Hoje foi um
dia diferente para mim. Um grupo grande de casais se reunia em uma igreja. Mas
um número grande mesmo de casais. E não era um desses encontros comuns e
espalhados por aí com uma dinâmica própria e já preparada de antemão. Não. E a cura pelo amor foi o tema proposto, mas
que não viesse com esquemas nem com tarefas preparadas e organizadas, dessas
que servem e se aplicam frequentemente nos
grupos de casais. Queriam apenas
surpreender a minha maneira de pensar e refletir sobre o assunto. Ampla
liberdade na exposição do assunto.
Confrontei
logo com eles sobre o poder que a alma tem de pensar, querer e amar. Verbos que
indicam ações ligadas diretamente às faculdades superiores do homem :
inteligência, vontade e sentimentos que brotam no coração humano. Foi um
caminho a construir com eles, tentando criar uma aura de espiritualidade por
meios comuns do nosso dia-a-dia. Pensamos num futuro que nós não conhecemos,
mas nos deixa confusos sobre aquilo que queremos. Firmamos a idéia de um porvir
que é algo consciente e nos faz tomar uma decisão manifestada naturalmente pela
vontade firme em decidir as coisas. Matéria que depois é apresentada ao
coração, onde ganha a forma de sentimento, que pode nos ferir a alma ou causar
hematomas irremediáveis no coração.
Isso
pode trazer conflitos, atritos e desentendimentos para duas pessoas que se
dispõem a caminhar juntas pela vida, construindo a montagem e organização de uma
família. Trocamos idéias sobre a influência da comunicação moderna em nossa vida, como a
televisão, os jornais, as revistas, o rádio, as redes de comunidades formadas
na internet, que pensam por nós, agem por nós, programam por nós, mas não amam por falta de coração. Muitas vezes não
ajudam, mas atrapalham a vivência e a formação equilibrada de um núcleo-família.
Propusemos a aquisição de princípios sólidos, estáveis e verdadeiros que faltam
na sociedade de hoje como remédio para
curar os males modernos. Onde encontrá-los? Foi quase por unanimidade a
resposta : na oração e no perdão. Fiquei satisfeito porque não foi uma
imposição, mas uma conclusão de quem queria uma conversa séria.
Também gosto de viver momentos como este. Trazem paz de espírito e denotam a consciência do que temos a fazer na vida.
ResponderExcluirNão podemos aceitar hematomas em nossos corações. Temos de arranjar um jeito de curá-los. E é só mesmo o amor que é capaz disso.
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