Caminhar juntos

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Agosto, festa da família

A Igreja está sempre voltada, com um carinho de mãe, para os temas fortes de interesse da comunidade humana. É assim que ela celebra a semana que vem logo depois do dia dos pais, dia este comemorado sempre no segundo domingo de agosto. E o coração da Igreja, batendo em uníssono com o coração do Papa, faz ecoar em todos os cantos de nossa terra a voz suplicante em favor das famílias, para que elas renovem suas forças no sentido de que continuem a ser berços onde nasce a vida humana abundante e generosamente, onde se acolhe, se ama, se respeite a vida desde a sua concepção até ao seu fim natural.

Nós, que somos discípulos de Jesus Cristo, aprendemos dele para depois nos tornarmos evangelizadores, como primeiros responsáveis na condição de pais, dos filhos que geramos. Nós, que dizemos e proclamamos esta responsabilidade de sermos os construtores da sociedade, ficamos felizes e nos gabamos de fornecer bons cidadãos para tornar a nossa terra uma pátria cheia de vida e de conquistas. Mas esta responsabilidade tem carga dobrada sobre nossos ombros, quando choramos uma sociedade que declina de seus valores morais, civis e humanos. Então, nossa dor se torna grande e nossa consciência se faz turbada com a nossa negligência no processo de educação familiar.

O caminho certamente a seguir seria retomar diligentemente a educação de nossos filhos, num zelo cotidiano, que os prevenisse das seduções do tempo e dos sinais de morte que ganham mais e mais seu espaço no meio dos jovens. Isso faria a juventude recobrar a força que existe em si mesma e a confiança na sua própria capacidade de amar e respeitar a beleza do relacionamento humano, quando compreendido e ativado para a promoção da verdadeira vida. Isso é, apesar de tudo,  um desafio, mas também o troféu de uma vitória, que só o homem é capaz de, verdadeiramente, entender.

3 comentários:

  1. Se há alguém para retomar a educação do filhos é a família. Ela está ficando muito afastada deste processo, quanrla deveria ser a primeira a chegar. Não sabemos a quem atribuir mais esta responsabilidade. Mas a cho que é a ela mesma. Os pais não podem ficar distantes e tocar a responsabilidade pra frente. Eles são os primeiros a dar as regras do joro.

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  2. Quando ouço falar em família, penso nas arbitrariedade de alguns pais ao tratarem seus filhos. Se a violência e arispidez não cabem aos estranhos ao nosso convívio, imagine você este modo de tratar os filhos ou os familiares em geral. É assunto de reflexão constante e me coro quando vejo coisas deste gênero.

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  3. O tempo de família é um tempo privilegiado. Ali aprendo tudo, desde o lidar com as coisas do mundo até a maneira de compreendê-las e colocá-las a serviço do bem. Pra mim é uma escola a casa de meus pais. É um assunto que me comove, porque me faz feliz.

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