Alguém me observou, há alguns dias, que já não mais sabia escrever uma carta. Outra pessoa também me falou que fazia anos que não escrevia uma carta para ninguém. É verdade que os tempos mudaram. Esse costume vem desaparecendo mesmo. A comunicação entre as pessoas tomou outra forma que não a do diálogo, arrastado no tempo, com alguém distante e ausente. Quanto a mim não me surpreendeu a conversa, pois mantenho um velho costume de escrever ainda cartas a pessoas que me são caras. Há por vezes muito tempo que não as vejo nem com elas me encontro.
A carta é uma conversa de ocasião que revela uma saudade. Assinala um fato importante ou revela intimidade que não é dada a muitos. Ela nos dá informações sem grandes formalidades, onde deixamos de lado os protocolos e os excelentíssimos para ficar no assunto de um gesto privado. Não há como classificar correspondência entre pessoas próximas, que se fazem afetuosas e cheias de amizade. Não há forma nem estilo nem regras de mútuo tratamento. Simplesmente respeito e amor. Também a alegria de uma ansiedade e um jeito afoito e curioso de avançar na sua leitura.
Ora, o estilo de uma carta era cuidadoso, cerimonioso e cheio de respeito, vasado em forma de uma linguagem polida e literária, fossem elas particulares, publicitárias, oficiais ou doutrinárias. Hoje, com a lente moderna de um espírito democrático, a carta aberta vem expressar uma maneira ousada de manifestar o livre pensamento ou de cobrar uma atitude de autoridade negligente ou de fazer pública uma posição, que se quer ver respeitada. A carta anônima jamais tem o aplauso das pessoas de bem, porque não aceitam a forma livre de expressar de um mau caráter. A carta como encontro de duas pessoas tem a força de comunicar o belo na poesia, na literatura, na pedagogia, na grandeza da alma humana. O estilo da Carta do Céu, no entanto, tem o dom de curar os corações que passam pelos revezes da vida. A todos a dedicatória de pessoa saudosista.
Olha, companheiro, ainda conser este hábito de escrever a alguns amigos. E carta cheia de substãncia e amizade. Acho que ainda
ResponderExcluiré um carinho que pode ser demosntrado.
Isso faz lembrar meus tempo de grupo escolar,
ResponderExcluirquandom a gente fazia carta para parentes ausentes
na expectativa de uma resposta com aquele envelos trazendo o nome da gente.
É tempo de saudades, é tempo de outrora.
Não podemos ficar longe de amigos e a carta ainda é a melhor coisa que põe em contato, porque ela é quente e portadora de vida.
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