Quando uma preocupação fica incomodando nossa cabeça, buscamos uma palavra para nos servir de guia ou um conselho que legitime nossas idéias. Assim em Ética da Publicidade, do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, encontramos o que buscávamos :
A publicidade política tanto pode apoiar e ajudar o funcionamento do processo democrático como o pode dificultar. Isto verifica-se quando, por exemplo, o preço da propaganda limita a competição política a candidatos ou grupos abastados, e exige que os aspirantes a um cargo público comprometam a sua integridade e autonomia, dependendo dos fundos de grupos de interesse. Este entrave ao processo democrático também pode acontecer quando, em vez de ser um veículo para a exposição honesta das idéias e dos antecedentes do candidatos, a propaganda política procura deturpar as idéias e o passado dos adversários, desacreditando injustamente a sua reputação. Isto verifica-se quando a propaganda desperta mais as emoções e os baixos instintos das pessoas, o egoísmo, a prevenção e a hostilidade em relação ao próximo, os preconceitos racial e étnico etc., em vez de focalizar um profundo sentido de justiça e o bem de todos.
Todo mundo fala e ninguém dá atenção para o que corre de boca em boca. O problema nosso é questão de ética. Sabemos disso, mas não sei se o povo leva a sério, porque na hora H não somos capazes de colocar em prática aquilo que pensamos. Votamos tomados de paixão e deixamos pra pensar nas consequências só depois.
ResponderExcluirNão, amigo, não é que deixamos pra depois não. Acho que muitos pensam sim no que estão fazendo. O que acontece é que eles colocam seus interesses em primeiro plano. Resolvendo o meu problema, quer dizer, garantindo o meu o resto é que se dane o mundo eu não me chamo raimundo. Não importa que seja a figura de um medalhão, se é mentira o que afirma, o meu barco segue para o lugar onde vai chegar o rio desta gente.
ResponderExcluirEsse negócio de política é igual água e conselho que só se dão a quem pede. Em política é assim. Estão precisando do conselho, mas quem disse que eles pedem... A eles não interessa conselho de ninguém sobretudo se contrariar algum de seus interesses.
ResponderExcluirÉ claro que a publicidade do jeito que vem sendo feito e custeada em nosso meio compromete a representatividade no processo democrático. Se o candidato, para conseguir fundos para sua campanha, entrega sua alma ao diabo, ficando preso nas mãos de seus patrocinadores para aprovar isso ou aquilo após a eleição dele, então vamos encontrar uma água suja que não serve para deixar limpa a consciência e retidão das leis do país. Também não serve para dizer esta é a verdadeira história de nosso povo, porque é uma história falsa e desonesta. E aí como você vai avaliar a cultura deste povo representado pelos nossos parlamentares?
ResponderExcluirNão sou muito ligado na publicidade não, mas não vejo com esses olhos os patrocinadores não. Pode que um ou outro patrocine alguma candidatura com esse propósito. Acredito que isso aconteça, mas não é regra geral. Afinal há muitas pessoas que são desconfiadas demais e tudo para elas é caminho de suborno, de interesses de aconchasvos.
ResponderExcluirEu definitivamente não penso desta maneira. O que se poderia ver é como expurgar deste mundo de influência ou dependência essas pessoas que assim procedem. Se não pintasse clima assim a política seria um negócio meio borocoxô...
A publicidade na política é fundamental.
ResponderExcluirCerto. É fundamental, no entando não podemos nos esquecer da moral que perpassa todos esses elementos intuitivos da política. Se a gente ficar só na ética da publicidade a coisa pode degringolar e perdermos o fundamental como ponto de referência.
ResponderExcluirNem mesmo o problema moral não faz muita diferença para essa gente, contanto que se tire vantagem da situação. É sempre aquela asquerosa lei da vantagem em tudo. Se o brasileiro revogasse essa lei da sua mente e principalmente do seu coração entendo que o Brasil possa ser bem melhor.
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