Junho, o mês de tantos santos festeiros, passou. Agora vivemos julho, o das férias, do descanso, do sítio, dos passeios a cavalo, das praias (neste friozinho?!...), de viagens. Tudo a nos fazer lembrar o tempo de criança, quando os pais, fazendo coincidir seu tempo de descanso, nos levava, para cá e para lá, a dedicar, com exclusividade, aos filhos aqueles tempos gostosos e tão esperados.
Não sei do que mais dizer sobre a minha vida feliz de criança. Mas guardo e saboreio aquele mês, hoje reduzido a poucos dias, de uma vida que passou cheia de recordações e imagens, todas elas carregadas de emoções que me faziam viver com intensidade, gastando as energias nas mais variadas aventuras de um mundo de ilusão. Verdade que não poderiam ser eternas aquelas vibrações, mas hoje ainda, se não têm a extensão que pode ser alcançada pelo corpo, ganham a largueza de uma alma que sabe reconhecer o seu passado de felicidade.
Estou de partida. E quem fica não me dê adeus, porque, num pouco e muito pouco tempo, voltarei para estar novamente envolvido com nossas atividades costumeiras que preparam a vida para aventuras talvez maiores do que aquelas que não me deram vôo para alcançar a altitude desejada no meu tempo de criança. Doce vida a minha de terra branca, enquanto hoje a idade avança com uma inveja branca dos meninos que não podem porque não sabem querer aquilo que faz alguém feliz.
Isso nos fala mesmo de uma saudade!... de um tempo de criança que não volta mais.
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