Caminhar juntos

domingo, 7 de outubro de 2012

Só aplaudo o verdadeiro compositor



Se há um dia, penso, para o qual a gente deveria ter a atenção voltada é o de hoje. Não chego mesmo a destacar as eleições, por se tratar de um  fato, que organizamos para despertar a nossa participação na escolha dos dirigentes e governantes de nossa sociedade  e,  que uma vez acontecido, nos limita a um ato de consciência para satisfazer o nosso ego, ficando a coisa pelo que foi e pelo que será. Esquecemo-nos dele com facilidade.  Tanto assim é que não nos lembramos mais do fato nem cobramos um feedback no sentido de apaziguar uma consciência que não se fez nem se faz  irrequieta.
Também não falo do dia internacional do rosário, essa marca da espiritualidade cristã, tão evidenciada nos milhões  de atitudes de oração devotadas a Nossa Senhora, num gesto de amor e fidelidade à ternura de seu coração. Mas paro para pensar e meditar no mais profundo da alma sobre a atual música que entra pelos meus e por tantos outros ouvidos, maculando os nossos sentimentos e ferindo, quase de morte, nossa sensibilidade musical e artística. Nossa maneira de perceber a beleza  das coisas vai se petrificando e embotando ao mesmo tempo que se faz nebulosa para nos impedir de reconhecer a arte e reagir a esta coisa feia.
Por quê? Não sei se minha resposta o afasta  do marasmo desta enxurrada de formas musicais pilaozadas que nos trazem a surdez e a consciência do mau gosto. Pior ainda quando banalizadas pelo comércio baixo que as leva para a rua na padronização de uma categoria de gente sem gosto e desprovida dos  dons artísticos. Já não falo das letras que param no tum-tum-tum e, se vão além, esbarram no tic-tac-toc-toc-tic-tic. Se um desvairado letrista avança os limites, ele se espraia nos versos turrões que nem a lata de lixo aceita sua composição. Há por trás disso o esquema de uma grande depravação e da anulação de toda arte. Valha-nos Deus!... Que passe o quanto antes a geração responsável por tão grande desplante...
Dia do compositor, data amarga pelo que de ruim se produz, fazendo-nos mergulhar na inércia de um marasmo em produzir coisa boa!...

3 comentários:

  1. Quase não vemos alguém escrever recriminando este tipo música.
    Isso doi o ouvida e nos causa baixa estima por aquilo que somos nós capazes de fazer.
    A boa música parece que perdeu o seu espaço entre nós.Sou um revoltado contra este estado de coisas. Pode ser modismo da época
    Mas não faz o meu estilo.

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  2. Também não gosto de coisa
    ruim e não jogo flores nos pés de quem nã merece. Tô contigo...

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  3. Música que fazer doer o ouvido não
    é comigo não. Fico zanagada mesmo quando
    ligo o rádio e ouço coisas assim. Eu mudo logo de rádio e vou ouvir uma
    coisa melhor.

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