Caminhar juntos

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Por ocasião do mês dos amigos

Alguém me observou, há alguns dias, que já não mais sabia escrever uma carta. Outra pessoa também me falou que fazia anos que não escrevia uma carta para ninguém. É verdade que os tempos mudaram.  Esse costume vem desaparecendo mesmo. A comunicação entre as pessoas tomou outra forma que não a do diálogo, arrastado no tempo, com alguém distante e ausente. Quanto a mim não me surpreendeu a conversa, pois mantenho um velho costume de escrever ainda cartas a pessoas que me são caras.  Há por vezes muito tempo que não as vejo nem com elas me encontro.
A carta é uma conversa de ocasião que revela uma saudade. Assinala um fato importante ou revela intimidade que não é dada a muitos. Ela nos dá informações sem grandes formalidades, onde deixamos de lado os protocolos e os excelentíssimos para ficar no assunto de um gesto privado. Não há como classificar correspondência entre pessoas próximas, que se fazem afetuosas e cheias de amizade. Não há forma nem estilo nem regras de mútuo tratamento.  Simplesmente respeito e amor.  Também a alegria de uma ansiedade e um jeito afoito e curioso de avançar na sua leitura.
Ora, o estilo de uma carta era cuidadoso, cerimonioso e cheio de respeito, vasado em  forma de uma linguagem polida e literária, fossem elas particulares, publicitárias, oficiais ou doutrinárias. Hoje, com a lente moderna de um espírito democrático, a carta aberta vem expressar uma maneira ousada de manifestar o livre pensamento ou de cobrar uma atitude de autoridade negligente ou de fazer pública uma posição, que se quer ver respeitada. A carta anônima jamais tem o aplauso das pessoas de bem, porque não aceitam a forma livre de expressar de um mau caráter. A carta como encontro de duas pessoas tem a força de comunicar o belo na poesia, na literatura, na pedagogia, na grandeza da alma humana. O estilo da Carta do Céu, no entanto, tem o dom de curar os corações que passam pelos revezes da vida. A todos a dedicatória de pessoa saudosista.

3 comentários:

  1. Olha, companheiro, ainda conser este hábito de escrever a alguns amigos. E carta cheia de substãncia e amizade. Acho que ainda
    é um carinho que pode ser demosntrado.

    ResponderExcluir
  2. Isso faz lembrar meus tempo de grupo escolar,
    quandom a gente fazia carta para parentes ausentes
    na expectativa de uma resposta com aquele envelos trazendo o nome da gente.
    É tempo de saudades, é tempo de outrora.

    ResponderExcluir
  3. Não podemos ficar longe de amigos e a carta ainda é a melhor coisa que põe em contato, porque ela é quente e portadora de vida.

    ResponderExcluir