Penso e acho
que deve estar sendo desenvolvida uma atividade muito grande por este mundo
afora sobre os conteúdos da fé cristã. Quando Bento XVI propôs este ano como o Ano da Fé, teve sua
visão muita mais voltada para a fé em si mesma, chamando a atenção dos cristãos
para as preocupações com um comportamento que não desperta nem enriquece em nós
esta virtude. Pode o fato levar o
cristão a uma situação de empobrecimento e até mesmo chegar à perda desta
crença e confiança na Palavra de Deus. Ele falou de um tecido cultural unitário que já não mais faz sentido para o mundo
de hoje.
Este modo de
ver faz lembrar ainda um posicionamento do João Paulo II, que observou, numa
manifestação ao Povo de Deus, sobre a
necessidade de se pregar novamente o querigma em muitos setores da sociedade,
que já perderam os fundamentos de sua fé. Por quê? Porque o homem já não se sente mais um ser religioso, saído das mãos de Deus, e, portanto, se diz sem religião. E vale dizer
que não se sente mais compromissado com os fundamentos que pregam um Cristo como
Senhor da história. Ora, a nossa missão
é nos tornar sal da terra e se perdemos o sabor deixa de existir o condimento
necessário para cristianizar e deixar o mundo mais perto de Deus.
Então, o nosso
batismo ficou esquecido e se tornou apenas um registro que não nos compromete. Também não tem valor algum neste mundo tão conturbado e sem a prática de
valores duradouros. O nosso ato de fé já não aprofunda suas raízes no terreno
invisível do coração de Deus, perdendo aquela relação nossa íntima e necessária
com aquilo que declaramos aos nossos companheiros de caminhada. O que juramos
professar diante dos outros Já se tornou vulgar e já não diz mais nada. Tanto
faz como tanto fez. O mundo é de quem mais avança, de quem mais produz, de quem
for mais esperto. Já não há mais porta que nos permita entrar em
comunhão com Deus. Vivemos em convulsão.
Acho que vai dar muitos frutos este ano da fé. É preciso que a pessoa tome consciência do que está acontecendo e procure sentir aquilo com que pode contribuir. Se tivermos coragem de agir tudo dará certo.
ResponderExcluirFoi um momento muito feliz a decretação do Ano da Fé...
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