Ouvimos por
esses dias muitas palavras e atitudes que nos levaram a pensar e a falar sobre
espiritualidade. A eleição do novo Papa vem despertando em muita
gente um clima de Deus não pelo fato de ser ele um religioso, um homem de
personalidade marcante, mas por ser uma pessoa que olha a vida sob um ângulo
diferente. Tem um agir que vem
encantando a todos. Verdade que a gente
vê nesse jeito de o indivíduo se conduzir certa dose de ascese. Um esforço capaz de superar muitos atrativos do
mundo ofertados à nossa sensibilidade humana.
Muitos
perguntam e a gente observa essa maneira de ser que toca o coração e a mente de
tantos. Deixa no ar uma questão que não sabemos responder, mas somos capazes de
entender. O que é uma espiritualidade? Em que se funda e a que pode levar?
Podemos sentir que há muitas maneiras que nos fazem ver e distinguir com
clareza uma espiritualidade. A franciscana, inaciana, beneditina ou mesmo alguma
de abrangência diferente com um matiz
social, comunitário, familiar e mesmo individual. Quando nos pomos a
construir o caminho por onde devemos passar, vamos perceber o viés de cada uma.
Importante é entender
que não vamos deixar a abertura deste caminho por conta de outrem. Ali nos descobrimos
a nós mesmos, caminhando com a vontade de acertar e sentindo com amabilidade a presença do outro. Ali está o amor que é a
regra do nosso bem viver. Se deixarmos que a máquina pense, trabalhe e programe
o que devemos fazer por nós, por certo romperemos com tudo que nos é caro e de valor
indiscutível. É a frieza pela ausência
do amor. Máquina não tem coração nem sentimentos. Então, surgem os desentendimentos, as divisões, as querelas, as brigas, as
dissenções. Por quê? Porque falta-nos
a regra fundamental da vida : o
amor. Faltam-nos princípios, normas, padrões de comparação. E a vida está a nos
exigir hoje normas sadias de comportamento. A sobriedade, a ternura, a bondade,
o perdão, a disponibilidade para o outro se põem como fundamento de uma boa construção. E aí
você pode ver a força de um bem-viver e sentir o tônus da espiritualidade de uma
vida.
Gosto de sentir os sinais que me chegam através de atitudes, comportamentos e gestos que me falam de coisas boas. Podemos compreender muito da vida sem que dela nos afastemos para apreciá-la. Vale a pena caminhar com sinalizadores desta natureza que você apontou.
ResponderExcluirOlha, meu amigo, o mundo não entende esta linguagem. O que está prevalecendo é a força, a ganância, o olho por olho. Ela precisa ser traduzida para os homens de hoje. O mundo anda muito materialista.
ResponderExcluirSempre que se fala de espiritualidade vem à mente a imagem daqueles personagens antigos que iam para o deserto fazer suas meditações e orações. A contemplação era também um ingrefiente curioso que nós não entendemos bem, mas imaginamos como algo que nos traz bons sentimentos e bvelas imagens do nosso tempo de criança. Cenas ou passagens da vida que nos fizeram bem e continuam nos trazendo prazer nos dias de hoje. Assim vejo e entendo um pouco como sendo a espiritualidade. Valeu.
ResponderExcluirA falta de amor põe mesmo tudo a perder. E vai se tornando uma maneira de viver deixar que os meios de comunicação pensem por nós. É claro que a vida vai ficando padronizada com o mau gosto e a falta de respeito com as coisas e as pessoas. Acho que não é por aí.
ResponderExcluirSem dúvida Jair, vale a pena viver como irmãos que como você nos mostram a cada momento sinais de vida plena no nosso Pai Comum.
ResponderExcluirNão vejo o amor como um sentimento, mas como uma decisão. E haja ascese se realmente decidimos pelo amor. É por isto que amar é tão difícil e tão raro nos dias de hoje. É uma pena pois o ser humano precisa amar e ser amado.
ResponderExcluirHoje em dia falta tempo até para o amor, é mais facil ligar a tv, do que se importar com os problemas diários dentro da nossa própria casa, então como fica com os outros? Falta um pouquinho de Deus no coração da nossa humanidade.
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