As Olimpíadas já ficaram para trás. Um novo horizonte já se desenha em nossa frente, cheio de acontecimentos a preencher os nossos anseios e nos dispor os olhos sempre curiosos. Podemos apontar, uma a uma, estas realidades, que são queridas e nos fazem felizes de nelas pensar. Mas uma, pelo imediatismo e sem perda de tempo, dá o tom da festa, saltando à frente para nos encher a alma com sua surpresa carregada de beleza e emoções. E não precisamos correr nem nos preparar para sentir a subida do calor que desperta em nós.
Por isso, imagino o íntimo da família vicentina do Brasil, que deixa transparecer a força contagiante da sua alegria diante das relíquias peregrinas de Vicente de Paulo, o santo dos pobres. A peregrinação dos confrades e dos seus admiradores se faz na mente e no corpo ao meditar e se aproximar dos abismos misteriosos de uma criatura com o seu Deus. Com frequência vemos destilarem lágrimas os olhos de gente piedosa em meio aos apupos de entusiasmo pela presença destas relíquias. Não é uma maneira piegas de julgar o que vemos, querendo obscurecer a luz da esperança cristã, mas o perpasse de alma generosa que quer mergulhar nos mistérios de Deus.
É a possibilidade que tem a pessoa de crer, de maneira livre e consciente, na glória de Deus, manifestada através das criaturas. É a expressão de nossa afinidade com Deus e a similitude com as criaturas, onde se revela a extensão do seu amor infinito por nós. Isso nos leva a sair de nosso comodismo e partir para obras meritórias como as que os vicentinos desenvolvem por todo o mundo. É um convite a não ficar de longe imaginando isso ou aquilo, mas o poder de decisão para fazer o bem aos desvalidos que não têm amigos de coração magnânimo e generoso que não gente como os vicentinos. Nossa paróquia está sendo por elas visitada. É uma grande bênção para todos nós.
Sou vicentino desde meus tempos de menino. E nada me fez tão bem como gastar um pouco do meu tempo neste trabalho de solidariedade humana. Que as pessoas experimentem esta alegria. Vão gostar e depois me digam se tenho ou não razão.
ResponderExcluirTambém sou vicentina desde criança. Continuo com este trabalho que me faz feliz e me dá uma consciência de que estou fazendo alguma coisa oam e meretória.
ResponderExcluirJair, Deus o abençoe sempre. Gosto muito de suas reflexiões. Obrigada!
ResponderExcluirA Paróquia ficou satisfeita com a visita da Relíquia de São Vicente
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