A vida tem as
peças e as pessoas em seus lugares. Há peças e pessoas com distintivos tão fortes que a gente se põe
a pensar como isso acontece. E porque assim acontece. Assim também há pessoas que aparecem no mundo com uma missão grandemente específica e determinada. Acreditamos
estar diante de um papel que a pessoa deve desempenhar na certeza de seu
destino e de uma tarefa de que ela não pode se esquivar. E o mundo ganha
porque são coisas boas da vida e a vida
se qualifica porque a bondade ganha dimensões no coração do homem.
Hoje é o
segundo domingo da Páscoa. E Santa Faustina é uma destas mulheres privilegiadas
a quem Jesus expressou o seu desejo : a Festa da Divina Misericórdia. Uma revelação simples, mas
peremptória como gesto de amor e compaixão por aqueles que olham o túmulo vazio
e sentem o corpo de seu Senhor levado para lugar onde não sabem onde é. E
ficamos indagando sobre o que vem a ser Misericórdia. Bondade, como aquela
inclinação natural do coração humano a fazer o bem? Clemência, como sentido de perdão que deixa
bem tanto quem perdoa como quem é perdoado?
Ou indulgência como uma capacidade que tem o homem de boa vontade em ser
tolerante com os defeitos e as fraquezas do outro?
A misericórdia
pedida na revelação de Jesus à Santa não tem limites nem medida nem preço. Ela
não passa pelos conduites humanos, quando estes
guardam resquícios de punição. Um coração que vive o clima da clemência,
da piedade, da compaixão sabe colocar para outro coração a dor, a tristeza, a
fraqueza de que é capaz de sofrer. Não quer isso para si mesmo nem para o outro. Quer tão somente se comunicar. Quer viver a alegria de os dois se amarem em plenitude. Quer ver a vida se
desabrochar em todo o seu esplendor e grandeza. Mas tudo se faz no dom da gratuidade de
Deus que é infinitamente misericórdia e proteção. A Festa da Divina
Misericórdia tem outros ingredientes e todos fundados no amor (de Jesus).
É o sentimento mais profundo e misterioso que passa pelo coração do ser humano. É preciso senti-lo e vivê-lo por um instante para para aquilatar a grande de um gesto de misericórdia.
ResponderExcluirJoão Paulo II não pensou duas vezes. Viu que o Domingo da Misericórdia pode trazer muitos benefícios espirituais para a humanidade. Hoje o terço da divina misericórdia está divulgado em todo o mundo com grande êxito. Parabéns.
ResponderExcluirO mundo ganhou com a instituição desta festa da divina misericórdia. O povo compreendeu bem o seu sentido e principalmente colocada no domingo seguinte ao da ressurreição. Isso é muito bom.
ResponderExcluirNão sabia que fosse um domingo celebrado como festa da igreja não. Pensei num domingo normal, apenas por ter leituras bíblicas voltadas para o assunto.
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