Caminhar juntos

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Um santo ainda de pé


Estou na expectativa cristã. Sim, é uma expectativa com sentimento restrito, pois se trata de assunto  que não interessa, de maneira tão premente assim, a muitas pessoas.  Em verdade, o interesse nosso tem conotações diferentes e fala muito mais ao espírito que nos constitui do que ao espírito do mundo que tem sua marca num individualismo que não se importa com ninguém. O mundo quer poder. Tem necessidade de registrar sua identidade com o grito de uma razão que só lhe serve como instrumento de conquista. Objetiva-se no jogo de interesses escusos  e usa dos meios  de quem parece se envolver com algo que em nada quer e não lhe diz respeito.

No entanto, quer estar focando um quadro que ele acha não ter moldura, mas lhe interessa na medida de um fato que todos comentam e ele não pode ficar de fora para não dar ensejo ao alheamento sobre o mosaico de um mundo moderno. O papa vai se recolher aos moldes de uma vida monástica, vai entregar-se por inteiro ao clima da oração, a fim de doar-se em alma e espírito à comunhão de sua Igreja. Ao renunciar ao cargo de sucessor de Pedro, assume uma nova postura em função de um projeto maior que é a promoção de uma Igreja mais viva e dinâmica no anúncio do Evangelho.

Alguém, no mundo de hoje, teria um desprendimento deste!... A sua mensagem com este gesto, longe de ser um fracasso, é um ato de pura coragem, fruto insofismável das luzes do Espírito de Deus e da certeza de sua presença nos caminhos da Igreja. A serenidade com que encarou uma situação, tão inusitada quanto pessoal e de pureza de responsabilidade, fez a Igreja balançar na tradição de seus fundamentos e sentir que o Cristo, mais do que nunca, fala alto e com autoridade no seu trabalho evangelizador nos campos de um mundo que se quer moderno. Seu contato com Deus, nos moldes de uma vida contemplativa recolhida às medidas  e paredes de um mosteiro no Vaticano, dá-nos uma visão, quase material e física,  de um homem de Deus diante de seu Criador. Ad majorem gloriam Dei.

2 comentários:

  1. Há muitos em nosso meio. E não precisa abrir muito os olhos, basta ter coragem e querer enxergá-los.

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  2. Por que não temos coragem de ser como somos. Santo é aquele que se expõe sem querer aparecer. Santo é aquele que ousa sem se importar com o que dizem os outros. Santo é o que é santo sem estar se comparando e olhando outro santo parecendo estar competindo. O santo é independente sendo ao mesmo tempo obediente e submisso. Sou admiradora deste santo que aí está.

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