Caminhar juntos

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Tempo de ternura

É sabido, porque é falado, que toda mulher é insegura. Faz parte de sua natureza. E ela busca o homem. Nele ela encontra a segurança de que precisa. E expressa fisicamente essa necessidade. Corre para junto dele. Apóia-se nele. Quer estar sob sua guarda. Estar perto. Debaixo. Por isso inclina levemente sua cabeça sobre seu corpo. Quer tirar dele uma força.

Ser assim é da essência feminina. E com isso faz a segurança do homem também. É um inteirar-se das carências recíprocas. Um realizar-se de naturezas. Quando encosta a cabeça no ombro do homem, entrega-se ao devaneio. Debruça-se à beira da vida a contemplá-la. Não vê o tempo passar. Perde as dimensões. Não estabelece ponto de referência. Ela se inclui. Ela se entrega, se completa, se realiza. É o tempo da ternura.

Um comentário:

  1. Assim como o homem representa o porto seguro da mulher, a mulher é quem dá o suporte e a força que o homem precisa. É um completando o outro.

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