Caminhar juntos

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A Santa do Andor

     Hoje é dia de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. Sei que todo o povo brasileiro se coloca aos pés da Virgem. Claro, com exceção de alguns poucos, que resistem, por preconceito. Recusam  atender ao chamado daquela Mãe que reune os filhos sob o carinhoso olhar de quem ama, acolhe e protege.

     É dia de festa e de oração. E os fogos ao meio-dia dão conta da temperatura do que se passa no coração do brasileiro. Na alma de uma gente que se sente escolhida para um gesto de amor. Na mente de quem se desdobra para tocar o andor que a leva pelos diversos lugares e rincões do nosso país. Nas mãos que pulsam um coração agradecido àquela que lhe vem com ternura ao seu encontro.

     É sempre o tempo que se faz doce na alma desta gente que sabe amar. O calor que aprimora a fé de um povo que caminha com os olhos fixos nas bênçãos que se desprendem de suas mãos. O povo não é bobo, porque sabe que Nossa Senhora não é uma senhora esquecida. Nem uma Mãe que abandona. Nem alguém que chega para cumular com os presentes do céu.

Cantemos com quem canta sempre :  Viva a Mãe de Deus e nossa.

2 comentários:

  1. Quando li este texto, lembrei-me com saudade de um amigo, hoje falecido, que no dia 12 de outubro, ao meio dia, reunia os filhos, acendia uma vela e rezava à santa, fazendo soltar muitos foguetes. Dia que era para ele muito esperado durante todo o ano. Era uma grande graça alcançada, segundo me confidenciava. Das muitas recordações que tenho dele, esta é a maior.

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  2. Muita gente, quando vê falar em milagre, ou que alguém recebeu uma graça, fica meio no ar.É gente que não é frequentadora deste ambiente. É fácil entender graça como um dom de Deus. Às vezes a pessoa fica calculando ou tentando ver coisas excepcionais e se esquece das coisas mais corriqueiras da nossa vida. Por que não podemos entender o ar que respiramos como um dom de Deus e, portanto, uma graça?

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