Caminhar juntos

domingo, 28 de abril de 2013

Foi diferente o dia


Hoje foi um dia diferente para mim. Um grupo grande de casais se reunia em uma igreja. Mas um número grande mesmo de casais. E não era um desses encontros comuns e espalhados por aí com uma dinâmica própria e já preparada de antemão. Não.  E a cura pelo amor foi o tema proposto, mas que não viesse com esquemas nem com tarefas preparadas e organizadas, dessas que servem e se aplicam  frequentemente nos  grupos de casais. Queriam apenas surpreender a minha maneira de pensar e refletir sobre o assunto. Ampla liberdade na exposição do assunto.

                Confrontei logo com eles sobre o poder que a alma tem de pensar, querer e amar. Verbos que indicam ações ligadas diretamente às faculdades superiores do homem : inteligência, vontade e sentimentos que brotam no coração humano. Foi um caminho a construir com eles, tentando criar uma aura de espiritualidade por meios comuns do nosso dia-a-dia. Pensamos num futuro que nós não conhecemos, mas nos deixa confusos sobre aquilo que queremos. Firmamos a idéia de um porvir que é algo consciente e nos faz tomar uma decisão manifestada naturalmente pela vontade firme em decidir as coisas. Matéria que depois é apresentada ao coração, onde ganha a forma de sentimento, que pode nos ferir a alma ou causar hematomas irremediáveis no coração.

                Isso pode trazer conflitos, atritos e desentendimentos para duas pessoas que se dispõem a caminhar juntas pela vida, construindo a montagem e organização de uma família. Trocamos idéias sobre a influência da  comunicação moderna em nossa vida, como a televisão, os jornais, as revistas, o rádio, as redes de comunidades formadas na internet, que pensam por nós, agem por nós, programam por nós, mas não amam por falta de coração.  Muitas vezes não ajudam, mas atrapalham a vivência e a formação equilibrada de um núcleo-família. Propusemos a aquisição de princípios sólidos, estáveis e verdadeiros que faltam  na sociedade de hoje como remédio para curar os males modernos. Onde encontrá-los? Foi quase por unanimidade a resposta : na oração e no perdão. Fiquei satisfeito porque não foi uma imposição, mas uma conclusão de quem queria uma conversa séria.

2 comentários:

  1. Também gosto de viver momentos como este. Trazem paz de espírito e denotam a consciência do que temos a fazer na vida.

    ResponderExcluir
  2. Não podemos aceitar hematomas em nossos corações. Temos de arranjar um jeito de curá-los. E é só mesmo o amor que é capaz disso.

    ResponderExcluir