fim de
ano. É tempo de reflexão e de um
profundo exame de consciência. Somos conduzidos
a recordar aquilo que fizemos, a
rever o em que agimos corretamente ou a nos inteirar, para corrigir, daquilo em
que falhamos quanto aos propósitos que assumimos no início do ano.
É o tempo de
um profundo gesto penitencial que cubra todos, grandes e pequenos, os atos de
nossa vida daquilo que deveríamos fazer e não fizemos.
É a hora mais
certa para um pedido de perdão por não sermos aquilo a que nos propusemos ser, quando na verdade não o fomos.
É a
oportunidade de colocarmos para Deus, com sincera abertura de alma, as feridas
do nosso pecado para recebermos dele o bálsamo da graça de seu perdão.
É o momento
propício para abrirmos o nosso coração e deixarmos que Deus toque, com seu
amor, aquele lugar onde não chegamos nem com o pensamento, por sermos
desatentos e distraídos, presos que
estamos ao mundo das nossas insuficiências e misérias.
É a época
certa de termos os olhos abertos para
vermos as belezas da vida ofuscadas pelas futilidades de nossas manifestações
tão mesquinhas.
É um período de
unção para sentirmos e avaliarmos a bondade das coisas e acordarmos do mal uso
que delas fazemos, pensando termos vivido intensamente a vida que levamos.
É o ponto de
um grande ensejo para colocarmos as coisas nos lugares, deixando nas mãos de
Deus aquilo que a ele pertence e assumindo o que nos caracteriza e faz seres
livres.
É a ocasião
boa para praticarmos a humildade, reconhecendo com dignidade a nossa ingratidão e a reduzida capacidade de
nossa competência e a limitada grandeza de nossas ações.
É a hora
humana de tirarmos de nós o que nos deixa divinamente longe de Deus.
É a hora
divina de pedirmos a Deus o que nos faz humanamente mais próximos dele.
É a hora mais
certa de nos desprendermos totalmente de nós mesmos, deixando para trás nossas
petulâncias, nossos apegos, nossas cegas insistências, nossas ardências
contaminadas, nossos desvios de inclinações, nossos incontidos desafios para
nos abandonarmos por inteiros no colo de Deus.
É a hora de
pedirmos a Deus que leve consigo nossos sonhos e os realize, se forem aproveitáveis, de acordo com sua vontade, na certeza de que
por nós nada podemos e nada podemos sem ele. Assim sendo, basta-nos tão somente
a sua graça.
O fim de ano nos convida mesmo a uma retrospectiva em noss vida. Isso se quisermos fazer alguns acertos. Mas se preferirmos deixar as coisas correrem soltas é só alcar com as consequências. Creio que as pessoas de bom senso sempre fazem uma revisão nas coisas.
ResponderExcluirQuanto tempo.
ResponderExcluirMas fim de ano todos se encontram.
É hora mesmo de pedir as bênçãos do céu.
Um abraço.
Fim de ano me dá um nostalgia que não sinto nem vontade de festejar. Se precisar a gente passa por ele sem dar muita atenção.
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