Caminhar juntos

sábado, 1 de junho de 2013

O que penso e sinto...

Penso e acho que deve estar sendo desenvolvida uma atividade muito grande por este mundo afora sobre os conteúdos da fé cristã. Quando Bento XVI  propôs este ano como o Ano da Fé, teve sua visão muita mais voltada para a fé em si mesma, chamando a atenção dos cristãos para as preocupações com um comportamento que não desperta nem enriquece em nós esta virtude. Pode o fato  levar o cristão a uma situação de empobrecimento e até  mesmo chegar à perda   desta crença e confiança  na Palavra de Deus.  Ele falou de um tecido cultural unitário que já não mais faz sentido para o mundo de hoje.

Este modo de ver faz lembrar ainda um posicionamento do João Paulo II, que observou, numa manifestação ao Povo de Deus,  sobre a necessidade de se pregar novamente o querigma em muitos setores da sociedade, que já perderam os fundamentos de sua fé. Por quê?  Porque o homem já não se sente mais  um ser religioso, saído das mãos de Deus,  e, portanto, se diz sem religião. E vale dizer que não se sente mais compromissado com os fundamentos que pregam um Cristo como  Senhor da história. Ora, a nossa missão é nos tornar sal da terra e se perdemos o sabor deixa de existir o condimento necessário para cristianizar e deixar o mundo mais perto de Deus.


Então, o nosso batismo ficou esquecido e se tornou apenas um registro que não nos compromete.  Também não tem valor algum  neste mundo tão conturbado e sem a prática de valores duradouros. O nosso ato de fé já não aprofunda suas raízes no terreno invisível do coração de Deus, perdendo aquela relação nossa íntima e necessária com aquilo que declaramos aos nossos companheiros de caminhada. O que juramos professar diante dos outros Já se tornou vulgar e já não diz mais nada. Tanto faz como tanto fez. O mundo é de quem mais avança, de quem mais produz, de quem  for mais esperto.  Já não há mais porta que nos permita entrar em comunhão com Deus. Vivemos em convulsão.

2 comentários:

  1. Acho que vai dar muitos frutos este ano da fé. É preciso que a pessoa tome consciência do que está acontecendo e procure sentir aquilo com que pode contribuir. Se tivermos coragem de agir tudo dará certo.

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  2. Foi um momento muito feliz a decretação do Ano da Fé...

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