Estou na expectativa cristã. Sim,
é uma expectativa com sentimento restrito, pois se trata de assunto que não interessa, de maneira tão premente
assim, a muitas pessoas. Em verdade, o
interesse nosso tem conotações diferentes e fala muito mais ao espírito que nos
constitui do que ao espírito do mundo que tem sua marca num individualismo que
não se importa com ninguém. O mundo quer poder. Tem necessidade de registrar
sua identidade com o grito de uma razão que só lhe serve como instrumento de
conquista. Objetiva-se no jogo de interesses escusos e usa dos meios de quem parece se envolver com algo que em
nada quer e não lhe diz respeito.
No entanto, quer estar focando um
quadro que ele acha não ter moldura, mas lhe interessa na medida de um fato que
todos comentam e ele não pode ficar de fora para não dar ensejo ao alheamento
sobre o mosaico de um mundo moderno. O papa vai se recolher aos moldes de uma
vida monástica, vai entregar-se por inteiro ao clima da oração, a fim de
doar-se em alma e espírito à comunhão de sua Igreja. Ao renunciar ao cargo de
sucessor de Pedro, assume uma nova postura em função de um projeto maior que é
a promoção de uma Igreja mais viva e dinâmica no anúncio do Evangelho.
Alguém, no mundo de hoje, teria
um desprendimento deste!... A sua mensagem com este gesto, longe de ser um
fracasso, é um ato de pura coragem, fruto insofismável das luzes do Espírito de
Deus e da certeza de sua presença nos caminhos da Igreja. A serenidade com que
encarou uma situação, tão inusitada quanto pessoal e de pureza de responsabilidade,
fez a Igreja balançar na tradição de seus fundamentos e sentir que o Cristo,
mais do que nunca, fala alto e com autoridade no seu trabalho evangelizador nos
campos de um mundo que se quer moderno. Seu contato com Deus, nos moldes de uma
vida contemplativa recolhida às medidas e paredes de um mosteiro no Vaticano, dá-nos
uma visão, quase material e física, de
um homem de Deus diante de seu Criador. Ad
majorem gloriam Dei.
Há muitos em nosso meio. E não precisa abrir muito os olhos, basta ter coragem e querer enxergá-los.
ResponderExcluirPor que não temos coragem de ser como somos. Santo é aquele que se expõe sem querer aparecer. Santo é aquele que ousa sem se importar com o que dizem os outros. Santo é o que é santo sem estar se comparando e olhando outro santo parecendo estar competindo. O santo é independente sendo ao mesmo tempo obediente e submisso. Sou admiradora deste santo que aí está.
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